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Falta de acessibilidade afeta a saúde mental de PcD

Por Revista Síndico
Última atualização: 01/10/2021
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acessibilidade é um dos direitos garantidos à pessoa com deficiência (PcD) pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado em 2015. Através dela, as PcDs, independente de suas limitações, devem poder aproveitar uma vida sem barreiras – sejam elas sociais ou físicas – e exercer suas liberdades fundamentais. Porém, a falta de acessibilidade e de inclusão ainda é uma realidade.

“A nossa sociedade é estruturada e planejada majoritariamente para e por pessoas não deficientes. Dessa forma, pessoas com deficiência frequentemente não têm suas necessidades atendidas, o que gera grande frustração”, explica o psicólogo Ricardo Milito.

De acordo com uma análise realizada por psicólogas da Universidade Federal de Santa Catarina, a acessibilidade é um direito à vida e a sua falta gera não apenas a invisibilidade de PcDs na sociedade, mas também um sofrimento que diminui o potencial de ação das pessoas e afeta sua saúde mental. Isso não por conta da deficiência, mas por causa da exclusão.

Falta de acessibilidade urbana

A acessibilidade urbana deve garantir segurança, conforto e autonomia às pessoas com ou sem deficiência ou com mobilidade reduzida, como é o caso de grávidas e idosos. A falta dela nos espaços faz com que estes sejam ambientes de insegurança e de medo para PcDs.

Segundo Ricardo, essa situação pode até mesmo gerar transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade. “Além de lidar com os desafios e impactos das limitações físicas ou psíquicas na rotina, a exclusão social e a falta de acessibilidade também podem causar raiva, culpa, angústia, afetando de forma negativa a autoestima dessas pessoas”, afirma o psicólogo.

Uma pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei apontou que, entre as oito PcDs entrevistadas, todas avaliaram de forma negativa as atuais condições de locomoção com autonomia nas vias urbanas da cidade em que o levantamento foi realizado. O artigo também indicou que, como consequência disso, o medo e o constrangimento são os principais sentimentos vivenciados por essas pessoas.

Falta de acessibilidade urbana

A acessibilidade urbana deve garantir segurança, conforto e autonomia às pessoas com ou sem deficiência ou com mobilidade reduzida, como é o caso de grávidas e idosos. A falta dela nos espaços faz com que estes sejam ambientes de insegurança e de medo para PcDs.

Segundo Ricardo, essa situação pode até mesmo gerar transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade. “Além de lidar com os desafios e impactos das limitações físicas ou psíquicas na rotina, a exclusão social e a falta de acessibilidade também podem causar raiva, culpa, angústia, afetando de forma negativa a autoestima dessas pessoas”, afirma o psicólogo.

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De acordo com especialistas, no que tange às barreiras da acessibilidade física, também é importante lembrar que, muitas vezes, está cerceado o direito básico da PcD de ir e vir, o que pode causar desânimo e evoluir para um quadro mais delicado.

Uma pesquisa da Universidade Federal de São João del-Rei apontou que, entre as oito PcDs entrevistadas, todas avaliaram de forma negativa as atuais condições de locomoção com autonomia nas vias urbanas da cidade em que o levantamento foi realizado. O artigo também indicou que, como consequência disso, o medo e o constrangimento são os principais sentimentos vivenciados por essas pessoas.

Além do capacitismo como uma barreira para a inclusão, ambientes de trabalho que não asseguram a acessibilidade podem impactar negativamente na saúde mental de trabalhadores com deficiência.

A pesquisa ainda considerou os tipos de deficiência mais afetados pela falta de acessibilidade no mercado de trabalho. De acordo com o estudo, as pessoas com deficiência visual apresentam piores índices de qualidade de vida por conta dos desafios no ambiente físico e nas relações sociais, enquanto as pessoas com deficiência intelectual encontram mais barreiras atitudinais e de domínio psicológico.

“Isso acontece porque, muitas vezes, as empresas querem cumprir a Lei de Cotas, mas não promovem a inclusão, pois não entendem a diversidade da equipe como um valor. Uma pesquisa do Instituto Alana e da consultoria McKinsey constatou que o emprego de pessoas com síndrome de Down, por exemplo, impacta positivamente a motivação dos colaboradores e tende a melhorar a resolução de conflitos”, exemplifica Laila Dell, arquiteta urbanista e consultora para acessibilidade e inclusão.

Inclusão na vida cotidiana

A secretária da Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo, Silvia Grecco, ressalta a importância da inclusão e da socialização da PcD para evitar o desgaste mental gerado por uma situação de exclusão e isolamento.

“Todos nós, pessoas com ou sem deficiência, sentimos na pele a sensação de isolamento e de insegurança que a pandemia da COVID-19 trouxe. Porém, no caso das PcDs, estarem afastadas das atividades cotidianas, das terapias e dos estímulos multidisciplinares, além da própria socialização, pode causar um grande prejuízo”, afirma Silvia.

De acordo com a especialista, no que tange às barreiras da acessibilidade física, também é importante lembrar que, muitas vezes, está cerceado o direito básico da PcD de ir e vir, o que pode causar desânimo e evoluir para um quadro mais delicado.

Desta forma, é preciso haver cada vez mais iniciativas que preservem a acessibilidade das PcDs em todas as esferas de vida. Discutir e trazer à tona essas questões também é essencial para visibilizar as necessidades das pessoas com deficiência na sociedade, sem colocá-las em uma posição meramente passiva.

 

Fonte: Minha Vida

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