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Tendências do inverno na decoração

Por Revista Síndico
Última atualização: 10/08/2021

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O inverno faz com que algumas mudanças dentro de casa sejam feitas para garantir o conforto e o bem-estar de todos, principalmente nas cidades onde o frio é mais rigoroso. Quando o foco é manter a casa aquecida, a decoração pode se tornar uma forte aliada, pois ela é capaz de oferecer elementos que vão além de estilo e beleza, mas também de proteção e aconchego para os dias mais frios do ano. 

É nesta época que o clima seco e frio invade o país, por isso, nada melhor do que adaptar a casa, trazendo as tendências mais recentes do segmento para deixá-la autêntica e ao mesmo tempo aconchegante. Porém, não são só os ambientes tradicionais da casa que merecem um cuidado especial contra o frio. 

Neste momento de pandemia, a casa passou a ser nosso universo e todos os cantinhos devem se adaptar a esse novo estilo de vida. O home office, adotado por muitas pessoas diante da atual situação, também precisa de atenção. Por isso, nada melhor do que unir o útil ao agradável para receber a estação mais fria do ano com muito charme.

Para essa estação, podemos identificar algumas tendências de decoração que estão em alta e que vão garantir beleza e praticidade, o minimalismo e o urban jungle são alguns deles. Vamos dar algumas dicas para você adotar essas tendências de forma prática e simples.

 

Minimalismo

Se hoje você precisasse viajar e só pudesse carregar consigo o essencial em uma mala, o que você levaria? Essa simples reflexão pode resumir um pouco do que se trata o minimalismo – estilo de vida que vem ganhando cada vez mais popularidade e que preza na essência por uma vida mais simples e sem excessos.

Como o próprio nome indica, o minimalismo sugere evitar o desperdício, ou seja, ter poucos elementos e de uso essencial. Na arquitetura minimalista, a frase de autoria do arquiteto alemão Mies Van Der Rohe (1886–1969) sintetiza o pensamento do movimento: “menos é mais”. O estilo minimalista está cada vez mais presente nos projetos de arquitetura. Engana-se quem associa o minimalismo a algo monocromático, afinal, trata-se de criar uma atmosfera moderna em que, de fato, menos é mais, com cores neutras e poucas texturas. Por essa razão, os profissionais que colocam esse estilo em prática precisam de um olhar cirúrgico para priorizar o que de fato é essencial e o que não é na composição.

Para quem deseja inserir esses elementos no seu cotidiano e busca unir estética à funcionalidade de uma forma muito mais racional, a arquiteta Carolina Niemeyer dá dicas especiais para adotar a tendência sem precisar de grandes reformas e com simples adaptações do dia a dia. 

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Segundo a arquiteta Carolina Niemeyer, o minimalismo nunca sai de moda, pois independentemente da estação do ano, é a praticidade que predomina esse estilo.

“O minimalismo nunca sai de moda, independentemente da estação do ano, é a praticidade que predomina esse estilo. Por isso, uma solução é apostar em elementos básicos e multifuncionais na decoração como cestos, baús, caixas decorativas e móveis versáteis para deixar espaços livres, por exemplo”, explica.

Já para quem quer adaptar essa tendência com mais naturalidade, uma boa opção são os vinílicos, que são de fácil colocação e podem ser adaptados a qualquer tipo de ambiente. “O material é uma opção que traz todo o conforto que o inverno exige aliado ao estilo natural. Essa tendência pode ser aplicada na casa toda, desde os quartos e sala até os ambientes de lazer. Além de ser econômico é bem fácil de aplicar no ambiente”, evidencia a arquiteta. No mercado brasileiro é possível encontrar vinílicos que são ao mesmo tempo protetores de piso e uma espécie de tapete, que protegem arranhaduras e isolam a temperatura fria do chão. 

 

Urban jungle

Para somar ao estilo anterior, o urban jungle também está em alta. Em tradução livre, a tendência de decoração é conhecida como “floresta urbana”, o nome já indica que se trata de uma ideia com bastante verde e máximo contato com a natureza. A tendência que apareceu com o conceito de “levar a natureza” até dentro de casa, se mantém como uma proposta contemporânea de decoração, pois traz o verde como forma de gerar vida, aconchego e bem-estar nas moradias urbanas.

Na opinião do artista plástico, Raphael Bastos, avançamos tanto em direção aos traços retos, poucas cores e concreto, que o interesse de transformar os ambientes mais humanos e naturais acabou se tornando uma necessidade para buscarmos as nossas origens. “Temos como opções no mercado várias propostas muito interessantes para compor os ambientes com decoração natural, desde lindas plantas para ambientes internos como as suculentas, as samambaias, as marantas e o bambu, até mesmo opções de palmeiras, como a raphis que são excelentes para criar uma harmonia natural, já que podem ser colocadas em vasos com cachepôs, jardins suspensos ou em vasos de parede”.

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Composições com suculentas, samambaias, marantas, bambus e palmeiras são excelentes para criar uma harmonia natural no estilo Urban Jungle

Como excelentes opções para ocupar as paredes começou a surgir no mercado quadros de fotos, imagens e quadros decorativos de fibras de palmeiras. Raphael Bastos, faz um trabalho com essas características (https://artediferente.com.br/). “Em 2006, comecei a observar e entender as formas e resistência das fibras e folhas descartadas pela natureza e desenvolvi uma nova técnica utilizando as fibras de palmeiras imperiais para confecção de quadros decorativos. Iniciamos uma parceria com o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para colher essas fibras e com essa nova técnica comecei a reproduzir a flora e a fauna em quadros decorativos”. A ideia de reciclagem dos materiais também é muito bem aceita nesse tipo de trabalho.

“O processo de criação começa na colheita das fibras, quando observo os veios naturais delas e começo a imaginar em qual quadro será possível utilizá-las. Depois disso, testamos os materiais que podem se desenvolver com a fibra, como as madeiras de demolição, metais e outras fibras, como as de coqueiro e de palmeira buriti. Depois da peça pronta, finalizo com a pintura que normalmente é feita em tinta óleo, como se fosse em tela”, conclui Raphael. 

 

Por: Juliana Marques

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