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Débito, crédito, Pix ou boleto? 40% optam por dinheiro em espécie

Por Revista Síndico
Última atualização: 11/01/2022

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Neste mundo que clama e respira tecnologia, é preciso admitir que fica difícil reconhecer que há pessoas que ainda são “old school” para algumas atividades cotidianas. Afinal, tem quem acredite que os processos digitais têm trazido mais segurança a uma série de tarefas rotineiras, sobretudo para o meio de pagamentos com ou sem dinheiro, ao passo que existem pessoas muito mais apegadas ao mundo físico. E, por incrível que pareça, esse segundo grupo pode ser maior do que o esperado.

Um estudo da Gelt Brasil, empresa especializada em cashback, analisou o histórico de compras de supermercado de seus usuários no aplicativo para detectar tendências na forma de pagamento. O resultado foi interessante: 40% da base dos consumidores realiza suas compras com dinheiro em espécie — porcentagem que vem aumentando desde maio de 2021.

E o que é ainda mais surpreendente é que os usuários que realizam esse tipo de pagamento estão nos dois extremos da faixa etária: mais da metade deles estão abaixo dos 25 anos ou acima dos 65. “Aos poucos, com a vacinação avançando e as pessoas voltando para suas rotinas, é possível que o percentual de compras feitas com dinheiro em espécie aumente ainda mais. Estaremos atentos nos próximos meses”, diz Henrique de Mello Franco, CEO da Gelt no Brasil.

A ascensão do dinheiro em espécie no pós-pandemia

É claro que, ainda que haja uma grande amostragem mais do que disposta a pagar com dinheiro, a tecnologia também segue em alta com outras formas de pagamento, tanto via cartão — débito e crédito — quanto por Pix ou transferências bancárias. Deve-se levar em conta que 40% dos shoppers entre 46 e 55 anos também opta pelo cartão de crédito na hora de realizar uma compra de supermercado.

Outro ponto evidenciado pela pesquisa diz respeito ao valor para pagamento em dinheiro. De acordo com a Gelt Brasil, quanto mais barata a cesta de compras, maior a chance de o valor ser pago em dinheiro. E quando ocorre o oposto — no caso de a compra ser mais cara —, a preferência é pelo cartão de crédito. Já para a modalidade de débito, a porcentagem se mantém estável ao longo dos anos.

Vale destacar que o estudo também analisou que o pagamento via crédito é mais utilizado pelas classes A, B e D, ao passo que quem paga em dinheiro é majoritariamente da classe C. “É importante lembrar que o cartão de crédito é utilizado em compras com ticket médio mais elevado”, ressalta o CEO.

Cibersegurança e confiança do consumidor

Há inúmeros pontos pelos quais a amostragem demonstrada na pesquisa prefere o uso do dinheiro vivo para algumas das compras. 57% destacam, segundo o Relatório do Varejo 2021, realizado pela Adyen, que realizam suas compras por esse meio de pagamento porque sentem que ele é mais seguro. Para esse público, o pagamento digital pode gerar uma série de situações perigosas, além de não trazerem tanta segurança para o consumidor.

Outro ponto que chama a atenção — e também explica o motivo do uso maior em compras mais baratas — é a insatisfação de deixar o dinheiro parado na carteira, posto que por vezes é visto como uma “sobra”, que não é inserida nas contas bancárias. Já que os brasileiros não têm o hábito de andar com uma grande quantia de dinheiro em espécie, ele é normalmente utilizado em compras pequenas.

Importante notar que entre as classes D e E, o uso do dinheiro em espécie é alto, o que reflete a falta de conhecimento e educação financeira, bem como a desbancarização para essa parcela da população.

 

Fonte: Consumidor Moderno

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