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Você conhece os condomínios wellness?

Por Revista Síndico
Última atualização: 17/05/2021

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A crescente busca por bem-estar e por uma melhor qualidade de vida vem impactando diretamente diversos setores da economia. E essa dinâmica também acaba se refletindo nas buscas por moradias mais agradáveis, que cumpram um papel ativo para a rotina saudável, especialmente num cenário de pandemia, quando as pessoas estão passando mais tempo em casa e se preocupam mais com a qualidade de vida.

Indo muito além do conceito de “condomínio-clube”, espaço de moradia onde se pode encontrar tudo dentro de casa como academias, áreas de lazer, cinema, pequenos comércios etc, os novíssimos “condomínios wellness” embarcam no conceito-tendência dessa palavra. 

 

Moradia com qualidade acima de tudo

Wellness significa bem-estar em inglês, e tornou-se algo que se refere não somente a sentir-se bem, mas também à busca do equilíbrio físico, mental e espiritual integrado. Uma tendência global que não trata apenas de ter uma vida mais saudável, mas também de pequenas coisas que trazem satisfação, como por exemplo, mais tempo livre para cuidar de si e desfrutar de pequenos prazeres do cotidiano. 

Assim, de olho no novo filão, as construtoras e incorporadoras estão alinhadas às novas necessidades, com a chegada dos condomínios wellness, que trazem serviços, mas também cuidados, especialistas e atenção exclusiva aos condôminos, com personal trainer, pilates, entre uma infinidade de atividades relacionadas ao bem-estar.

Cassia Castro, sócia da Eixo Inteligência Imobiliária, comenta que, há 15 anos, as grandes incorporadoras investiam em empreendimentos grandes, lançando produtos de médio e alto padrão, mas com o tempo esses espaços tornaram-se “obsoletos”.

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Cassia Castro, da Eixo Inteligência Imobiliária, comenta que, há 15 anos, as grandes incorporadoras investiam em empreendimentos grandes, lançando produtos de médio e alto padrão, mas com o tempo esses espaços tornaram-se “obsoletos”

“Uma das torres desses empreendimentos era preenchida com itens de lazer como piscina, quadra e academia. E isso era incrementado com muita criatividade: espaço mulher, cabeleireiro, spa, barbearia, espaço pet, e por aí vai. O público-alvo daquela época tinha disposição para arcar com o custo supervalorizado de um condomínio-clube. Porém, com o passar de uma década, esses espaços criativos deixaram de ser funcionais e acabaram sendo utilizados para outros destinos, como depósito ou outro atrativo”, opina a especialista.

Para Cassia, foi a partir dessa brecha que surgiram os condomínios wellness, que juntamente com a pandemia, trouxeram uma oferta de mais cuidado, bem-estar e saúde holística para o indivíduo e a família, proporcionando experiências exclusivas para os novos comportamentos ditados.

“Esses serviços customizados foram acelerados pela pandemia. Uma tendência realmente. Eles acompanham o crescimento do mercado personalizado e “em casa”, que vai desde serviços estéticos a práticas esportivas individuais. São produtos mais interessantes, mais bem pensados, melhor adaptados à nova realidade”, completa.

Segundo Cassia, a demanda é crescente. Ela explica que, por exemplo, na capital paulistana, terrenos de 4 a 8 mil metros quadrados nas regiões de Moema, Brooklin, Bela Vista e Vila Mariana, são as novas apostas das incorporadoras. Para ela, os condomínios do bem-estar também são uma estratégia de mercado que acompanha tendências de comportamento da sociedade.

 

Wellness: conforto e serviços para o bem-estar de todos 

“Isso acontece porque para acompanhar e sustentar a aceleração do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), os empreendimentos precisam entregar produtos de maior valor agregado. Para acomodar o alto custo, despesas, falta de insumos e o aumento dos índices de reajuste, os investimentos e receita devem ter maior eficiência, e serem revertidos em um produto mais caro”, explica ela, apontando ainda que as unidades de até 400 mil metros quadrados têm sido a preferência das famílias de médio e alto padrão paulistanas, que buscam unidades que melhor acomodem, com conforto e segurança, os membros familiares em home office e as crianças em homeschooling.

O gerente de projetos do Super App COM21 do Grupo Software, Carlos Rocha, compartilha da opinião e ainda aponta a tendência dos condomínios wellness como global.

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Você conhece os condomínios wellness

“Acredito que a demanda atual não fala apenas sobre um cenário individual, mas um cenário de grupos dentro de grupos maiores, configurando uma demanda realmente global”, diz.

Para o especialista, o perfil de comprador deste tipo de empreendimento é um público de alta renda, que gosta e goza de seus espaços privativos de lazer. A tecnologia e soluções sustentáveis também fazem parte desse diferencial de compra e interesse.

 “Essa é uma tendência que cresce no mundo e que, sim, tem impacto direto no mercado imobiliário. A febre dos orgânicos, o boom do crossfit e o aumento no número de influenciadores que falam sobre alimentação saudável, meditação e lifestyle... Tudo isso marca uma tendência crescente no Brasil e no mundo, e que não deve acabar tão cedo: a moda do bem-estar”, conclui Rocha.

 

Por:  Mario Camelo

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