Revista Síndico https://www.revistasindico.com.br Tue, 13 Apr 2021 19:24:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.7 https://www.revistasindico.com.br/wp-content/uploads/2020/10/cropped-Favicon_site-Sindico-32x32.png Revista Síndico https://www.revistasindico.com.br 32 32 Tecnologia e empoderamento: a autogestão assegura a meritocracia https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/tecnologia-e-empoderamento-a-autogestao-assegura-a-meritocracia/483464 Wed, 14 Apr 2021 12:00:16 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483464 As plataformas e sistemas de autogestão ganharam ênfase durante a pandemia. É fato que, desde antes, já vinham sendo adotadas nas empresas, inclusive como parte do processo de transformação digital. Porém, o impulso oriundo da digitalização acelerada potencializou seu uso.

Com isso, é interessante é observar os efeitos dos sistemas de autogestão sobre a meritocracia. É o que se pode perceber, por exemplo, a partir da experiência da Robbyson, plataforma de administração de KPIs, que permite a autogestão entre suas funcionalidades. A melhoria geral da performance e a valorização dos colaboradores se torna evidente a partir do uso.

“Uma empresa dentro de um ecossistema tecnológico olha para o futuro e sabe que a autogestão está intrinsecamente ligada a autonomia, bem-estar, poder de decisão e promoção de talentos dos funcionários”, justifica o executivo. “A disrupção tecnológica deve acompanhar a colaboração e a autonomia dos funcionários. O futuro do trabalho será cada vez mais transparente, com gestão justa, colaborativo, no qual a Ciência de Dados seja usada em prol da meritocracia”. Essa é a aposta da Robbyson.

A Robbyson dobrou o número de clientes e de usuários. Em 2020, conseguiu atrair novas marcas em diversos setores da economia (financeiro, varejo, seguros, telecomunicações etc.), além de crescer 77% em faturamento em 2020. Passou de 25 mil para 50 mil o número de usuários ativos da plataforma.

“Acreditamos que um olhar individualizado torna a gestão mais justa e flexível”, comenta Lawrence Klein, executivo de Gestão e Estratégia na Robbyson. “Ninguém melhor do que o próprio colaborador para observar seus pontos fortes e apostar neles, assim como estar atento e procurar recursos para melhorar as metas”. Não por acaso, a Robbyson utiliza a autogestão em seu negócio e, a partir de sua plataforma, viabiliza essa estratégia em outras empresas.

A autogestão em um novo mundo

mulher trabalhando
“Ficar distante e conectado ao propósito de trabalho é um grande desafio e exige um empenho e foco maior dos funcionários”

Em um cenário em que o home office é realidade para muitas pessoas, Klein reforça que a autogestão é indispensável para que o trabalho funcione. “Ficar distante e conectado ao propósito de trabalho é um grande desafio e exige um empenho e foco maior dos funcionários”, defende. Na prática, a Robbyson flexibiliza a gestão, não só por ser 100% online, mas sobretudo pelos mecanismos que oferece para que seja feita a distância: medindo, reconhecendo e premiando resultados.

Considerando o período de distanciamento social, ele considera o quão fundamental é a comunicação e destaca que a plataforma facilita muito o contato – seja por chat, seja por vídeo ou reunião em grupo. A transparência é real, tanto para o funcionário quanto para o gestor. “Os impactos positivos da autogestão, em Robbyson, são mensuráveis”, diz. “A ferramenta faz uma análise do desempenho do profissional e oferece dicas para a melhora da performance, dicas já validadas e aproveitadas com sucesso por outros colaboradores. Em dois meses de uso, a Robbyson já ofereceu cerca de 50 mil feedbacks virtuais. Pelo menos 30% dos profissionais obtiveram evolução de performance, e isso porque tomaram uma decisão após os feedbacks”.

Transformação gera resultados

Durante a pandemia, a Robbyson que foi muito além da tecnologia. Como afirma Klein, com o distanciamento social, o contato digital foi urgente e necessário. Assim, tornou-se ainda mais fundamental o recurso da plataforma a partir do qual os funcionários informam seu humor diariamente: “tô pra baixo”, “tô de boa” ou “top demais”, colaborando para conversas e interações, contribuindo para a escuta e feedback virtuais constantes.

Outro ponto positivo é que a plataforma também incentiva o trabalho colaborativo por meio da função “amigo-anjo”, por meio da qual um colaborador pode ajudar o outro com dicas e orientações. “É um ciclo de ações positivas: autogestão, liderança e colaboração. Estas ações, somadas a inteligência de dados e gamificação fazem com que o uso da nossa plataforma seja eficiente para todos, empresa e colaborador”, diz.

 

Fonte: Consumidor Moderno

 

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Comércio online é impulsionado pela pandemia https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/comercio-online-e-impulsionado-pela-pandemia/483435 Tue, 13 Apr 2021 12:00:17 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483435 A pandemia do Coronavírus fez as compras online se tornarem um item fundamental na rotina de muitas famílias do país. Mas para evitar dores de cabeça e até situações de apuros é preciso ficar muito atento na hora de comprar e receber os produtos. 

De acordo com o professor convidado da Fundação Getúlio Vargas, Arthur Igreja, especialista em tecnologia, inovação e tendências, existem diversas armadilhas para o consumidor na web. “As mais perigosas estão nos links (phishing) e nos golpes que usam WhatsApp, que foram invadidos e clonados. Esses dois fatores tiveram grande número de casos, aliado ao aumento de vazamento de dados e ataques de cibersegurança em grandes empresas. Sites duvidosos ou que usam uma máscara para se parecerem com as grandes lojas online também são uma maneira de golpe e o consumidor precisa ficar sempre atento”, explica. 

homem sorrindo
Para Arthur Igreja, da FGV, as mais perigosas armadilhas estão nos links (phishing) e nos golpes que usam WhatsApp

Segundo ele, a regra básica é não acreditar em milagres e nem ir atrás de ofertas que apresentam descontos além da realidade. É importante o consumidor ir até o site da empresa e não clicar em links recebidos em e-mails ou SMS. E durante o processo de compra, na melhor das hipóteses, usar cartão virtual, que é o que dá para bloquear rapidamente. “Outro ponto importante é ativar todas as notificações sobre o uso do cartão, pois se tiver qualquer atividade suspeita, o consumidor fica sabendo na hora. Sempre monitorar a fatura do cartão e não deixar nada passar batido, pois quanto mais tarde, mais difícil fica para abrir uma reclamação”, destaca Igreja. 

Ele aponta que as empresas também vêm investindo mais na segurança das suas plataformas por conta do aumento de vendas: “Muita gente está comprando pela primeira vez, com pouca experiência e menos conhecimento do processo, e, junto com isso, ocorreram os vazamentos de dados. Então, os golpistas estão se aproveitando desse momento e, do outro lado, as empresas precisam reforçar os cuidados, sim, até porque a sua imagem é cada vez mais questionada”, diz. 

Segundo ele, quando vemos no mercado a busca por profissionais de segurança e ferramentas, indica que as companhias estão se movimentando. “Os pontos que precisam ser melhorados dizem respeito à segurança das empresas, sistemas que elas usam, mas, acima de tudo, precisa ocorrer uma mudança efetiva na educação e nos hábitos dos consumidores. O grau de compreensão dessas armadilhas, mesmo as mais triviais, no Brasil, ainda é bastante baixo”, comenta o especialista. 

 

Após a compra, é hora de ficar atento ao recebimento

Com o súbito aumento das compras online por conta da pandemia, consequentemente as portarias dos condomínios também tiveram um boom de entregas, o que pode acabar fragilizando a segurança e abrindo brechas para a ação de criminosos. Por isso, mais do que nunca é essencial contar com profissionais treinados e procedimentos rigorosos de segurança. Outra grande aliada neste sentido é a tecnologia.  

De acordo com Peter Graber, especialista em segurança patrimonial eletrônica, a procura por soluções do segmento cresceu neste período: “Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado de segurança eletrônica cresceu 13% em 2020. A portaria remota foi responsável por um crescimento ainda superior, próximo a 20%”, destaca.  

homem sorrindo de braços cruzados
Segundo Peter Graber, especialista em segurança patrimonial eletrônica, o mercado de segurança eletrônica cresceu 13% em 2020

Ele aponta que entre as vantagens da portaria eletrônica está o fato dela controlar o acesso por processo e tecnologia, que não são alterados mesmo com a maior demanda. Além disso, há o fato de não ter a presença física de um porteiro na guarita, que é considerada uma área de risco e vulnerabilidade do condomínio. 

“A segurança nem sempre é aliada do conforto. É preciso ter rigidez no controle de acesso, investir minimamente em tecnologia no seu condomínio, ter regras claras em processos e não relaxar. Existem três pilares principais, que são tecnologia, processos e pessoas bem treinadas. Com isso, se pode evitar 100% dos assaltos”, frisa o especialista. 

 

Cresce demanda na justiça e em órgãos de proteção ao consumidor

De acordo com o advogado e professor de Direito da Universidade Estácio de Sá, Christovam Castilho Júnior, o crescimento no índice de compras online provocou, também, um aumento no número de demandas envolvendo relações de consumo na justiça e em órgãos de proteção ao consumidor.  “As mais comuns têm sido ações cíveis de cumprimento de obrigação de dar e fazer e rescisão contratual motivadas pela lesão contratual, ou seja, quando ocorre o descumprimento do contrato ou de uma de suas cláusulas contratuais por uma das partes envolvidas. Por exemplo, a entrega do produto e serviço fora do prazo pactuado ou em desacordo com as condições previamente ajustadas”, explica o profissional. 

Segundo ele, é preciso ter em mente direitos básicos do consumidor ao fazer uma compra on-line: “O comprador tem, por exemplo, o direito ao conhecimento prévio do conteúdo do contrato e das cláusulas contratuais, contendo todas as descrições exatas e detalhadas do produto ou serviço. Além disso, é essencial ter condições de pagamento claras, garantia contratual efetiva e exercício do Direito de Arrependimento, previsto no Artigo 49, do Código de Defesa do Consumidor”, conclui. 

O Direito do Arrependimento determina que todo consumidor que realizar uma compra feita fora de um estabelecimento comercial (telefone, catálogo, internet, domicílio etc.) tem o direito de se arrepender da compra em sete dias e desfazer o negócio, sem ter que dar qualquer justificativa. Este prazo começa a ser contado na data da compra do produto, contratação do serviço ou recebimento do produto ou serviço. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento, os valores que foram pagos, a qualquer título, deverão ser devolvidos. 

O Fornecedor não poderá impor qualquer obstáculo para a efetivação ao direito de arrependimento, devendo ainda, informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício do direito de arrependimento pelo consumidor. Sendo assim, o consumidor poderá exercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados. A rescisão contratual por meio do exercício do Direito de Arrependimento não deverá implicar em qualquer ônus ao consumidor.

 

Regras de ouro para uma compra on-line com segurança

– Desconfie de ofertas milagrosas: Produtos oferecidos por valores muito abaixo do que normalmente custam em outras lojas devem ser analisados com muito cuidado pelo consumidor. É preciso ter certeza de que a loja é realmente segura e que não há pegadinhas nas entrelinhas do contrato. 

– Investigue a reputação da loja: Na internet, é possível descobrir a reputação de uma loja virtual por meio de serviços como o Reclame Aqui – site brasileiro de reclamações contra empresas sobre atendimento, compra, venda, produtos e serviços – e o Procon, que também disponibiliza avaliações sobre empresas.

– Ative as notificações de movimentações com o cartão de crédito: Uma medida simples, mas muito eficaz para evitar ser vítima de golpes, é acionar as notificações de movimentações financeiras com o cartão de crédito. Com isso, qualquer compra feita com o cartão é imediatamente enviada ao celular do titular. Caso a pessoa não reconheça a movimentação, pode entrar em contato imediatamente com a empresa e, se for o caso, até mesmo bloquear o cartão. 

– Alerta com links de ofertas: Uma das formas utilizadas pelos criminosos para roubar os dados pessoais do consumidor é por meio de links com supostas ofertas milagrosas de lojas conhecidas. Por isso, é essencial não clicar em qualquer link enviado para o e-mail. Todo o processo de compra deve ser feito pelo site oficial da loja. 

Códigos por WhatsApp: Outro golpe que vem fazendo muitas vítimas nos últimos tempos é o roubo de contas de WhatsApp, em que os criminosos se passam pela pessoa para pedir dinheiro para os seus conhecidos. Isso é feito por meio de mensagens enviadas à pessoa, com contas que se passam por lojas e sites conhecidos, em que pedem para que o usuário confirme um código que acabou de ser enviado por SMS para que uma compra ou serviço seja efetuado. Para evitar problemas do tipo, é fundamental ativar a verificação em duas etapas nas configurações do WhatsApp. 

–  Atenção à origem do produto: Outra questão que, apesar de não ser um golpe, acaba gerando transtornos aos desavisados é a compra de produtos importados. Ao efetuar uma compra, a pessoa deve estar ciente da origem do produto. Os internacionais, muitas vezes vendidos a preços atrativos, têm um tempo de entrega muito maior do que os nacionais. No período da pandemia, essa demora se tornou ainda maior e em alguns casos chega a durar quatro meses. 

 

Por: Gabriel Menezes

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Vacinação contra a gripe começa nesta segunda – idosos não serão prioridade https://www.revistasindico.com.br/saude/2021/vacinacao-contra-a-gripe-comeca-nesta-segunda-idosos-nao-serao-prioridade/483429 Mon, 12 Apr 2021 13:19:47 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483429 A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o vírus da gripe, começa nesta segunda-feira (12) e vai até 9 de julho. Excepcionalmente neste ano, idosos não serão os primeiros a serem imunizados para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19.

 A vacinação contra a gripe será dividida em três grupos prioritários:

  • 1ª etapa — de 12 de abril a 10 de maio: crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde;
  • 2ª etapa — de 11 de maio a 8 de junho: idosos e professores;
  • 3ª etapa — de 9 de junho a 9 de julho: demais grupos prioritários;

O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe. A recomendação é que haja um intervalo mínimo de 15 dias entre a aplicação das duas vacinas.

Campanhas simultâneas

enfermeira com vacina
Vacina contra a gripe começa nesta segunda (12). — Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Ministério da Saúde realiza todos os anos, a partir do começo do outono, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Neste ano, o Governo terá o desafio de coordenar a vacinação contra a gripe e ao Covid-19 ao mesmo tempo.

Para evitar aglomerações nos postos de saúde e cruzamento entre os públicos-alvo da vacina contra a gripe e contra o coronavírus, foram feitas adaptações na ordem dos grupos prioritários a serem vacinados.

A vacinação começa no dia 12 de abril e será dividida em três grupos prioritários, distribuídos de forma escalonada. Primeiro, serão vacinadas as crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Em seguida, será a vez dos idosos e dos professores e, por último, os demais grupos.

O público-alvo é estimado em 79,7 milhões de brasileiros, e a meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Excepcionalmente este ano, pessoas com mais de 60 anos não serão o primeiro grupo a ser imunizado contra a gripe para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19, que estará acontecendo paralelamente.

Caso a pessoa se enquadre dentro do grupo prioritário das duas vacinas, o Ministério da Saúde recomenda que seja tomado primeiro a vacina contra a Covid-19, e depois a vacina contra a gripe. É necessário dar um intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas porque ainda não se sabe os efeitos da coadministração simultânea dos dois imunizantes.

Grupos prioritários

A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu como grupos de elevada prioridade para a vacinação os profissionais da área da saúde e os idosos. Em seguida, sem ordem de prioridade, vêm as crianças de 6 meses a 5 anos, as gestantes e os portadores de determinadas doenças crônicas.

No Brasil, outros grupos também serão contemplados na campanha deste ano. Fazem parte do grupo prioritário, segundo o Ministério da Saúde:

  • Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade
  • Gestantes e puérperas
  • Povos indígenas
  • Trabalhadores da saúde
  • Idosos com 60 anos ou mais
  • Professores das escolas públicas e privadas
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Forças de segurança e salvamento
  • Forças Armadas
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema prisional
  • Adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade

 

 

Fonte: G1
Imagem: Freepik

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O que você precisa saber sobre energia solar? https://www.revistasindico.com.br/sustentabilidade/2021/o-que-voce-precisa-saber-sobre-energia-solar/483394 Mon, 12 Apr 2021 12:00:46 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483394 Uma fonte de energia limpa, natural, abundante em praticamente todo o planeta, e que pode levar eletricidade e sustentabilidade a locais isolados. Essa é a energia solar, uma das fontes alternativas mais promissoras para a obtenção de energia no país. A energia solar está entre as três principais energias renováveis disponíveis no planeta, ao lado da eólica e da hidráulica.

Mas por que quando falamos em energia sustentável, a energia solar é a primeira fonte que passa pela cabeça das pessoas? Os motivos são variados, mas o principal deles é o crescimento vertiginoso do uso dessa fonte energética no Brasil.

Como o próprio nome diz, a energia solar corresponde à energia cuja fonte é única e exclusivamente o sol. Basicamente, ao ser captada pelas células fotovoltaicas presentes em diversas tecnologias, como painéis fotovoltaicos, usinas heliotérmicas e aquecedores solares, a radiação solar é convertida em energia elétrica.

Muitas pessoas já investiram em painéis solares para ajudar a reduzir os custos de eletricidade em empresas, indústrias e residências. E o uso da energia solar não só traz economia financeira, mas também beneficia o meio ambiente. Basta saber que a eletricidade regular (maior parte da energia do Brasil) é produzida pelo uso de toneladas de água e pela queima de combustíveis fósseis, que têm efeitos nocivos à natureza.

A ANEEL criou, em 2012, a RN 482, que regula o mercado de sistema de energia sustentável conectados na rede elétrica, incentivando o uso dessas fontes no Brasil. No entanto, a matriz energética brasileira ainda é predominantemente composta por combustíveis fósseis e minerais, o que resulta na emissão de gases poluentes, desmatamento e aumento do aquecimento global. 

homem de capacete
O engenheiro civil, Sandro Novaes, aposta na energia solar como o futuro das fontes renováveis no país.

Marcos Faria, sócio-diretor da empresa Super Solar Energy, especializada em energia solar, acredita que esse recurso é um dos mais promissores atualmente em virtude da redução dos preços e dos incentivos oferecidos para que os países adotem esse tipo de fonte de energia. “Apesar de já termos avançado muito na questão regulatória, há muita especulação sobre a possibilidade da retirada de subsídios e taxação a respeito da utilização desse sistema de distribuição, que acabam gerando muita incerteza e prejudicando a expansão do mercado”. 

 

Vantagens da energia solar

A energia solar apresenta diversos benefícios para o meio ambiente, sem falar que a utilização desse recurso renovável pode render uma economia de até 98% na conta de luz. Em um país como o Brasil, onde a energia elétrica fica mais cara a cada dia, instalar um sistema de energia sustentável é um desejo em meio a uma população de mais de 80 milhões de consumidores de energia. 

Segundo dados do Portal Solar, a energia solar no país representa apenas 1,7% de toda a matriz energética, porém, o número de sistemas fotovoltaicos instalados em território nacional tem crescido consideravelmente, principalmente nas regiões sul e sudeste. Hoje, a energia solar está mais ao alcance dos consumidores, já que é possível instalar painéis solares nos telhados de casas, indústrias, comércios, supermercados, ou mesmo no solo, em usinas centralizadas. 

O engenheiro civil, Sandro Novaes, aposta na energia solar como o futuro das fontes renováveis no país. “O Brasil é um país tropical e pode contar com a incidência do sol praticamente o ano todo, por que não aproveitar esse recurso em benefício próprio?” Estima-se que, em 2024, o território brasileiro contará com, aproximadamente, 887 mil sistemas de energia solar conectados à rede instalados, estabelecendo uma maior economia em relação às distribuidoras convencionais, além da manutenção e preservação ambiental do país.

homem sorrindo de braços cruzados

O engenheiro civil, Sandro Novaes, aposta na energia solar como o futuro das fontes renováveis no país.

 

Há desvantagens no uso deste tipo de energia?

Apesar de todos os benefícios para o meio ambiente e para a economia, o uso dessa fonte energética apresenta também algumas desvantagens, como a intermitência da geração (apenas durante o dia) e o alto custo da tecnologia, por isso muitos questionam quanto custa instalar um sistema de energia solar. O custo de um sistema fotovoltaico varia conforme diversos fatores, tais como a complexidade e o tamanho da instalação. 

No geral, para imóveis de pequenas dimensões, o valor total varia entre 12 e 15 mil reais. Porém, o uso de aluguel de energia solar vem se popularizando ao longo do tempo. Nela, a empresa fornecedora é quem faz o investimento e cobra um aluguel sobre a energia gerada. A economia é um pouco menor no aluguel, mas ainda é interessante, já que pode proporcionar uma redução de 20 a 30% no valor da conta de energia.

Na opinião de Marcos Faria, da mesma forma que você procura um profissional especializado quando precisa instalar um aquecedor de água ou ar condicionado, o mesmo precisa ser feito com o gerador de energia solar. “Como em qualquer serviço especializado é importante procurar uma empresa com experiência de mercado e que analise corretamente as necessidades de cada cliente. Assim, será possível, dimensionar o sistema adequado e preparar um orçamento justo. É muito importante avaliar também os equipamentos e serviços inclusos no serviço para fazer uma comparação entre o que cada fornecedor pode oferecer”, finaliza o diretor da Super Solar Energy.

Um sistema solar fotovoltaico possui mais de 25 anos de vida útil, gerando energia elétrica limpa, sustentável e de qualidade, sem prejudicar o meio ambiente. Financeiramente o sistema é viável, já que o retorno financeiro em relação à economia de energia é rápido, porém, estima-se que o valor investido no equipamento para uma residência só é quitado em 6 anos após sua instalação. 

A partir dessa data, todo o retorno financeiro passa a ser lucro pelos próximos 19, 20 anos, ou até mais, pois após esse período, os módulos permanecem com cerca de 80% de eficiência. Sendo assim, cabe única e exclusivamente ao consumidor escolher o momento certo para tomar essa decisão. 

Por: Juliana Almeida

 

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A bicicleta no metrô de São Paulo https://www.revistasindico.com.br/mobilidade/2021/a-bicicleta-no-metro-de-sao-paulo/483400 Fri, 09 Apr 2021 12:00:49 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483400 #ocupaçãobicicleta é o nome da exposição de Denise Silveira, que fica em cartaz até o final de julho em diferentes estações do metrô paulistano. Atualmente está na Estação da Luz e em abril segue para a Fradique Coutinho. Em maio, junho e julho irá para as estações da Linha 5-Lilás: Largo Treze, Santo Amaro e Adolfo Pinheiro. A partir daí, deixará os trilhos para pousar na Ciclovia do Rio Pinheiros, administrada pela Farah Services.

Jornalista e cineasta premiada pelos filmes “Alma de Bicicleta” e “Ciclovia Musical”, Denise quis mostrar com essa série de fotos, feitas em cidades europeias entre 2016 e 2019, que a bicicleta pode ser uma solução sustentável para as cidades brasileiras.

Escultura na praça
A escultura de baleia dentro do canal foi feita com 2 toneladas de plástico retiradas do mar do Havaí foto feita na Bélgica, em 2018.

“Eu procurei mostrar cenas reais do cotidiano de pessoas e a relação delas com a bicicleta em diferentes culturas. Decidi fazer para que todos possam se identificar e refletir sobre a mobilidade e o meio ambiente”, explicou, em conversa com o Pro Coletivo.

Segundo ela, o objetivo da exposição é trazer para as pessoas uma realidade que a maioria não conhece. “Democratizar essa informação e inspirar. Esse sonho de uma cidade com mais bicicletas já existe em vários lugares. Num momento em que as galerias ainda estão fechadas, quero poder apresentar esse conteúdo para quem não pode ficar em casa, precisa trabalhar e se deslocar de metrô. São milhares de passageiros todos os dias”, diz Denise.

A ideia é mostrar o que viu naquele momento – um olhar que não é de turista –, registrando cenas reais do cotidiano das pessoas e a relação delas com a bicicleta em diferentes culturas. Denise percorreu e pedalou por cidades da Irlanda, da Inglaterra, da Bélgica, da Holanda, da Alemanha e da Rússia.

Bicicletário na rua
Bicicletário da Basílica de Nossa Senhora em Maastricht, Holanda, 2018.

Um de seus lugares favoritos é a Ciclovia dentro d’água, em Bokrijk, Genk, a região flamenga da Bélgica. “Depois que estive lá, foi escolhido como um dos 100 locais que você não pode deixar de visitar pela revista Time. O Brasil tem tantos lugares, poderíamos ter algo parecido aqui”.

ciclistas na rua
Ciclistas na Ciclovia Dentro D’Água de Bokjrik na Bélgica 2018.

Nascida em Porto Alegre, Denise lembra da infância livre, jogando bola, andando de bike e patins. Adulta, usava nas horas de lazer. Desde 2013, ela pedala no seu dia a dia e já estimulou várias amigas a adotar a bicicleta. “A mobilidade só vai melhorar nas cidades brasileiras quando trouxermos quem não pedala, principalmente as mulheres que não são atletas, para as ruas. São elas que influenciam nas decisões de toda a família, em qualquer recorte econômico, social, de raça ou de credo”, diz Denise.

Ela observa que estamos no auge da pandemia, com novas variantes do vírus ainda mais contagiosas, milhares de mortos e pessoas com sequelas, e não resolvemos questões básicas da saúde pública. “A bicicleta poderia ser incentivada como transporte seguro para evitar a contaminação, a exemplo de outras cidades no mundo. Aqui em São Paulo nenhuma ciclofaixa temporária foi criada para evitar a aglomeração nos transportes e diminuir os riscos durante a semana”.

Fonte: São Paulo São

Imagem: Freepik

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Como o mindfulness pode auxiliar no bem-estar mental durante a pandemia? https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/como-o-mindfulness-pode-auxiliar-no-bem-estar-mental-durante-a-pandemia/483407 Wed, 07 Apr 2021 12:00:50 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483407

Em tempos de pandemia, mais do que nunca precisamos cuidar da saúde. E não é apenas o aspecto físico que merece atenção: é necessário, também, focar no âmbito mental. Uma prática que vem se tornando cada vez mais popular é a do mindfulness — ou atenção plena, em português.

É um exercício constante que possibilita adquirir maior consciência sobre pensamentos, sensações e emoções. A técnica, segundo o pós-doutor em Ciências do Comportamento na psiquiatria da UFRGS e integrante da Iniciativa Mindfulness, Tiago Tatton, difere da meditação por não ser associada à religião:

— Por exemplo: estou com medo que vou ser demitido ou se vou ter dinheiro. Se percebo que isso está presente, posso reagir a isso: como posso me cuidar melhor agora? Procurar orientação, pegar uma água, ligar para um colega. Você consegue se autorregular melhor — diz. — Mindfulness é uma prática de lucidez — resume.

O especialista afirma que, além trazer a consciência para o momento presente, a prática também pode auxiliar no tratamento de doenças como depressão e ansiedade:

— A Universidade de Oxford já demonstrou que a técnica pode ajudar pessoas com depressão a não terem recaída. Ajudar tanto quanto remédio. Isso foi comprovado por meio de diversos estudos. (…) É uma coisa que não envolve mudança na química cerebral. Ajuda na dor crônica, depressão, insônia, redução de estresse, ansiedade.

Não se trata apenas de reduzir estresse ou ansiedade, mas de ver o mundo com uma nova lente.

ANE SARAIVA

fundadora e professora da Escola Sati Consciência Plena

E os benefícios não param por aí. A fundadora da Escola Sati Consciência Plena, professora Ane Saraiva, conta que “cada aluno que chega no programa, leva aquilo que veio buscar”. Ela lista também a melhora na qualidade do sono, consciência emocional ou, simplesmente, aprender a lidar melhor com seus pensamentos e preocupações.

mulher meditando
além trazer a consciência para o momento presente, a prática também pode auxiliar no tratamento de doenças como depressão e ansiedade

— Quando temos essa maior consciência, podemos agir com mais assertividade e coerência com nossos valores e com a pessoa que desejamos ser — disse. — Não se trata apenas de reduzir estresse ou ansiedade, mas de ver o mundo com uma nova lente. E depois de ver desta forma é difícil de voltar atrás — explica.

Quero praticar, e agora?

Para quem quer começar a prática, Tatton recomenda procurar um instrutor de mindfulness com formação no assunto. Ele diz que aplicativos podem ser uma alternativa, mas usualmente não recomenda o uso, uma vez que a melhor maneira de praticar é em grupo.

Ane, por sua vez, convida primeiro à reflexão: quais os motivos que fazem com que queira começar a prática?

— Depois que você tiver isto bem claro, comece aos poucos, cinco minutos por dia. E vá aumentando alguns minutos a cada semana, sem idealizações de uma prática perfeita, de concentração total, pois isso não existe — sustenta.

— Sente-se de maneira confortável, mantendo os olhos repousados ou semi abertos e leve sua atenção para sua respiração. Conecte-se com esta maravilha de privilégio de poder respirar, perceba a inteligência do seu corpo agindo sem precisar fazer esforço e acompanhe as respiração indo e voltando, apenas isso — orienta.

Com o tempo, explica, a tendência é se distrair cada vez menos. Durante o processo, é importante perceber, sem críticas, quando a mente focar-se em outra coisa e retomar a atenção para a respiração novamente.

O exercício em si pode ser feito de duas formas, de acordo com Ane. Em uma delas se usa um áudio guiado como apoio, com comandos que convidam o ouvinte a prestar atenção em determinadas coisas, como sensações táteis do corpo. A segunda é mais informal: redirecionar a consciência para algo enquanto tomamos o banho ou lavamos louça, por exemplo.

— Prestar atenção pode se tornar um jogo interessante e desafiador devido as atitudes mentais necessárias para nossa prática de Atenção Plena ser legítima: manter a mente aberta, curiosa e sem julgamentos (…) Desta forma estamos não apenas treinamento intensamente nossa percepção através dos órgãos dos sentidos, como estamos treinando uma habilidade caríssima para os tempos atuais: a resiliência — disse Ane.

Fonte: Gauchazh

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Dicas para você deixar sua casa mais organizada https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/dicas-para-voce-deixar-sua-casa-mais-organizada/483388 Tue, 06 Apr 2021 12:00:34 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483388 A pandemia da COVID-19 fez com que muita gente passasse mais tempo em casa. Com isso, olhar para dentro virou um exercício, muitas vezes inédito. Além disso, as rotinas diárias de organização também mudaram muito, afinal, mais tempo em casa significa utilizar muito mais os espaços internos. Assim, ter uma boa organização virou estratégia fundamental para uma boa convivência diária, seja ela em família ou entre “roomates”. 

Nesse contexto, o ofício de personal organizer despontou como um dos favoritos do período pandêmico. Não há dados oficiais sobre a profissão, mas a OZ!, escola pioneira no Brasil de treinamento dos “POs”, como são chamados, estima que, hoje, existam cerca de dois mil profissionais deste tipo atuando exclusivamente nesta função.

Com todas as pessoas voltadas para as suas casas, organizar virou uma prioridade para todo mundo. Desta forma, a indústria como um todo: cursos, produtos e principalmente contratação de profissionais; teve um aumento significativo na procura e nas vendas”, conta a personal organizer paulistana e especialista em mudança de mindset, Roberta Andrade.

mulher sorrindo com os braços cruzados
Segundo Roberta Andrade, com todas as pessoas voltadas para as suas casas, organizar virou uma prioridade para todo mundo.

Para ela, definitivamente, antes da pandemia, as pessoas estavam acostumadas a passar o dia todo fora, a delegar as tarefas dos filhos, a comer fora, a ter alguém para limpar… “Uma vez dentro de casa e sem a possibilidade de chamar alguém para ajudar, com novas rotinas, sejam elas domésticas, escolares ou empresariais, tudo ficou junto e misturado, fez com que o mundo todo precisasse de algum tipo de organização”, relata.

A opinião é compartilhada pela dupla de personal organizers Milla Camargo e Didi Oliveira, que resolveram criar a Midi, empresa do ramo da organização, em maio do ano passado, em plena pandemia. E para quem acha que começar um negócio durante a pandemia é um erro, a dupla prova o contrário, pois desde que inauguraram, já atenderam os mais variados tipos de clientes. Parece que a organização está mesmo na moda! 

homem e mulher de máscara
Milla Carmargo e Didi Oliveira criaram a Midi e adaptaram as vistorias através de atendimento remoto

“Hoje, temos de adaptar as vistorias com atendimento remoto, pois muitas pessoas ainda têm receio de ter gente entrando em suas casas. Por outro lado, o atendimento on-line segue em alta. A pandemia fez com que as pessoas passassem a olhar e a usar mais suas casas. E querer cuidar, organizar. Nesse sentido, a demanda é crescente”.

Para a profissional, um dos grandes estigmas dessa área está no mito de que o personal organizer é apenas para uma “elite”. “Não é. Hoje em dia, com a correria, temos certeza absoluta que existe serviço para todos os orçamentos”, afirma.

O faça você mesmo da organização

No streaming, a organização profissional também ganhou peso com programas de dicas que ganharam as telinhas, especialmente o da escritora japonesa Marie Kondo, que virou febre ano passado na Netflix. A guru da organização é autora de vários best sellers sobre o assunto, criou programas de auxílio e promete uma nova série ainda esse ano. E se você é daqueles que gosta de ver vídeos na internet ou séries e  fazer por sua própria conta, o mundo da organização também está de portas abertas.

Em Brasília, a funcionária pública Mona Martins provou que mesmo sem personal organizer, é possível, sim, se organizar. Em abril de 2020, assim como boa parte dos brasileiros, a bancária viveu uma situação nova e inesperada: o confinamento e o home office, ao lado do marido e também da irmã, que passou uma temporada na mesma casa do casal por conta da pandemia. 

moça no deck
Em Brasília, Mona Martins provou que mesmo sem personal organizer, é possível, sim, se organizar. E começou durante a pandemia!

Para que a convivência não se transformasse em transtorno, Mona fez mudanças na casa e criou uma divisão de tarefas muito bem organizada para todos.  “Primeiro, tive que organizar o home office, pela questão da necessidade imperativa de ter que trabalhar em casa. Além de reorganizar o espaço físico para que cada um pudesse ter seu local de trabalho e privacidade, tivemos que reorganizar a rotina com novos horários. Passamos a nos preocupar com as refeições, a ter mais cuidado com a limpeza, a ter dias certos para cada coisa, e a sempre manter os espaços limpos para que a convivência fosse a melhor possível”, explica.

Assim, Mona reorganizou as tarefas domésticas e criou uma nova rotina. “A gente tinha atividades que cada um era responsável e tentávamos fazer mudando semanalmente para não ficar muito entediante. Se numa semana eu ficava com a louça, na outra, alguém ficava com ela”, conta Mona.

E além da organização de tarefas, é claro, tem a organização do espaço. Foi aí que a Marie Kondo dentro da bancária veio com força total. Mona gradativamente foi ajeitando a casa, principalmente por entender que o espaço precisava de alguns toques para melhorar a convivência.

“Eu percebi que a gente não tinha lugares para sentar! Então, comprei e montei eu mesma um jogo de estofados para a varanda. O tapete, as outras coisinhas, eu fui encomendando pela internet e conforme ia chegando, eu montava os cantinhos. Eu sempre procurava investir muito em objetivos pessoais, mas depois fui vendo como era legal ter uma casa com uma estrutura bacana, para de fato ter um espaço meu que independe de qualquer adversidade”, explica Mona, que depois de alguns meses, após o retorno de algumas atividades, se empolgou de vez, e decidiu construir um ofurô na parte de fora da casa: “Organizar a casa, também é organizar a vida”, resume.

DICAS DOS ESPECIALISTAS

Nossa equipe pediu aos especialistas dessa matéria que compartilhassem dicas práticas de organização para o dia a dia. Vem ver!

Dicas da Milla Camargo e do Didi Oliveira:

1 – Padronize cabides;

2 – Cada coisa tem seu lugar é só descobrir qual é o lugar certo;

3 – Mantenha a casa limpa;

4 – Exercite o desapego;

5 – Monte um cantinho do café – seja na copa, sala ou cozinha;

6 – Nunca, jamais deixe a roupa no cabide da lavanderia;

7 – Arrume suas gavetas de acordo com peças e cores;

8 – Para o casal: guarda-roupas separados, se possível!;

9 – Tenha sempre um cesto da bagunça no quarto dos pequenos;

10 – Nunca misture itens de limpeza com a despensa de alimentos;

E dica extra: contrate um personal organizer.

Dicas da Roberta Andrade:
1- Comece a organizar seu dia no dia anterior;
2- Não deixe para última hora, muito menos para depois;
3- Organize algo todos os dias, uma gaveta que seja;
4- Tenha uma rotina diária, para você e para sua família;
5- Faça uso de listas: listas de tarefas, de compras, de desejos;
6- Crie o hábito de jogar o lixo direto no lixo, não deixe o papelzinho na mesa;
7- Anote seus gastos e provisões de gastos para não perder nenhum prazo;
8- Faça uso de ferramentas como agenda eletrônica, gerenciador de tarefas e blocos de notas;
9- Desapegue de tudo que não te agrega!;
10- Se não tá fácil caminhar sozinha, busque ajuda!

Por: Mario Camelo

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4 livros que vão te ajudar a refletir e enfrentar o momento de pandemia https://www.revistasindico.com.br/atualidade/2021/4-livros-que-vao-te-ajudar-a-refletir-e-enfrentar-o-momento-de-pandemia/483384 Mon, 05 Apr 2021 12:58:02 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483384 Ficar em casa por tanto tempo, sobretudo em um momento delicado como o da pandemia, tem se provado ser um tanto quanto desafiador. São inúmeras estratégias para afastar o tédio e criar momentos de lazer, que variam entre jogos, filmes, séries e… livros!

livros semi abertos
Com a leitura, é possível preencher o tempo livre e embarcar em uma história com mais profundidade do que em uma série ou filme, por exemplo.

Entre as poucas vantagens do período de isolamento social, está o hábito de leitura. De acordo com um levantamento da Estante Virtual, houve um aumento de vendas de 50% em livros no ano passado, tendência que segue aumentando para 2021. Com a leitura, é possível preencher o tempo livre e embarcar em uma história com mais profundidade do que em uma série ou filme, por exemplo. Além disso, o hábito de ler também traz uma série de benefícios, como descansar o olho do excesso de telas que estamos expostos no dia a dia.

Sendo assim, separamos quatro livros com temáticas distintas para passar por esse período, aprender e refletir. Confira:

A Bailarina de Auschwitz – Edith Eva Eger

Apesar da temática não ser leve, visto que o livro traz a história de Edith — que passou pelo campo de concentração em Auschwitz, na Segunda Guerra Mundial —, a trama toda traz inúmeras formas para lidar com traumas e situações difíceis. Edith foi levada a Auschwits aos 16 anos e perdeu os pais para as câmaras de gás, mas sobreviveu ao lado da irmã e foi encontrada por soldados americanos. Mais tarde, tornou-se terapeuta nos Estados Unidos após superar seu próprio trauma.

Ainda que aborde um tema delicado e angustiante da história da humanidade, o livro traz uma visão muito interessante, em especial pelo lado psicológico, sobre a convivência em momentos de solidão. Trata-se de uma história sobre superação e resiliência, que aborda tanto um reconhecimento e aceitação de questionamentos internos quanto a reflexão sobre o futuro do ser humano, além de abordar maneiras de lidar com o sofrimento.

A Grande Gripe: A História da Gripe Espanhola, a Pandemia Mais Mortal de Todos os Tempos – John M. Barry

Para quem quer se aprofundar em um contexto semelhante ao da pandemia que vivemos hoje, uma boa indicação é a leitura de “A Grande Gripe”. O livro traz um panorama de estudos dos impactos da gripe espanhola na Europa, em 1918, que acumulou mais de 100 milhões de mortes. A história é documentária, traz análises sobre a época e serve como um excelente embasamento para uma comparação histórica.

Ainda que o livro retrate uma situação passada há mais de cem anos, alguns dos dilemas e situação são familiares aos vividos agora e trazem informações importantes para o combate do vírus e das consequências que ele traz consigo. A situação de hoje é bastante diferente — sobretudo pelos avanços científicos e tecnológicos —, mas esse livro traz uma reflexão sobre momentos difíceis, assolados por doenças e pandemias, bem como a superação desses entraves.

O Monge e o Executivo — James Hunter

Entre os livros sobre liderança e empreendedorismo, “O Monge e o Executivo” é uma das boas indicações para refletir sobre momentos difíceis nos negócios — uma realidade para muitos dos brasileiros durante a pandemia. A trama narra a história do personagem John Daily, um empresário bem-sucedido que se percebe um fracasso enquanto chefe, pai e marido.

Após uma série de problemas na empresa, John vai a um mosteiro cristão e reflete sobre uma série de caminhos para uma boa liderança e uma relação mais sincera consigo mesmo e com as pessoas mais próximas. O livro é uma excelente indicação para refletir sobre os impactos de uma boa liderança e dos relacionamentos familiares e profissionais, algo caro a um momento como o da pandemia, no qual as relações ficam frágeis.

Diário de uma ansiosa ou como eu parei de me sabotar – Beth Evans

Uma das maiores dificuldades que as pessoas enfrentaram (e ainda enfrentam) durante a quarentena foi lidar com a ansiedade e a depressão, doenças comuns e que tiveram um crescimento de casos em 2020. Em um período de mudança brusca e intensa, essas doenças podem se tornar perigosas e exaustivas.

No livro, Beth Evans traz ilustrações divertidas para retratar temas profundos, com o enfoque na entrada da vida adulta. O livro retrata maneiras para aprender, refletir e lidar com doenças mentais e situações de ansiedade de forma bastante leve e bem-humorada, com conselhos amigáveis e uma desmistificação da busca por ajuda.

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Rio libera bares e restaurantes a partir de sexta-feira (9) e prorroga algumas medidas restritivas https://www.revistasindico.com.br/cidades/2021/rio-libera-bares-e-restaurantes-a-partir-de-sexta-feira-9-e-prorroga-algumas-medidas-restritivas/483380 Fri, 02 Apr 2021 14:54:05 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483380

A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto que flexibiliza algumas medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 a partir da próxima sexta-feira (9) – e mantém algumas restrições.

Regras determinadas pelo município na semana passada, no período chamado de “pausa emergencial”, foram prorrogadas até quinta-feira (8).

Na prática, de segunda (5) a quinta só as escolas serão autorizadas a retornar.

A partir de sexta é que outros estabelecimentos como comércios, clubes, bares, restaurantes e outros serão autorizados a reabrir (veja quais são abaixo).

Praias, parques, cachoeiras e outros continuarão proibidos (confira a relação completa no fim do texto).

O que pode abrir e horário

 

A partir de segunda-feira (5):

  • Escolas municipais* e particulares voltam a funcionar

*As escolas municipais vão abrir na segunda-feira apenas de forma administrativaAulas presenciais a partir de terça-feira (6), mas somente nos colégios que já estavam funcionando antes da “pausa emergencial”.

A partir de sexta-feira (9), até as 21h*:

  • Bares
  • Lanchonetes
  • Restaurantes
  • Quiosques da orla

*Após esse horário, podem funcionar apenas delivery.

Também a partir de sexta, das 11h às 21h:

  • Clubes

Entre 12h e 21h

  • Serviços

Das 10h às 18h

  • Comércio*

*Segundo a prefeitura, “as atividades no interior de shopping, centros comerciais e galerias de lojas, deverão funcionar observando as restrições de horário”.

E das 12h às 21h

  • Museus
  • Zoológico
  • Galerias
  • Bibliotecas
  • Cinemas
  • Teatros

Continua proibido

  • Ficar na areia da praia
  • Comércio de ambulantes
  • Danceterias e boates
  • Entrada de ônibus intermunicipais fretados com turistas
  • Eventos
  • Parques e cachoeiras
  • Festas públicas e particulares
  • Rodas de samba
  • Feiras, exposições e congressos
  • Exercícios e esportes coletivos*

* Continuam proibidos exercícios e esportes coletivos, inclusive circuitos e similares, orientados por professores de educação física, seja em áreas abertas ou fechadas, como academias e outras áreas particulares.

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Como o conceito do Cohousing pode interferir para a vida em comunidade? https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/como-o-conceito-do-cohousing-pode-interferir-para-a-vida-em-comunidade/483368 Thu, 01 Apr 2021 15:54:02 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=483368 Numa sociedade em que os valores individualistas muitas vezes se sobrepõem aos interesses comuns, um conceito vem atraindo adeptos ao propor uma maneira completamente diferente de viver: o cohousing. Surgido na Dinamarca no início da década de 70, este modelo de habitação se constitui num condomínio em que os moradores possuem as suas unidades separadas, mas todas as atividades do dia a dia são feitas de forma conjunta e com bens em comum, como carros e bicicletas.

A arquiteta Lilian Avivia Lubochinski se deparou com o tema em 2013 e se encantou. De lá para cá, resolveu se aprofundar no assunto, inclusive passando uma temporada num cohousing na Califórnia, onde fez um curso e se tornou uma facilitadora do conceito. Ela mantém uma comunidade no Facebook chamada “Cohousing Brasil”, que conta com mais de cinco mil pessoas de diversas partes do país e até mesmo do exterior.  

“Atualmente, no Brasil, existem comunidades de cohousing em desenvolvimento em lugares como Porto Alegre e Campinas. É uma proposta de habitação em que o valor mais forte é a convivência e a amizade entre os vizinhos. Esse tipo de arranjo tem uma estrutura condominial, no sentido de as pessoas terem as suas próprias casas. E ele assume formas das mais diversas, desde horizontais a verticais”, explica a profissional. 

Segundo ela, o grande desafio é como formar o cohousing. “Uma coisa é o cohousing quando as pessoas já se conhecem e tem afinidade. Outra coisa é começar do zero. É preciso que tudo seja muito bem discutido e fique transparente. Um diferencial deste modelo é que as regras internas são criadas pelos próprios moradores e elas podem mudar, melhorar. Num condomínio, é uma coisa já pronta normalmente. Quando as pessoas decidem essas regras, elas são responsáveis por elas e tudo se torna mais natural. Também é trabalhada a comunicação não violenta e a resolução restaurativa em conflitos. Não é uma coisa castigando ou multando. Esses são elementos que podem servir de inspiração para condomínios tradicionais”, sugere. 

Para Lilian, o que mais atrai as pessoas para o conceito é a possibilidade de resgatar os laços de comunidade. “Eu costumo dizer que vizinhos a gente já tem. O que ocorre, no entanto, é que muitas vezes as pessoas sequer conhecem quem mora ao seu lado. É tudo muito individual. Algo que representa isso muito bem é quando você verifica o sinal de wi-fi e aparecem várias opções disponíveis num mesmo lugar”, diz. 

No cohousing, isso é compartilhado. No condomínio tradicional, o salão de festas é normalmente o único local em que há essa troca entre os vizinhos. Já neste conceito, isso acontece em diversos lugares. Tudo é feito em conjunto. As pessoas cuidam umas das outras e compartilham as coisas, o que torna tudo mais sustentável.

Segundo ela, é preciso amplificar esta ideia para que a sociedade comece a se familiarizar com ela. “As pessoas, inicialmente, podem pensar que para formar um cohousing é preciso já ter intimidade e amizade com os vizinhos. Mas não é necessariamente assim. Nos países escandinavos, por exemplo, existem modelos bem-sucedidos de cohousing público. A pessoa consegue uma vaga, se muda para lá e passa a fazer parte daquela comunidade. É uma possibilidade muito interessante, por exemplo, para pessoas mais velhas”, completa. 

 

Atenção aos aspectos legais 

Com o surgimento de cohousings pelo país, inevitavelmente a justiça passará a ter que lidar com demandas relacionadas ao tema. Para o advogado Eduardo Martim do Nascimento, é essencial, antes de tudo, ter muita atenção à organização da comunidade. 

“O cohousing não deixa de ser uma forma de associação, visto que se trata de uma iniciativa de uma comunidade para criar – no sentido de investir, projetar, construir, e não apenas adquirir – um espaço dividido entre áreas privativas e áreas comuns. Não obstante, tais comunidades organizam-se juridicamente sob a forma de condomínios ou de cooperativas habitacionais, com as vantagens e desvantagens inerentes a cada modalidade. Assim, os cuidados a serem adotados do ponto de vista jurídico passam, primeiramente, pelo sistema sob o qual tal comunidade será organizada, cabendo sempre o auxílio de um advogado relativamente aos aspectos contratuais, registrários e financeiros da empreitada”, explica. 

Na opinião do profissional, apesar de ser uma novidade, não há necessidade de mudanças na legislação para atender as demandas que surgirão com a popularização dos cohousings. “Não vejo, no momento, a necessidade de uma atualização legislativa em relação a esta matéria. Isso porque a principal lei que rege assuntos referentes à propriedade de bens imóveis é o Código Civil, que se encontra em vigor desde 2003 e tem diversos artigos que falam sobre multas, casos de inadimplência, formação de convenções, funções e destituição do síndico, direitos e deveres dos condôminos, entre outros”, diz. 

Ainda segundo Eduardo Martim, existe a Lei do Condomínio (Lei nº 4.597/64), que trata de assuntos como o direito à propriedade, as despesas do condomínio e as formas de utilização dos edifícios. “Trata-se da lei que é usada em hipóteses não cobertas pelo Código Civil. Existem ainda instrumentos de caráter particular, tais como convenções e regimentos internos de tais comunidades, cobrindo assuntos internos de tais como animais de estimação, uso de áreas comuns, etc. Assim, considerando que existe uma gama de normas à disposição cobrindo praticamente todos os aspectos inerentes à matéria, entendo não haver necessidade de uma atualização legislativa neste momento”, destaca. 

 

Um tema em evidência

O cohousing é um tema que começa a ser mais discutido no mercado imobiliário brasileiro. A afirmação é de Cassia Castro, sócia-diretora da EIXO Inteligência Imobiliária, empresa responsável pela prospecção e negociação de terrenos para incorporadoras visando a implantação de projetos nos segmentos baixo, médio, alto e altíssimo padrão no estado de São Paulo. 

mulher de terno sorrindo
Para Cássia Castro, a pandemia trouxe a ressignificação da moradia, a importância da conexão entre a sociedade e a natureza

“É um debate em alta, pois a pandemia trouxe a ressignificação da moradia, a importância da conexão da sociedade e a natureza. Arquitetos aprovam o conceito, que reúne compradores de um mesmo terreno. Cada investidor constrói sua casa individualmente e compartilha tarefas e espaços como lavanderia, área de lazer, jardim, horta, biblioteca e cozinha. A iniciativa tem como objetivo otimizar recursos, reduzir a burocratização, tornar a vida em comunidade acessível e sustentável e integrada ao meio ambiente”, explica. 

Ela destaca que em países como Espanha e Portugal a geração de pessoas mais velhas adotou o cohousing como a revolução contra a solidão. A proposta vai além da administração colaborativa. Ela valoriza o cuidado mútuo, uma vida mais ativa e com mais autonomia, sem depender dos familiares. 

“Estudos estimam que os moradores de cohousing ganham uma sobrevida de até dez anos. Isso porque ganham um refresco de emoções e desafios diários. Acredito que o cohousing vai se popularizar entre as famílias, os jovens que estão conquistando a independência, os namorados recém-casados e até a maturidade. Todos estão em busca de integração, colaboração, compartilhamento, preservação do meio ambiente e economia sustentável”, opina a profissional. 

Conheça a “Casa da Gente”, uma casa no Pacaembú, em São Paulo, dividida por 11 pessoas que escolheram compartilhar a residência por possuírem interesses em comum

Por: Gabriel Menezes

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