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Mercado imobiliário deve crescer de 5% a 10% em 2021, estima CBIC

Por Revista Síndico
Última atualização: 24/02/2021

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A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) projeta um crescimento entre 5% e 10% do mercado imobiliário em 2021 ante 2020. A estimativa considera um crescimento em torno de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, avanço de reformas como a administrativa e a tributária e a manutenção das taxas de juros do financiamento imobiliário em patamares baixos, segundo o vice-presidente da área de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

A preocupação para este ano, no entanto, é com os preços dos insumos e o risco de desabastecimento de produtos. Segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, isso faz com que o setor “tenha medo de fazer lançamentos”, principalmente, no Programa Casa Verde e Amarela, em que há uma margem de ganho menor.

 

Homem falando ao microfone
Martins: preço de insumos e risco de desabastecimento levam setor a “medo de fazer lançamentos” — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

 

Martins afirmou que terá algumas reuniões no Ministério da Economia e no de Desenvolvimento Regional (MDR) para tratar a questão do aumento dos insumos. Ele disse que nas reuniões pretende colocar na mesa o problema e discutir o que pode ser minorado, citando como exemplo mexer nos prazos dos contratos ou discutir reequilíbrio. “Toda solução dada gera um efeito. Temos que ver o que pode ser construído”, disse.

Ao apresentar os Indicadores Imobiliários Nacionais divulgados hoje pela CBIC, Martins ainda ressaltou a queda do orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em habitação e o aumento dos recursos da caderneta de poupança. Segundo o presidente da CBIC, isso mostra que há uma queda do funding do financiamento principalmente para o público de menor renda, onde se concentra o maior déficit habitacional.

 

+ Lançamentos residenciais caem 17,8% e vendas crescem 9,8% em 2020, aponta CBIC

 

Engenheiros usando colete laranja
A pesquisa mostra que do 3º para o 4º trimestre foi registrado, no entanto, um aumento de 33,2% nos lançamentos, atingindo a marca de 61.274 unidades

Enquanto os lançamentos de imóveis residenciais tiveram uma redução de 17,8% em 2020 na comparação com 2019, as vendas aumentaram 9,8% na mesma base de comparação, conforme pesquisa sobre Indicadores Imobiliários Nacionais divulgada nesta segunda-feira pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em 2020, foram lançados 151.782 imóveis ante 184.761 de 2019. Já as vendas passaram de 172.902 unidades em 2019 para 189.857 em 2020.
Na comparação anual, houve expansão nos lançamentos nas regiões Norte (9,7%) e Centro-Oeste (24,7%). Por outro lado, foi registrada queda no Nordeste (-9,6%), Sudeste (-20,9%) e Sul (-32,7%).

A pesquisa mostra que do 3º para o 4º trimestre foi registrado, no entanto, um aumento de 33,2% nos lançamentos, atingindo a marca de 61.274 unidades. Porém, na comparação entre o quarto trimestre de 2019 e 2020, ainda é computada uma queda de 7,1%. No caso das unidades vendidas, passaram de 172.902 em 2019 para 189.857 em 2020, ou seja, uma alta de 9,8%. Apenas o Sudeste registrou queda (-2,2%). A Região Norte teve aumento de 50,1% nas vendas, seguida pelo Nordeste (49,7%), Sul (12,9%) e Centro-Oeste (9,2%).

A pesquisa aponta que houve um aumento de 3,9% das vendas na comparação entre o 3º e o 4º trimestres. Também foi registrada elevação de 6,7% quando comparadas as vendas entre o 4º trimestre de 2019 e 2020.
Segundo dados da CBIC, considerando a média de vendas dos últimos 12 meses, se não houver novos lançamentos, a oferta final se esgotaria em 10 meses. A oferta final disponível no 4º trimestre do ano passado era de 164.786 unidades ante 157.304 no 3º trimestre, um alta de 4,8%. Porém, na comparação do resultado dos últimos três meses do ano passado com o mesmo período de 2019, há uma queda de 12,3%.

A CBIC ainda divulgou uma pesquisa sobre o que os consumidores querem. Foram ouvidos 1.200 consumidores entre os dias 28/01 e 08/02. Pela pesquisa, 41% das pessoas ouvidas tinham em fevereiro a intenção de comprar um imóvel nos próximos dois anos. Os principais motivos são sair do aluguel, trocar por uma residência maior, para investir para alugar, ou ainda sair da casa dos pais/morar sozinho.

 

Fonte: Edna Simão – Valor Econômico

Imagem: Freepik

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