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Condomínio Horizontal

Por Revista Síndico
Última atualização: 04/07/2022

Row of houses in a suburban area
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Moradia segura e estilo de vida com alta qualidade

Quando se pensa em viver em um lugar mais seguro, confortável e prático, uma das opções mais procuradas pelas famílias é o condomínio horizontal, tipo de habitação que cada vez mais vem ganhando espaço nas cidades brasileiras. 

Moradias desse estilo podem ser definidas como construção de casas que estão dispostas horizontalmente em grande parte do terreno, onde os proprietários adquirem a região dos lotes edificados ou não edificados, mais um percentual das áreas comuns. Guaritas, pórtico de acesso, áreas de lazer, playground e a depender do perfil econômico, piscina e quadras poliesportivas, caracterizam essas residências.

O presidente do Sindicato da Habitação (SECOVIBA), Kelsor Fernandes, explica que os condomínios horizontais oferecem na sua grande maioria, imóveis com áreas mais espaçosas e trazem maior privacidade aos seus condôminos. “A infraestrutura desse tipo de condomínio é basicamente a mesma que hoje está disponível nos grandes condomínios verticais com quadras poliesportivas, salão de festas e jogos, sauna, academia e até pista de cooper. A infraestrutura, quantidade de unidades e a inadimplência influenciam nos custos e investimentos nesse empreendimento”, diz.     

  

Gestão condominial                

Para administrar um ambiente condominial desse porte é necessário maior atenção e investimento em segurança, além de todo cuidado com a conservação dos espaços. O Gestor Financeiro, Gerson Bahia, explica que a gestão condominial está pautada nos pilares de segurança, manutenção, finanças e rotinas administrativas. 

“Não há como pensar nesses pontos isoladamente. Como cada condomínio possui uma estrutura física e identidade diferente, a qual está relacionada à rotina dos moradores, o processo de gestão deve contemplar as necessidades da comunidade. Por mais que tenhamos regras comuns aos demais condomínios, a utilização dos ambientes poderá ser específica para cada um. A segurança é realizada tendo como base a realização de ronda noturna, sistema de câmeras e cerca elétrica”, conta. 

Atuando há três anos na gestão de condomínio horizontal e atualmente administrando dois, o síndico Gerson também esclarece que, como os demais condomínios, as regras e parâmetros são estabelecidas pela convenção, regimento interno e deliberações nas assembleias. “Quando há assuntos polêmicos, fazemos um trabalho de divulgação do tema para conscientização e promoção do debate, antes da deliberação final”, expõe. 

A diferença dos custos do condomínio horizontal para o condomínio vertical está na manutenção de áreas verdes.  “Uma vez que os condomínios horizontais são contemplados com árvores que exigem manutenções específicas como poda, além de influenciar diretamente na rotina de limpeza. Em algumas situações esse custo pode ser semelhante à manutenção de elevadores, existente nos condomínios verticais. Destaco também as despesas com o pessoal e como a água é individualizada, esse custo não está inserido na taxa condominial”, esclarece Gerson.

Quanto à coleta de lixo, Gerson detalha que de segunda a sexta-feira os lixos são colocados na área externa ao fundo de cada casa. Das 14h às 14h30 e às 15h são coletados em contentores e levados à casa de lixo. Aos sábados são colocados no mesmo local das 12h às 12h30 e coletados às 13h.

 

Benefícios e desvantagem de viver em Condomínio Horizontal

Apesar de apresentar grandes atrativos, sendo uma boa opção para quem deseja ter mais qualidade de vida e bem-estar, os condomínios horizontais contam também com questões que devem ser avaliadas para quem procura adquirir um novo lar nesse estilo. 

“Observamos como pontos positivos a possibilidade de desfrutar de um espaço residencial maior, área externa para realização de caminhada e passeio com os pets somada à privacidade, sem ocorrências de barulhos no andar de cima ou preocupação de produzir barulho para o vizinho do andar inferior. Por outro lado, os pontos negativos são o custo direto com o consumo de água, manutenção da fachada das casas, custo elevado com a manutenção das áreas comuns, principalmente em função da existência de vegetação”, orienta Gerson.

 

Infraestrutura 

No que tange à infraestrutura de condomínio horizontal são aplicadas leis, decretos e códigos de obras municipais para a sua implantação. O coordenador da Câmara especializada de Engenharia Civil do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA), Diógenes Senna, fala que a lei 6.766/79 salienta que os lotes têm área mínima de 125m² e frente mínima de 5m, mas a lei apresenta uma ressalva quando o lote se destinar a habitação de interesse social ou outra finalidade urbana específica em lei municipal, permitindo áreas mínimas ainda menores.

Diógenes também informa que as normas técnicas brasileiras (NBR) não definem ou tratam do estilo de construção padrão deste tipo de condomínio, mas concentram esforços na segurança, manutenção, desempenho e habitabilidade das edificações dos condomínios horizontais.

De acordo com a Engenheira Civil e Conselheira do CREA-BA, Dalma Dourado, a infraestrutura básica de um condomínio horizontal contempla o escoamento das águas pluviais, a iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável, energia elétrica pública e domiciliar. 

Em relação aos lotes dos condomínios horizontais ela comenta que no condomínio de casas ou de lotes, pode haver partes de terrenos “lotes” que são de propriedade exclusiva e partes que são de propriedade comum dos condôminos. “As ruas, praças, clubes e demais áreas comuns pertencem ao condomínio, não há presença de áreas públicas dentro do empreendimento, diferente do que ocorre no loteamento comum ou loteamento de acesso controlado”, declara. 

 

Confira os principais aspectos do condomínio horizontal:

  • Gerenciamento de guarita de segurança;
  • Cercas elétricas e câmeras internas;
  • Vias internas asfaltadas e sinalizadas;
  • Área de lazer completa;
  • Preservação da área verde;
  • Permitido inserir comércio e serviços locais;
  • Previsão do número mínimo de vagas de garagem por unidade habitacional;
  • Apresenta coletas de lixo e esgoto, distribuição de água, arborização e drenagem das águas de chuvas. 

Por: Fabiana Oliva

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