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Guia Casa Própria: 3 opções para você financiar seu imóvel

Por Revista Síndico
Última atualização: 23/08/2021
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O segmento que venceu a COVID-19. Assim o setor imobiliário vem sendo chamado entre os especialistas. Apesar da crise econômica agravada pela pandemia do Novo Coronavírus, o mercado cresceu 57,5% no ano passado, e a previsão é de que avance 30% ainda em 2021.

Segundo o Datastore Series, estudo que mede os movimentos e tendências da demanda imobiliária no Brasil, cerca de 12 milhões de famílias desejam adquirir imóveis nos próximos dois anos. A demanda já se reflete nas estatísticas de crédito imobiliário. Somente nos cinco primeiros meses de 2021, os financiamentos habitacionais com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram o montante de R$77 bilhões, crescimento de mais de 120%  em relação ao mesmo período de 2020.  

“A pandemia, na realidade, ajudou a acelerar o momento da economia e criou boas projeções futuras. Eu particularmente acredito que esse novo boom imobiliário se deu em razão de as pessoas estarem trabalhando mais de casa, buscando maior qualidade de vida e interessadas, assim, em investir em um imóvel melhor”, comenta Marcello Benevides, advogado especialista em direito imobiliário.

Além da busca por novos arranjos domiciliares, outro fator pode explicar a maior procura por imóveis desde o início da pandemia: as baixas taxas de juros. Ao longo do ano passado, a taxa Selic — que é a taxa básica de juros brasileira e regula os custos das linhas de crédito no geral — atingiu uma mínima histórica ao bater 2% ao ano. Na prática, isso significa maiores possibilidades de negociação e parcelas mais suaves para quem compra imóvel financiado.

Apesar de, em 2021, a Selic ter verificado altas sucessivas e estar na faixa dos 4,25% ao ano, os especialistas garantem que não haverá um repasse imediato desses juros para as taxas de crédito imobiliário. 

“O sonho dos brasileiros de financiar a casa própria está mais fácil de ser realizado. O alto endividamento público impede que o Governo Federal consiga elevar muito a taxa Selic. Portanto, ainda que cresçam, os juros dificilmente chegarão ao cenário de 2015, por exemplo, onde se tinha uma Selic de 15%”, opina Eduardo Carvalho da Silva, diretor jurídico da consultoria imobiliária Eduleilões.

Se você é um dos brasileiros que desejam sair do aluguel e comprar seu imóvel, confira abaixo os três principais tipos de financiamento e saiba qual é o mais adequado ao seu perfil.

Regulamentado pela Lei 4.380/64, o SFH contempla a maior parte dos financiamentos imobiliários do país, sendo viabilizado por meio dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).  

É o Governo Federal quem define suas regras, entre elas o valor máximo do imóvel a ser financiado, que atualmente é de R$1,5 milhão, e o teto de juros a ser cobrado, fixado em 12% ao ano. 

Pessoas físicas negativadas em serviços de proteção ao crédito ou com restrições junto ao Banco Central e à Receita Federal são vetadas de obter crédito via SFH. “Além disso, é obrigatório o comprador morar ou trabalhar na mesma cidade em que está localizado o imóvel a ser financiado. Ele não pode ter um segundo contrato pelo SFH e nem outro imóvel na mesma cidade ou região metropolitana. O imóvel também deve ser residencial, e o comprador pode usar o saldo do FGTS para dar de entrada”, explica Eduardo Carvalho da Silva.

Criado em 1997, o SFI veio para atender às parcelas da população que não conseguem ser contempladas pelo Sistema Financeiro de Habitação. Nesta modalidade, os riscos são maiores, já que ela não exige um valor máximo de avaliação do imóvel nem um limite de renda a ser comprometida com o financiamento.

“No SFI, o valor de financiamento é maior e pode ser realizado também por pessoas jurídicas. Vale dizer que os juros também são mais altos nesse sistema”, pontua o advogado Marcello Benevides.

Esse tipo acaba sendo mais atraente para perfis com renda mensal alta, que almejam imóveis acima do teto permitido pelo SFH e podem arcar com taxas mais salgadas. “A principal desvantagem é que neste sistema não é possível usar recursos do FGTS para reduzir a dívida”, completa o consultor jurídico Eduardo.

Por fim, o terceiro tipo de financiamento imobiliário é o Casa Verde e Amarela, programa habitacional do Governo Federal que substituiu o antigo Minha Casa, Minha Vida. Essa modalidade abarca três perfis distintos de renda: famílias que recebem até R$2 mil mensais, grupos com renda entre R$2 mil e R$4 mil, e famílias com rendimentos de R$4 mil a R$7 mil. 

“Aqui, os juros são muito atraentes. É a melhor forma para obter a casa própria, caso não possua os recursos necessários para comprar o imóvel à vista. É importante verificar, contudo, se as prestações caberão dentro do seu orçamento familiar já que elas não poderão ultrapassar 30% da sua renda bruta”, orienta Eduardo Carvalho da Silva.

Antes de fechar o negócio, há ainda um último ponto ao qual o comprador deve dedicar atenção especial: o sistema de amortização da dívida. Há em voga hoje no país três opções possíveis: Tabela Price, o Sistema de Amortização Crescente (Sacre) e o Sistema de Amortização Constante (SAC). Cada uma tem vantagens e desvantagens que devem ser avaliadas pelo comprador. “Na Tabela Price, as parcelas serão maiores com o passar do tempo. No Sac, os juros são calculados sobre o valor do saldo devedor. Sendo assim, a cada parcela paga, a taxa de juros diminui. Já o Sacre tem parcelas de valor crescente até um determinado ponto e, depois dele, elas passam a a diminuir”, esclarece Eduardo. 

 

Por: Aline Durães

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