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Um toque de requinte na sua diversão

Por Revista Síndico
Última atualização: 13/10/2020
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Aline Durães

 

“Vem chegando verão, o calor no coração”. Eternizada na voz de Marina Lima, a canção “Uma Noite e Meia” embalou a década de 1980 ao falar da estação mais quente do ano. Não é para menos. Em um país tropical como o Brasil, o verão é o queridinho de quem curte praia, sol e programas ao ar livre. Nele, as temperaturas são mais altas e os dias, mais longos. Além disso, a estação coincide com o período de férias escolares, época em que as crianças passam mais tempo em casa e podem curtir com a família.

 

Em muitos condomínios, todas as maravilhas do verão se resumem a uma só palavra: piscina. De dezembro a março, ela passa a ser a área comum mais disputada do ambiente condominial. E, para que o lazer ganhe contornos ainda mais agradáveis, é preciso pensar em tudo: qualidade da água, limpeza contínua, guarda-vidas preparados, infraestrutura segura.

 

Um item da lista muitas vezes ignorado, mas que merece atenção é o mobiliário. Além da beleza e do conforto, os móveis do ambiente da piscina devem promover a segurança aos seus usuários. É crucial, por exemplo, que estejam em dia com a manutenção. “A qualidade dos materiais escolhidos para as áreas externas deve ser ponderada. Afinal, o móvel outdoor precisa ser muito resistente à ação das variações de temperatura e condições climáticas. Além de seguras e duráveis, as peças escolhidas devem contribuir para a criação de ambientes atuais, bonitos, interessantes e confortáveis”, explica Artur Fernandes, diretor de uma empresa que produz mobiliário para áreas externas com mais de 35 anos de mercado.

 

Para o síndico André Abreu, o conforto nas áreas comuns contribui para valorizar os imóveis do próprio condomínio. “Não tenho dúvida de que a manutenção e conservação do mobiliário da área da piscina é um dos ativos que mais valoriza o condomínio”, afirma o gestor do Quinta das Camélias, com 112 unidades, em Vila Isabel.

 

Que móveis usar?

Antes de escolher os móveis para compor a área da piscina do condomínio, é importante o síndico avaliar o espaço disponível para a disposição das peças. Nem tudo fica bem em qualquer lugar. Um estudo minucioso da área — que será mais bem-sucedido se for conduzido por um profissional habilitado, como um arquiteto ou um designer de interiores, por exemplo — possibilita um bom aproveitamento do espaço físico. Isso impede, entre outras coisas, o uso excessivo de mobiliário, que leva à perda de funcionalidade e a dificuldades de trânsito dos usuários.

 

No geral, as peças mais utilizadas pelos condomínios são poltronas e espreguiçadeiras. São elas as responsáveis em dar um ar intimista à área. Pequenas mesas também costumam estar bem presentes nos projetos condominiais, e a dica é deixá-las o mais próximo possível da borda da piscina, para que os usuários tenham onde colocar óculos, bolsas e smartphones enquanto mergulham.

 

Em áreas maiores, uma boa opção são os sofás que, junto a almofadas coloridas, conferem mais vida e alegria ao ambiente. Por fim, mas não menos importantes, estão os ombrelones, aqueles grandes guarda-sóis, que salvam a pele dos banhistas nos dias mais quentes. “Mesclar móveis de utilização diversa como espreguiçadeiras, mesas e cadeiras, pufes, guarda-sóis, ombrelones e tendas dinamiza o espaço e abre o leque de opções para quem não quer estar nessa área somente para tomar banho de sol. No entanto, mais uma vez, é preciso um bom projeto de layout do ambiente para não sobrecarregá-lo visualmente”, destaca Ana Paula Dabkiewicz, sócia-diretora de um escritório de arquitetura criado em 1996.

 

Diferentes tipos de materiais

Já existe hoje disponível no mercado uma gama bem variada de materiais de mobiliário para áreas externas. Madeira, ferro, plástico e fibra são apenas alguns dos tipos mais comuns. Tem material para todos os gostos e todos os bolsos. Cada um com seus prós e contras. Os especialistas garantem que não há um tipo superior ao outro, mas sim o mais adequado às necessidades do condomínio.

 

Entender as diferenças entre os materiais, especialmente em relação às exigências de manutenção e conservação, é crucial para o gestor condominial que deseja trazer mais beleza à área de piscina de sua unidade. Os móveis em madeira, por exemplo, são um dos tipos mais usados. Clássicos, eles exigem cuidados super especiais. Com o tempo, a madeira tende a adquirir um aspecto apagado e envelhecido. Para evitar o desgaste estético, a recomendação é, a cada seis meses, lixar e impermeabilizar os móveis, usando vernizes ou tintas resistentes à ação da água e do sol. Sempre que possível, mantenha as peças de madeira em locais cobertos, menos expostas às intempéries climáticas, o que aumentará sensivelmente a vida útil.

 

Uma preocupação constante dos especialistas em móveis outdoor é o tipo de assento usado no mobiliário em madeira. Alguns modelos vêm com os assentos revestidos integrados, tornando a limpeza geral mais difícil e comprometendo a durabilidade do móvel. A dica é sempre optar por encostos e almofadas separados da estrutura. “É preciso, também, ser criterioso com a escolha dos tecidos de revestimento para que eles não ressequem com facilidade ou percam a cor com o passar do tempo. Tenha sempre em mente que os materiais têxteis mais indicados para uso exterior (por terem resistência ao ar, água, abrasão, desbotamento e raios UV) são o sling, a fita náutica, o acqua block, o quaker e o italiano”, aconselha Artur Fernandes.

 

Por conta da maior durabilidade, muitos condomínios acabam optando pelos móveis em alumínio. Seja fosco, polido ou pintado com tinta eletrostática, o alumínio carrega a vantagem de ser mais leve e, portanto, mais manejável que a madeira. Mas, para ter o aspecto sempre brilhoso, precisa de aplicação periódica de cera automotiva em suas estruturas.

 

A aplicação de produto regular deve ocorrer também no mobiliário em ferro. Para sua conservação, o ideal é passar esmalte protetor anualmente. Caso haja partes já oxidadas do móvel, elas devem ser lixadas e pintadas com verniz ou tinta esmalte anti-oxidação. “Os móveis de ferro precisam de cuidados constantes por causa da maresia e de seu peso. Temos que lembrar que idosos e crianças utilizam a piscina, e o manuseio de uma peça em ferro se torna complicado para esses usuários”, comenta a arquiteta Ana Paula Dabkiewicz.

 

A limpeza frequente se torna especialmente importante nos móveis de fibras. A fibra sintética exige um processo de manutenção mais simples: basta limpar o mobiliário com um pano úmido com sabão neutro, sem a necessidade de nenhum produto abrasivo. Já os móveis em fibras naturais demandam a aplicação semestral ou anual de verniz comum, e o cuidado de serem posicionados longe da chuva. Por ser porosa, a fibra natural pode absorver a água e acaba se desgastando mais rapidamente.

 

Nos móveis em plástico, a limpeza, embora simples e rápida, tem de ser semanal. Esponja, água e sabão neutro para retirar a fina camada de poeira e sujeira que costuma se alojar nas estruturas à beira da piscina. Como sujam com certa facilidade, a dica para os móveis nesse material é usar capas de proteção nos momentos em que não estiverem em uso. “Quando o tempo está nublado e a piscina não está sendo utilizada, nós guardamos os móveis de plástico em local coberto para não desgastar. Temos um zelador totalmente dedicado à piscina e responsável pela limpeza diária de cadeiras, mesas e espreguiçadeiras. Isso ajuda a manter sempre nosso mobiliário conservado”, divide o síndico André, do Quinta das Camélias.

 

Muito além dos móveis

Para uma área de piscina agradável, não basta pensar nos móveis. Dentre os itens essenciais para criar uma atmosfera acolhedora nesse espaço, estão o paisagismo e a iluminação. “O projeto de arquitetura deve caminhar em conjunto com o projeto de paisagismo e luminotécnico. Diversas espécies de plantas que suportam sol e calor garantem um visual especial ao longo de todo o ano”, explica Ana Paula.

 

O condomínio pode investir em jardins verticais, que funcionam como mini-hortas orgânicas. Só deve evitar a escolha por plantas que soltam muitas folhas; isso aumentará a demanda de varreduras do espaço. Para quem não quer ou não pode dedicar tanta atenção à vegetação natural, uma boa opção é recorrer a plantas ornamentais. Elas ficam especialmente bonitas se colocadas mais próximas da piscina.

 

“Já a iluminação adequada permite a utilização prolongada da piscina nos dias mais quentes de verão e agrega valor ao condomínio”, complementa a arquiteta. As luzes podem se tornar um diferencial nos mergulhos noturnos, especialmente se colocadas próximo a escadas e à borda da piscina. Nesse caso, a dica é priorizar as lâmpadas de led, que são mais econômicas e sustentáveis.

 

Um ponto que não deve sair do radar do síndico é o equilíbrio na combinação das cores do projeto. “O uso das cores é capaz de transmitir variadas sensações. A vantagem de optar por tons claros nos ambientes de piscina é que eles colaboram com a iluminação e facilitam a harmonização com o restante do espaço, podendo ser combinados com pisos de madeira escura ou porcelanato claro”, finaliza o especialista Artur.

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