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5 passos para criar um coworking em seu condomínio

Por Revista Síndico
Última atualização: 10/09/2021

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Não é de hoje que o trabalho remoto vem sendo debatido — e adotado — por empresas nacionais. Tendência em todo o mundo pelo menos desde a última metade da década de 2010, o home office já era a modalidade de emprego de mais de 3,8 milhões de brasileiros em 2018, segundo dados do IBGE.

O Novo Coronavírus acelerou ainda mais a adoção do sistema por muitas companhias. Estudo da consultoria BTA aponta que 43% das empresas do país já implementaram o padrão remoto de trabalho. E a perspectiva entre os especialistas é de que o número cresça, mesmo com o enfraquecimento da pandemia. 

Trabalhar em casa, entretanto, nem sempre é tarefa das mais fáceis. Um em cada 5 brasileiros narrou dificuldades em se concentrar no home office, revela estudo da Robert Half. Além disso, muitos profissionais não dispõem de espaço ou estrutura ideais para a execução de suas tarefas em casa. 

Para esse grupo, ter um espaço de coworking no condomínio pode fazer toda diferença. O modelo de ambiente de trabalho compartilhado passou a ser um diferencial para quem deseja comprar ou alugar uma unidade. “Muitos empreendimentos residenciais têm investido em ambientes assim, principalmente, os imóveis recém-lançados ou na planta”, aponta Alex Frachetta, CEO do Apto, plataforma de marketplace de imóveis.

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Segundo Alex Franchetta, da Apto, muitos empreendimentos residenciais têm investido em coworking, principalmente, os imóveis recém-lançados ou na planta

Além de dividir o espaço físico, os usuários de coworking compartilham as facilidades — e despesas — de uma infraestrutura completa de escritório, com internet, mesas e salas de reunião. A promessa é a de reduzir gastos e melhorar qualidade de vida do usuário, permitindo, ainda, que sejam criadas conexões e redes de contato entre os profissionais. “Esses espaços trazem a comodidade de trabalhar ‘em casa’, mas em um ambiente completamente voltado para o trabalho. Além disso, você tem acesso a uma estrutura bem equipada sem precisar de grandes deslocamentos”, completa Alex.

Alguns lançamentos imobiliários já contemplam o espaço de coworking, mas ele pode ser implantado também em condomínios construídos. “Um jeito legal de entender como funciona é ir a vários coworkings e ver o que cada um tem de bom”, sugere Felipe Comunello, head de Marketing e Vendas da Aldeia Coworking

 

Se você curtiu a ideia de ter um espaço assim em seu condomínio, confira abaixo 5 passos para tirar a ideia do papel. 

  • Aprove a ideia em Assembleia

Antes de mais nada, aprove o projeto com seus condôminos. Para ser implantada, a iniciativa tem de ter o apoio em assembleia de, pelo menos, dois terços da comunidade condominial, conforme orientação do artigo 1.342 do Código Civil.

Para facilitar a aprovação, é interessante o síndico possuir em mãos o projeto de coworking, com respectivos escopo, cronograma e custos totais, apresentando adicionalmente as vantagens e benefícios coletivos da iniciativa. 

  • Defina o espaço e a estrutura

Para funcionar efetivamente, é preciso que o coworking ofereça, de fato, uma estrutura de trabalho aos usuários. O design deve ser acolhedor, confortável e organizado. “Criar um espaço que não se pareça com um escritório comum pode não conseguir aderência”, alerta Felipe Comunello.

Entre os itens indispensáveis está o mobiliário com mesas, bancadas, poltronas e cadeiras. Água, energia elétrica e banheiro também não podem ser esquecidos. Equipamentos eletrônicos como impressoras e máquinas copiadoras, além de tomadas em número suficiente, completam a lista. “As baias devem ser pensadas com um bom espaço entre elas, de no mínimo 1,2 metro. As cadeiras precisam ter apoio de braço e regulagem de altura para suportarem um dia inteiro de trabalho”, enfatiza Alex, da Apto.

Alguns projetos contemplam ainda pelo menos uma sala de reunião privativa, onde o usuário pode atender uma ligação ou receber algum parceiro ou fornecedor com mais privacidade. 

 

3)  Garanta internet de qualidade

Internet rápida e disponível é, sem dúvida, um dos itens mais imprescindíveis do coworking. O espaço deve contar com uma rede de wi-fi que seja capaz de funcionar bem mesmo se acessada por muitos usuários ao mesmo tempo e ainda que o tráfego de dados seja pesado.

A dica é contratar dois ou mais links de alta velocidade e de operadoras distintas. Assim, sempre que um falhar, o outro poderá compensar. “Tem de ter rede cabeada e várias antenas para poder distribuir bem o sinal”, divide Felipe Comunello.

 

4) Privilegie espaços de convivência

Um dos maiores ganhos do coworking é a possibilidade de reunir no mesmo lugar profissionais de diferentes segmentos e construir uma rede de contatos entre eles. Mas, para que essa interação aconteça, é preciso estimulá-la. Uma das formas de fazer isso é por meio de espaços de convivência.

Sem descuidar das regras de distanciamento social e cuidados com as normas de segurança contra a Covid-19, é possível instituir uma pequena copa, com cafeteira, geladeira e micro-ondas, onde os usuários possam curtir um intervalo e uma boa conversa com os demais.

 

5) Delimite normas de uso

Este é um passo crucial. As regras de uso do coworking devem ser semelhantes às dos demais espaços comuns do condomínio e precisam ser amplamente divulgadas entre os usuários.

Especifique, por exemplo, os horários de funcionamento do espaço, regras para reservas de sala e visitantes e procedimentos de limpeza. “Para alguns usuários, as regras podem fazer com que o síndico seja visto como intransigente, porém, é importante que o espaço coletivo seja bom para todos e as normas existem para garantir isso”, finaliza Alex Frachetta.

 

Por: Aline Duraes

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