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V Congresso APSA e Expo Síndico discutem condomínio do futuro

Por Revista Síndico
Última atualização: 08/12/2021
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congresso

Nos últimos dias 23 e 24 de novembro, o V Congresso APSA de Síndicos Profissionais GPU e a Expo Síndico movimentaram um dos locais mais icônicos do Rio de Janeiro: o Copacabana Palace. O evento, organizado pela APSA e pelo Grupo DMCom, reuniu centenas de pessoas e teve como tema “Sociedade e Administração 5.0 — O futuro chegou”. Mais de 30 palestrantes e dezenas de expositores discutiram assuntos que vão impactar a gestão de condomínios.

copacabana palace
Copacabana Palace, no Rio: cenário para mais uma edição do Congresso APSA e Expo Síndico, em 2021

A primeira edição presencial desde 2019 (o encontro não aconteceu em 2020 por conta da pandemia de Covid-19) trouxe de volta o contato pessoal. Fernando Schneider, Diretor Superintendente da APSA e Vice-Presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI), salientou a importância de conduzir os debates no mercado.

“Todos nós estávamos ansiosos por esse relacionamento humano que um evento presencial proporciona. A APSA reforça o seu posicionamento sempre na vanguarda no que diz respeito à tecnologia e a todas as outras transformações. Isso faz parte da nossa história. O nosso objetivo é não apenas acompanhar, mas liderar diversas mudanças nacionais no que diz respeito à administração condominial”, afirmou Fernando Schneider.

home com microfone
O navegador Amyr Klink abriu o evento no primeiro dia compartilhando seu aprendizado no trabalho com equipes

O navegador, escritor e empreendedor Amyr Klink abriu o evento contando sobre suas experiências em alto-mar e gerenciando uma marina em Paraty, no Sul Fluminense. Seja sozinho ou comandando tripulações, Klink já esteve mais de 40 vezes na Antártica. Sobre esta vivência nos mares, ele deu valiosas lições sobre liderança de equipes. 

“Quando eu estou comandando o barco, eu faço que todos por algum momento sintam como é o comando. Todos, por algum momento, vão para a cozinha. Todos, em algum momento, participam da limpeza, da manutenção, da carga das baterias. Quando você altera as funções, cada um começa a enxergar melhor a importância do trabalho coletivo e a entender a importância do trabalho do outro”, disse.

 

Impactos e mudanças para o futuro

Depois de anos difíceis para o setor imobiliário, a maré começa a mudar. É o que avaliou Leonardo Schneider, Diretor Superintendente da APSA e Vice-Presidente do Sindicato da Habitação do Rio (SECOVI-Rio). Para ele, o evento gerou muitas informações e interações relevantes, atualizando todos os presentes sobre a situação do mercado.

homem com microfone
Leonardo Schneider, diretor superintendente da APSA, falou sobre o momento atual do mercado imobiliário no Rio de Janeiro

“O sentimento e a realidade no Rio de Janeiro é a melhor dos últimos anos. Tivemos um momento de dificuldade após os Jogos Olímpicos, mas hoje temos uma excelente perspectiva do mercado imobiliário. Há vários projetos sendo desenvolvidos pela Prefeitura. O que a gente vai ver nos próximos anos é um mercado mais pujante e mais aquecido”, contou Leonardo Schneider, que foi um dos convidados especiais da palestra “Impactos das novas construções e revitalização no Rio de Janeiro”, ao lado de Cláudio Hermolim e Chicão Bulhões, no segundo dia do evento. 

Por conta da pandemia, diversas mudanças na gestão de condomínios também foram aceleradas, como a massificação de assembleias virtuais, a contratação de lockers para encomendas e a adoção de sistemas inteligentes para controle de acesso. É o que afirmou Edgar Poschetzky, Gerente Geral de Condomínios Clube e Corporate da APSA, em sua palestra. Mas segundo ele, as principais alterações têm a ver com três letras: ESG.

“A metodologia ESG vem sendo muito debatida e implementada no mundo empresarial e agora está sendo muito discutida no mercado de condomínios. O ‘E’ vem de environment (meio-ambiente, em inglês) e tem a ver com questões relacionadas à sustentabilidade, como a implementação de iniciativas de geração de energia fotovoltaica. O ‘S’ vem de social, que é o cuidado com o lado humano. E o ‘G’ vem de governança. Ou seja, é trazer uma profissionalização na gestão dos condomínios”, concluiu Poschetzky.

As práticas de logística reversa e coleta seletiva também são duas ações sustentáveis que os condomínios podem adotar. Como explicou Tatiana Bastos, advogada e Presidente do Instituto de Direito Coletivo (IDC), a primeira tem a ver com produtos que necessitam de um tratamento diferenciado, como lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias e lixos eletrônicos, cujos fabricantes têm obrigação legal de dar fim adequado. 

“No pós-consumo, nós temos que levar o nosso resíduo para um ponto para que a partir desse ponto, ele entre no sistema de logística reversa” afirmou Tatiana. “Outra coisa é a coleta seletiva. São os produtos ordinários, os comuns, como embalagens. São resíduos que precisam ser destinados de forma correta, mas que o mercado que vendeu esses produtos não tem a obrigação legal de arcar com esse custo”.

Outra alteração que promete ter impacto no futuro de condomínios é a implementação do eSocial. O ambiente virtual dará acesso quase em tempo real para o Ministério do Trabalho e Emprego, Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Secretaria da Receita Federal a informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias de todo e qualquer empregado, seja ele pessoa física ou jurídica, vinculado a empresas. Marcio Erli, Gerente de Negócios do Centro de Serviços Compartilhados da APSA, abordou o tema em sua palestra.

“É uma modernização do sistema de informações dos contribuintes aos órgãos fiscalizadores e às autoridades tributárias. O que hoje você faz de forma isolada e através de sistemas distintos, vai passar a ser feito por eventos no momento em que ocorrem”.

moça com microfone
A jornalista Carol Barcellos fez uma participação especial e encerrou o primeiro dia do evento

 

O morador 5.0

E para compreender como os moradores e gestores vão se adaptar a essa nova realidade, a Revista Síndico, plataforma que conecta produtos e serviços a síndicos e condôminos, promoveu um talk show com Thiago Kratz, Executivo da plataforma da Revista Síndico, e Odirley Rocha, Diretor de Relacionamento do Portergroup.  

homem com microfone
O condomínio 5.0 foi o tema da talk show com Odirley Rocha, da Portergroup

“Cada vez mais o síndico tem que ter a gestão na palma da mão de todos os dispositivos do condomínio dele. E o morador, por consequência, vai ser avisado de alertas para que o síndico possa estar fazendo as ações”, contou Rocha, que também é colunista de tecnologia e inovação da plataforma Revista Síndico.

Refletindo essa tendência de unir tecnologia e gestão, o estande da Síndico apresentou um estande com muitas novidades. Além do telão e um púlpito de LED que estavam em constante atualização, um totem permitia a síndicos e anunciantes pesquisar a plataforma da revista em tempo real. 

homem olhando pra frente
Thiago Kratz, executivo da Revista SÍNDICO, dividiu o talk show com Odirley Rocha e falou sobre como moradores e gestores deverão se adaptar à realidade do Condomínio 5.0

“A Revista Síndico é um marketplace de nível nacional. E nosso estande reflete isso. Todos os anunciantes estiveram presentes com suas marcas e tivemos a presença ao vivo de alguns deles”, explicou Kratz. “Mais uma vez conseguimos entregar aos anunciantes uma experiência figital, que vai muito além da revista física, que é a RevistaSíndico.com.br, muito além da revista que é distribuída quadrimensalmente e do guia de fornecedores”, afirmou Kratz.

 

Por: Gabriel Rosa

Fotos: Rodrigo Molina