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Dividir para multiplicar: conheça os serviços compartilhados em condomínios

Por Revista Síndico
Última atualização: 23/09/2021
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Muito difundido na Europa e nos Estados Unidos, um dos primeiros projetos de moradia compartilhada ocorreu em 2015, depois de a construtora Gafisa criar o Smart Santa Cecília em parceria com a agência Grey. À época, o empreendimento sacudiu o mercado de lançamentos imobiliários por inaugurar a oferta de uma série de serviços compartilhados aos condôminos.

Pautado no que chamou de home and share, o condomínio da Gafisa contemplava uso conjunto de veículos, de bicicletas, de espaços de trabalho e oferecia, até mesmo, uma unidade de apartamento inteiramente mobiliada a ser compartilhada entre os condôminos, sempre que alguém desejasse acomodar seus visitantes. 

homem de braços cruzados
Para Lucas Couto, da Patrimar, com o compartilhamento de serviços há a garantia de um serviço de confiança perto da sua residência, além de uma boa relação de custo-benefício, já que as despesas são rateadas com os demais moradores

Paralelamente, outras incorporadoras difundiam o conceito a ponto de, hoje, serem comuns propostas onde, além dos espaços listados acima, são disponibilizadas bicicletas, lavanderias, hortas e até ferramentas. Tudo a ser usado e compartilhado pela comunidade condominial. “A principal tendência é oferecer não apenas itens compartilhados, mas também serviços e experiências completas. O consumidor está procurando cada vez mais facilidade e praticidade. Os serviços compartilhados acabam garantindo maior valor agregado aos imóveis”, afirma Lucas Couto, diretor Comercial e de Marketing do Grupo Patrimar que, há 58 anos, atua na incorporação, construção e comercialização de empreendimentos residenciais e comerciais no país.  

 

Economize tempo e dinheiro

A proposta do compartilhamento é unir economia e sustentabilidade, ressignificando o consumo e tornando-o mais inteligente. “O serviço compartilhado não se resume a dividir uma infraestrutura. Significa, acima de tudo, pertencer a uma comunidade, que se traduz em uma nova forma de conviver, com mais liberdade, economia e flexibilidade”, pontua Pedro Vasconcellos, COO (Chief Operating Officer) do BeerOrCoffee, plataforma de coworkings presente em mais de 160 cidades de todo Brasil.

Em um primeiro momento, pode parecer que o modelo seja mais atraente especialmente para perfis jovens solteiros e autônomos, mas o fato é que os projetos vêm conseguindo cada vez mais adesão também entre idosos e famílias inteiras. “Não existe um perfil específico de usuário. Hoje em dia, todo mundo busca economia de recursos e praticidade na rotina. Com o compartilhamento de serviços, você une a garantia de um serviço de confiança perto da sua residência e, ao mesmo tempo, uma boa relação de custo-benefício, já que as despesas são rateadas com os demais moradores”, ressalta Lucas Couto, da Patrimar.

 

No rastro da economia colaborativa

O sucesso do compartilhamento ocorre no esteio do crescimento da economia colaborativa. De acordo com a consultoria PwC, até 2025, as iniciativas de partilha de bens e serviços movimentarão mais de 335 bilhões de dólares no mundo. Somente no Brasil, a economia colaborativa, cujos exemplos clássicos de modelo de negócio são as empresas Uber e AirBNB, poderá representar até 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor de serviços.

E o cenário tende a continuar positivo mesmo com a pandemia e o necessário distanciamento social imposto por ela. “Com a população se vacinando e seguindo os protocolos de saúde, a tendência é que — como já está acontecendo — todos os serviços compartilhados voltem a funcionar”, conta Pedro Vasconcellos. “A questão do distanciamento social pode ser facilmente resolvida com agendamento dos espaços coletivos. Há aplicativos tecnológicos que permitem essa função”, completa Lucas Couto.  

 

O que pode ser compartilhado?

Quando o assunto é a economia colaborativa no condomínio, o céu é o limite. É possível pensar em uma série de serviços e produtos que podem ser oferecidos para uso coletivo dos condôminos. Um dos espaços compartilhados mais comuns é a lavanderia. Na lógica do consumo consciente, torna-se cada vez menos necessário que cada unidade tenha uma lavadora de roupas. O projeto de lavanderia compartilhada ajuda os moradores a economizarem água e produtos de limpeza, como sabão e alvejante, e estimula a economia de água pelo conjunto do condomínio.

Conforme a Revista Síndico já antecipou, vem ganhando força também os projetos de coworking em condomínios. Neles, os usuários desfrutam de uma infraestrutura completa de escritório, com mesas, cadeiras e internet, rateando despesas e custos do espaço. “Além do benefício de economizar tempo e dinheiro em deslocamentos, os coworkings representam diversas oportunidades de networking no dia a dia, o que significa uma comunidade de parceiros, mentores e clientes em potencial, além de um conjunto de talentos à disposição. Também é muito comum que os espaços contribuam para as pessoas terem mais produtividade e bem-estar”, enumera Pedro Vasconcellos, do BeerORCoffee.

Em alguns empreendimentos, carros e bicicletas também ficam disponíveis para uso coletivo, liberando o condômino de arcar com os gastos de manutenção e impostos de veículos particulares. 

“Temos o Grab and Go, como é chamado o minimercado à base da confiança dentro dos condomínios, que permite que os moradores comprem itens sem sair de casa e enfrentar transporte e supermercados. O Espaço Beauty é outro exemplo de serviço que evita a ida à rua. Nesse local, é possível chamar a profissional de beleza da sua confiança para lhe atender, sem a necessidade de sair do condomínio”, finaliza Lucas Couto, da Patrimar.

 

Por: Aline Duraes

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