Revista Síndico https://www.revistasindico.com.br Fri, 22 Jan 2021 13:04:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.6 https://www.revistasindico.com.br/wp-content/uploads/2020/10/cropped-Favicon_site-Sindico-32x32.png Revista Síndico https://www.revistasindico.com.br 32 32 O que definirá o comportamento do consumidor em 2021? https://www.revistasindico.com.br/economia/2021/o-que-definira-o-comportamento-do-consumidor-em-2021/482783 Fri, 22 Jan 2021 08:00:56 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482783 Entender o comportamento do consumidor e seu processo de decisão de compra é extremamente importante para as empresas construírem estratégias de sucesso. Nos últimos meses, essas características sofreram alterações consideráveis, afinal, a pandemia de Covid-19 criou, mudou e influenciou muitas tendências. Portanto, estar por dentro das circunstâncias para tomar boas decisões é um diferencial competitivo para 2021.

Sabendo dessa importância, a empresa de pesquisa de mercado global Euromonitor Internacional, revelou as tendências que definirão o comportamento do consumidor em 2021 e, consequentemente, influenciarão as estratégias das empresas.

“Este será um ano importante. A adaptação de estratégias à tendências emergentes de consumo capacitará as empresas a enfrentarem e superarem as adversidades inesperadas”, afirma Alison Angus, head de Lifestyles da Euromonitor Internacional. Confira os destaques do relatório.

Mulher fazendo compras usando máscara
Estar por dentro das circunstâncias para tomar boas decisões é um diferencial competitivo para 2021.

1. Reconstruir melhor

Os consumidores enxergam este momento como uma segunda oportunidade de criar um futuro melhor. Por isso, esperam das empresas inciativas para proteger a saúde e os interesses da sociedade e do planeta. O senso de responsabilidade social, seja com os colaboradores ou com comunidades locais, é uma demanda permanente.

Segundo o relatório, para empresas, “Adotar iniciativas focadas na responsabilidade e no propósito é uma forma de Reconstruir Melhor e obter resultados positivos no tripé da sustentabilidade: pessoas, planeta e lucros”.

2. Desejo por conveniência

Há uma vontade do consumidor de ter de volta a conveniência do mundo pré-pandemia, no qual ele podia visitar uma loja ou ir a um restaurante quando desejasse. Então, é esperado que as empresas adaptem suas operações, desenvolvendo uma experiência mais resiliente enquanto preservam a conveniência – considerando diferentes noções dela de acordo com faixa etária e perfil de clientes.

Um alerta feito pela Euromonitor é que, com a crise econômica, os gastos dos consumidores diminuirão e, assim, a conveniência terá um grande peso nas decisões de compra. Inovar atendendo às novas rotinas de consumo é o caminho.

3. Oásis ao ar livre

A insegurança e as restrições de mobilidade fazem com que os consumidores busquem espaços ao ar livre para fins recreativos e contato com a natureza. Dessa forma, as empresas devem adaptar sua estratégia de desenvolvimento de produtos para abranger a tranquilidade da vida rural em ambientes urbanos.

Exemplos de ação podem ser vistos em restaurantes que criaram espaços ao ar livre e em cinemas que apostaram no drive-in. No setor de turismo, há uma forte demanda por hospedagem em cabanas isoladas ou campings de luxo.

4. Realidade “phygital”

Durante a pandemia os consumidores passaram a usar mais as ferramentas digitais e isso não vai mudar. O que eles desejam agora é usá-las para se manterem conectados dentro de casa e para facilitar procedimentos mais seguros nos estabelecimentos tradicionais.

Nesse sentido, as empresas precisam integrar processos virtuais nos espaços físicos e manter as ofertas virtuais nos lares, crucial para impulsionar as vendas online e a coleta de dados.

5. Otimizar o tempo

Com os novos hábitos trazidos pela pandemia, a vida ganhou flexibilidade. Se tornou necessário ter criatividade para administrar o tempo e dar conta de todas as tarefas diárias. As empresas que propuserem soluções que ajudem a otimizar o tempo, especialmente com produtos e serviços acessíveis à distância podem sair na frente.

Dentro desse tema, um dado importante mostra que a maioria dos consumidores tem o tempo para atividades pessoais entre as prioridades.

Leia também: Cuidar da saúde e estudar se tornaram prioridades para os brasileiros 

6. Inquietos e rebeldes

O sentimento de desconfiança é comum entre os consumidores. Eles estão cansados e a crise da confiança atingiu os líderes. Isso faz com que a mentalidade do “primeiro eu” se fortaleça e necessidades e desejos pessoais sejam colocados em primeiro lugar.

As empresas passam a ter a chance e a obrigação de orientar seu marketing para combater a desinformação. Comunicações mais precisas nas redes sociais e nos games serão essenciais.

7. Obsessão por segurança

Em busca do bem-estar, segurança e higiene se tornam prioridades. O medo de contágio pelo novo coronavírus ainda é grande, e as organizações precisam implementar inovações e medidas para mitigar as preocupações dos clientes.

O relatório destaca que 20% dos consumidores usam métodos de pagamento via celular diariamente e que 44% receberiam tranquilamente uma entrega realizada por drone ou robô.

8. Abalados e reflexivos

Após terem o cotidiano reformulado, as pessoas passaram por um teste de resiliência psicológica. A depressão e a saúde mental tiveram um impacto moderado ou severo em 73% da vida dos consumidores no mundo todo em 2020. Eles agora buscam reavaliar as prioridades em busca de uma vida mais plena.

Diante disso, as empresa devem oferecer produtos e serviços que auxiliem o bem-estar psicológico.

9. A ordem é pechinchar

A mentalidade de recessão é uma realidade. Cauteloso com o atual cenário econômico, os consumidores cortaram os gastos supérfluos e priorizar produtos e serviços de valor agregado, aproveitando sempre para pechinchar.

Ter uma proposta de valor para o dinheiro do consumidor e oferecer opções acessíveis sem diminuir a qualidade é o dever das empresas. Expandir marcas próprias (no caso dos varejistas), reformular portfólios e promoções, e oferecer pacotes premium são algumas ações possíveis.

10. Novos espaços de trabalho

De uma hora para a outra as fronteiras que existiam entre trabalho e vida pessoal foram quebradas. No formato remoto, os consumidores estão em busca de alternativas para definir o início e o fim da jornada de trabalho com o objetivo de reequilibrar a vida pessoal e a profissional. E as empresas precisam apoiá-los nesse sentido.

 

Por: Larissa Sant’ana

Fonte: Consumidor Moderno

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8 dicas para alcançar objetivos em 2021 https://www.revistasindico.com.br/comportamento/2021/8-dicas-para-alcancar-objetivos-em-2021/482761 Thu, 21 Jan 2021 08:00:16 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482761 Quais os seus planos para 2021? Ser promovido? Perder peso? Viajar com a família? Fazer aquela obra tão esperada na fachada do condomínio ou mesmo dentro de casa?

Se tem uma coisa que 2020 nos ensinou foi a sonhar com dias melhores, não é mesmo? Mas apenas desejar as mudanças geralmente não é o suficiente para fazê-las acontecer. Realizar objetivos — sejam eles profissionais ou pessoais — exige planejamento, disciplina e muita resiliência. 

Então como se organizar para realizar suas metas? A gente separou 8 dicas que vão ajudar você a se planejar melhor e a fazer de 2021 um ano de sucesso.

Vidro com vários post its colados com desejos a serem realizados
Para começar a planejar 2021, escreva suas metas e cole-as em um local bem visível.

1- Defina objetivos e prioridades.

O que você realmente quer? Essa é a primeira pergunta para definir um bom planejamento de objetivos. Independentemente se o foco é crescimento pessoal ou profissional, estabelecer suas metas para o próximo ano lhe dará clareza ao longo do processo. Você pode traçar um plano de ação e monitorar, de tempos em tempos, se ele está sendo cumprido. Se for necessária uma correção de rumos, também será mais fácil realizá-la. 

É importante definir ainda metas de curto, médio e longo prazo. Essa distribuição de prioridades ajudará você a manter sempre o foco ajustado. Se o seu objetivo for promover melhorias estruturais no condomínio, por exemplo, verifique quais delas poderão ser concluídas em um, seis ou doze meses. 

 

2- Identifique barreiras.

Tão importante quanto identificar seus objetivos é mapear tudo aquilo que afasta você deles. Em primeiro lugar, promova uma jornada interior em busca de características que possam ser empecilhos. Se, por exemplo, de cara, você percebe que o controle financeiro não é seu forte, poderá trabalhar ao longo do tempo para construir uma reserva de emergência e, assim, minimizar o impacto desse ponto fraco em seus planos.

Vale também uma olhada ao redor para identificar barreiras externas. No caso da gestão do condomínio, elas podem estar em condôminos resistentes, regimentos desatualizados, funcionários desmotivados, entre outros.  

 

3- Organize seu tempo.

O tempo é precioso. Quando você começa a se organizar para conquistar objetivos, percebe o quanto essa frase é verdadeira. As distrações são muitas e, na correria cotidiana, pode ficar difícil separar um tempo específico do dia para você trabalhar especificamente em prol das suas metas. Mas é importante você gerir seu tempo de forma a conseguir fazer isso.

Uma dica é evitar procrastinar e não adiar tarefas que podem ser executadas imediatamente. Libere-se nos dias cheios, mas aproveite os dias ociosos para compensar o tempo perdido.  Equilíbrio é tudo. 

 

4- Crie metas reais.

Se você é síndico, sabe que dificilmente conseguirá construir uma academia em seu condomínio no prazo de um mês. As etapas necessárias ao projeto — entre elas a aprovação da questão em assembleia, disponibilização de fundo de reserva para a obra, cotação e contratação de fornecedores, adaptação de espaços e execução do projeto e a aquisição de aparelhos — provavelmente irão demandar um tempo bem maior que esse. 

É igualmente irrealista pensar que, se seu plano for perder 10 quilos, você conseguirá cumpri-lo com saúde em apenas quatro semanas.

Criar metas exequíveis, capazes de serem realizadas no tempo disponível, é crucial para mantê-lo motivado no percurso e reduzir os gatilhos desnecessários de estresse. 

Outra dica importante é optar por objetivos mensuráveis, cujo progresso você possa ir acompanhando ao longo do tempo. No caso da perda de peso, por exemplo, você pode estipular metas graduais, como um quilo por semana. 

 

5- Invista na sua rede de relacionamentos.

Dificilmente, você atingirá seus objetivos sozinho, sem a ajuda de ninguém. Mesmo que sejam metas pessoais, o apoio da sua rede de afetos é sempre bem-vindo. Às vezes, uma palavra de incentivo faz toda diferença, não é mesmo?

O peso da rede de contatos fica ainda mais evidente, entretanto, quando falamos de objetivos profissionais. Por isso, a orientação aqui é estar sempre disposto a conhecer novas pessoas e a construir relacionamentos enriquecedores. Muitas vezes, os benefícios dessas relações não serão necessariamente financeiros, mas poderão ser traduzidos em trocas de experiências, ganhos com lições aprendidas e aprendizado de boas práticas que, no fim das contas, vão se reverter em resultados positivos para você. 

 

6- Equilibre carreira e vida pessoal.

Geralmente, a noção de sucesso da maior parte das pessoas está atrelada à carreira exitosa, projetos profissionais e conquista de bens materiais. “Trabalhe enquanto eles dormem”. Provavelmente, você já leu ou ouviu essa frase. Mas, mais uma vez, equilíbrio é tudo. 

Um dos maiores erros de quem quer alcançar objetivos é acreditar que, para isso, terá de deixar sua vida pessoal de lado ou em segundo plano. A verdade é que sair com amigos, dedicar um tempo para seu autocuidado e curtir a família trazem sensações de felicidade que serão determinantes para elevar sua eficiência em outros campos. 

No caso de um condomínio, por exemplo, será de pouca valia ter um ambiente estruturado e funcional, com projetos inovadores em curso, se os condôminos não mantêm entre si um clima harmonioso. Por isso, é sempre indicado ao gestor combinar o foco em projetos operacionais com atenção especial a ações de convivência e bem-estar da coletividade. 

 

7- Tenha disciplina.

E resiliência. A disciplina será imprescindível para você conseguir, dia após dia, promover pequenos avanços rumo aos objetivos desejados. Já a resiliência se torna importante na medida em que ajuda você a lidar com os possíveis fracassos do caminho, sem perder o foco. 

 

8- Alie-se à tecnologia.

Organizar planos e objetivos se torna mais fácil se você inclui a tecnologia nesse processo. Já existe no mercado uma série de aplicativos que podem te ajudar nesse caminho. O primeiro deles é o 5h2w. Inspirado na ferramenta clássica de gestão de projetos que carrega o mesmo nome, o aplicativo ajuda você a tirar um objetivo do papel respondendo a sete perguntas: “What – o que será feito?”, “Why – por que será feito?”, “Where – onde será feito?”, “When – quando?”, “Who – por quem será feito?”, “How – como será feito?” e “How much – quanto vai custar?”.

A segunda sugestão é o Trello. Disponível para PC e para Android e iPhone (iOS), o aplicativo é organizado em boards, onde podem ser linkadas diferentes listas de tarefas, com prazos, etiquetas e cores próprias para cada uma.

Por fim, um bom aliado na organização é o mapa mental. Por meio de diagramas e setas, ele ajuda a sistematizar ideias e conceitos e a visualizar conexões entre eles. Um dos aplicativos mais famosos de mapa mental é o LucidChart. Gratuito, ele permite até mesmo a importação de dados de planilhas externas. É só baixar e testar.

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5 PASSOS PRÁTICOS PRA TRAÇAR AS METAS DE 2021! E realizar todas! #NathMeAjuda 57

 

Por: Aline Durães

Fonte: 5 PASSOS PRÁTICOS PRA TRAÇAR AS METAS DE 2021! E realizar todas! #NathMeAjuda 57

Fotos: FreePik

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Qual o melhor esporte para quem tem mais de 45 anos? https://www.revistasindico.com.br/saude/2021/qual-o-melhor-esporte-para-quem-tem-mais-de-45-anos/482777 Wed, 20 Jan 2021 08:00:16 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482777 Finalmente vamos conversar com o pessoal mais animado nos esportes, a turma com mais de 40 anos. Até mesmo nesses tempos sombrios da pandemia, esse pessoal tem mantido uma prática esportiva sensacional, alguns até com certo exagero nos exercícios físicos. Mas qual é o melhor esporte indicado para quem tem mais de 45 anos? Qualquer atividade física que agrade é benéfica, desde que seja feita com regularidade. Mas a corrida de rua tem algumas vantagens sobre as outras. Antes de explicar o porquê, vamos aos esclarecimentos médicos necessários:

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Homens e mulheres com mais de 45 anos encontram bons resultados para a saúde na prática da corrida de rua — Foto: Istock Getty Images
  • Quais as doenças mais frequentes nessa faixa etária?

Sem dúvida as doenças cardiovasculares começam a se manifestar nesta faixa de idade nos homens e um pouco mais para frente nas mulheres (depois dos 50 anos). Aa atividade física regular pode ter um importante papel na prevenção desse problema.

  • Como elas evoluem?

Se diagnosticadas precocemente, o tratamento corretivo das causas das doenças cardiovasculares associado a um programa de reabilitação cardíaca com a obrigatória presença de um cardiologista durante todas as sessões fará a diferença para uma evolução favorável.

  • Ser um adulto inativo (sedentário) piora o prognóstico?

Fazer apenas o tratamento medicamentoso não é o ideal, porque o exercício físico estimula a produção de várias substâncias protetoras contra as doenças cardiovasculares, como por exemplo as citosinas antiaterogênicas.

  • Ser fisicamente ativo melhora o prognóstico?

Várias doenças circulatórias se beneficiam com o aumento da capacidade física em geral. Por exemplo, o chamado coração periférico dos pacientes com insuficiência cardíaca, que passam a suportar muito mais e melhor as atividades físicas que não conseguiam fazer direito.

  • Medicamentos ajudam ou atrapalham?

Pesquisas demonstraram que muitos efeitos terapêuticos dos medicamentos passaram a ser mais bem aproveitados nos pacientes que se reabilitaram fisicamente depois de 90 dias de exercícios físicos regulares.

      A corrida

Enfim, mesmo sabendo que o esporte preferido dos brasileiros é o futebol, uma atividade coletiva, uma opção muito procurada nos tempos atuais, e com milhares de adeptos, é a corrida de rua, esporte aeróbico por excelência.

Nas corridas de rua, serão exigidas poucas habilidades técnicas especiais, como são as necessárias na maioria dos esportes, e os benefícios cardiovasculares são importantes.

Os resultados para a saúde aparecem depois de 14 semanas de treinos e serão mantidos apenas se eles continuarem regularmente. É importante, para termos bons resultados, saber se hidratar, estar bem do ponto de vista nutricional (nunca correr em jejum) e usar um bom tênis (não o mais caro) para ser um esportista ativo e saudável.

Para praticá-la (e a qualquer outra atividade física), fazer uma avaliação médica é obrigatório nessa faixa de idade. Quanto ao aspecto técnico, deve-se buscar treinos com profissional de educação física habilitado, para atingir um bom desempenho e melhor resistência física.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Ge / EuAtleta.com.

Por: Nabil Ghorayeb

Fonte: Globo Esporte

+ Quais são a frequência, tempo e intensidade de exercício necessários?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as novas diretrizes para a prática de atividades físicas e combate ao sedentarismo. No guia, com base na literatura científica disponível até o momento, são oferecidas recomendações de frequência, tempo e intensidade de exercício necessários para promover benefícios significativos para a saúde, bem como para mitigar doenças em crianças, adolescentes, adultos e idosos. Além disso, o documento ainda oferece informações sobre grupos específicos, como gestantes, período pós-parto, portadores de doenças crônicas e de necessidades especiais.

a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as novas diretrizes para a prática de atividades físicas e combate ao sedentarismo. No guia, com base na literatura científica disponível até o momento, são oferecidas recomendações de frequência, tempo e intensidade de exercício necessários para promover benefícios significativos para a saúde, bem como para mitigar doenças em crianças, adolescentes, adultos e idosos. Além disso, o documento ainda oferece informações sobre grupos específicos, como gestantes, período pós-parto, portadores de doenças crônicas e de necessidades especiais.

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Crianças precisam de pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada/intensa — Foto: Istock Getty Images
  • Crianças e adolescentes (de 5 -17 anos):

Em crianças e adolescentes, a prática de atividades físicas contribui para melhora da saúde física e mental, proporcionando tanto a melhora da saúde cardiorrespiratória, metabólica e muscular quanto do desempenho cognitivo. Para tanto, a OMS recomenda que crianças e adolescentes pratiquem:

  1. Pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada/intensa, principalmente de natureza aeróbica;
  2. Pelo menos três vezes por semana, devem ser incluídas atividades que promovam fortalecimento muscular e melhora da saúde óssea, como por exemplo futebol, basquete e pular corda;
  3. Limitar o tempo em que a criança permaneça realizando atividades sedentárias é também fortemente recomendado, especialmente o tempo de tela. O comportamento sedentário infanto-juvenil está relacionado com aumento na incidência de obesidade, pior saúde cardiovascular, pior comportamento social e pior qualidade de sono.

Importante salientar que mesmo que não se atinja 100% da meta, fazer algum exercício é sempre melhor do que não fazer nenhum.

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#FiqueEmCasa dispara a realização de pequenas reformas https://www.revistasindico.com.br/arquitetura/2021/fiqueemcasa-dispara-a-realizacao-de-pequenas-reformas/482754 Tue, 19 Jan 2021 08:00:06 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482754 A pandemia impactou diretamente diversos setores da nossa sociedade. No entanto, um setor em específico viu seu rendimento aumentar a passos largos a partir da metade do ano, logo depois do momento de maior isolamento social. As pequenas reformas ou as obras “formiguinha” – jargão do setor que se refere a pequenos reparos como pinturas, consertos de parede etc., por conta própria ou por contratos com terceiros – tiveram um boom de crescimento.

De acordo com uma pesquisa do Grupo Consumoteca, 55% das pessoas da classe A e 39% da classe C fizeram alguma mudança na decoração desde o início da pandemia. Os portais de venda de produtos ligados à casa, reformas e construção também tiveram crescimento no período: a Mobly, por exemplo, marketplace de móveis e itens decorativos alcançou mais de 100% de aumento nas vendas durante a pandemia (de fevereiro a agosto/2020), com destaque para cadeiras e mesas de escritório, além de móveis para a sala de estar. 

Homem de máscara trabalhando em obra dentro de apartamento
Banheiros e escritório foram os locais mais requisitados durante a pandemia

Os especialistas e trabalhadores do setor acreditam que o fato de as pessoas estarem em casa por muito mais tempo fez com que muita gente olhasse para dentro pela primeira vez. Ou ainda despertou aquela velha vontade de fazer uma pintura, de trocar os puxadores, enfim, aquelas consertos que sempre deixamos para depois.

Foi assim com o assistente social e terapeuta Yago Pereira. Cumprindo à risca as normas de distanciamento social desde o início da pandemia, Yago está isolado em sua casa. As mudanças começaram com um pequeno reparo num rodapé que estava caindo há algum tempo. Em seguida, veio a ideia de pintar a sala para dar mais vida ao ambiente. Depois, por que não reformar os móveis? Assim, de um rodapé problemático, Yago acabou fazendo pequenas grandes reformas na casa toda, no melhor estilo “faça você mesmo”, com muita iniciativa e tutoriais do YouTube.

“Além de estarmos com móveis reformados, pintura nova, rodapé corrigido, as reformas foram também uma forma de tirar o foco do estresse das notícias. Em maio, as coisas estavam muito pesadas e ocupar o tempo também evitou crises de ansiedade. Foi uma forma de melhorar não só o ambiente, mas o clima da casa”, explica ele.

Yago mora em casa, assim, não teve tanto estresse com relação aos vizinhos. No entanto, quem mora em apartamento e quis reformar, teve que estar atento às regras estipuladas por cada condomínio. No início da pandemia, praticamente todos os síndicos interromperam ou proibiram obras nas dependências sociais e nas unidades. O motivo: evitar que pessoas de fora entrassem no prédio e evitar aglomeração. Aos poucos, cumprindo as normas de segurança do Ministério da Saúde, essas obras foram voltando a acontecer, atingindo o seu pico no segundo semestre.

Pessoas de máscara conversando dentro de apartamento em reforma
Equipe da empresa Help Reformas em mais um projeto: crescimento de 20% em 2020

Segundo o empresário Vitor Xavier Henriques, sócio da empresa carioca Help Reformas, especializada em reparos de unidades, a segunda metade de 2020 foi “o Natal” do setor e daqueles muito bons.

“A gente tem um histórico de a partir de agosto ser uma época boa para reforma e construção. Mas durante a pandemia, passamos um grande período parados, de março a maio. Chegou a ter o lockdown e fechamos tudo. Depois, quando as medidas começaram a afrouxar, o mercado voltou com força total. A demanda foi muito grande. Para se ter uma ideia, tivemos um crescimento de 20% em 2020, mesmo com três meses parados”, comemora.

Vitor conta que houve demanda de todo tipo de serviço, com destaque para reformas de banheiro, e claro, home office. “Na maioria das vezes, a reforma completa envolvia um dos cômodos ser voltado para o home office ou transformado em estúdio para transmissões on-line”, diz.

Para seguir com as demandas, foi preciso reduzir a quantidade de funcionários por obra, oferecer a possibilidade de afastamento aos funcionários com comorbidade, adquirir EPIs para todos, além de implementar treinamentos não só sobre as novas regras sanitárias, mas também sobre o novo coronavírus e como acontece o contágio.

“Como os síndicos foram os responsáveis pelas próprias regras em cada edifício, em alguns não podíamos ficar mais de cinco horas na obra e ainda com equipe reduzida, assim, o período todo trouxe muitos desafios”, relembra.

Nos condomínios da cidade de Niterói, no Estado do Rio, era necessário limpar todo o ambiente do reparo a cada duas horas, obedecendo a um decreto municipal. Já na cidade carioca, a cada três horas. Vitor conta ainda que teve que lidar com a falta de materiais essenciais, como o cobre, que sumiu das grandes produtoras, pois muitas fábricas grandes pararam.

O mercado de arquitetura também recebeu essa alta procura. “Acredito que mesmo com a crise econômica, as pessoas que estavam em casa resolveram olhar para dentro. Isso despertou muitas questões. Senti muita procura por projetos de interiores. Muita gente não olhava para a casa, como está olhando hoje. Houve uma necessidade de ter um ambiente mais agradável, com mais personalidade”, explica a arquiteta paulista Amanda Rocha, do escritório Due Arquitetura.

Amanda Rocha, arquiteta, em foto preto e branco
Segundo a arquiteta Amanda Rocha, no ano de 2020 houve uma grande procura por design de interiores

A profissional sentiu um crescimento de 40% na demanda de projetos de interiores e ainda um outro detalhe: “quem fazia só arquitetônico, quis fazer interior também. Muitos deixavam isso para depois, mas agora, a procura por fazer junto aumentou”. 

Projeto de design de interiores de um home office, pela arquiteta Amanda Rocha
Neste projeto assinado por Amanda Rocha, a idealização de um nome home office para o cliente

Vale lembrar que as reformas podem sim acontecer, mas obedecendo às regras sanitárias dos decretos municipais, do Ministério da Saúde, da OMS e ainda, obedecendo às regras de praxe de cada condomínio como os horários adequados para evitar barulhos e conflitos com vizinhos.

 

TOP 5 REFORMAS DA PANDEMIA:

1 – Home office – Segundo a Fundação Instituto de Administração, 40% das empresas brasileiras adotaram o home office, assim criar um ambiente de trabalho seja num quarto novo, na sala ou no próprio quarto de dormir virou a meta de muitos brasileiros;

2 – Pinturas – Aquela velha pintura que sempre ficava pra depois também foi destaque no período;

3 – Interiores – Projetos de interiores, mudanças nas dependências também foram alguns dos mais procurados;

4 – Móveis e itens de decoração – Móveis também bateram recorde de vendas. O Mercado Livre, por exemplo, de 24 de fevereiro a 3 de maio, registrou 84% mais pedidos na categoria Casa, Móveis e Jardim, em comparação ao mesmo período do ano passado;

5 – Armazenamento e liberação de espaço – As transformações em casa, independentes ou não, repercutiram também em outro mercado: o de aluguel de espaços de armazenagem. A GuardeAqui, empresa do setor, teve aumento de 24% de novos interessados de abril a junho de 2020, comparado ao período de janeiro a março.

 

Por: Mario Camelo

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Pazuello diz que vacinação contra a Covid-19 no país começa nesta segunda https://www.revistasindico.com.br/saude/2021/pazuello-diz-que-vacinacao-contra-a-covid-19-no-pais-comeca-nesta-segunda/482749 Mon, 18 Jan 2021 14:03:17 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482749 O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira (18) que a vacinação contra a Covid-19 será iniciada a partir das 17h em todo o país. O anúncio foi feito após ele sofrer pressão dos governadores, que pediram para antecipar o início da aplicação das doses, inicialmente previsto para esta quarta-feira (20), conforme informou a colunista Andréia Sadi.

“Acho que podemos começar hoje até o fim do expediente, a partir das 17h”, declarou o ministro.

Neste domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Momentos depois, o governo de São Paulo aplicou a primeira vacina da CoronaVac. O governo federal, no entanto, ainda não havia iniciado a distribuição do imunizante pelo país, o que foi programado para esta segunda.

O horário de 17h para o início da vacinação nacional foi proposto, segundo Pazuello, para dar tempo de todos os estados receberem as doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Avião da FAB que irá levar as doses da vacina aos estados brasilerios
Avião da FAB que irá levar as doses da vacina aos estados brasilerios — Foto: Tatiana Santiago/G1

Em cerimônia em São Paulo, Pazuello deu início à distribuição das doses pelo país no início da manhã. As caixas saíram do centro de distribuição de logística do Ministério da Saúde em Guarulhos, na Grande São Paulo.

“A todas as famílias das vítimas, recebam a nossa solidariedade. É muito difícil perder alguém que amamos. Está dado o primeiro passo para a maior campanha de vacinação do mundo”, afirmou o ministro.

O primeiro avião decolou da Base Aérea de São Paulo, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 9h52, com destino ao estado de Goiás, e ao Piauí.

Das 6 milhões de doses, 4.636.936 serão enviadas pelo governo federal aos estados brasileiros. As outras 1.357.640 serão distribuídas pelo estado de SP.

Força Aérea Brasileira inicia transporte de vacinas pelo País
Força Aérea Brasileira inicia transporte de vacinas pelo País — Foto: Tatiana Santiago/G1

Veja divisão das doses da CoronaVac para cada estado:

 

Região Norte

  • Rondônia – 33.040
  • Acre – 13.840
  • Amazonas – 69.880
  • Roraima – 10.360
  • Pará – 124.560
  • Amapá – 15.000
  • Tocantins – 29.840

Total de doses – 296.520

Região Nordeste

  • Maranhão – 123.040
  • Piauí – 61.160
  • Ceará – 186.720
  • Rio Grande do Norte – 82.440
  • Paraíba – 92.960
  • Pernambuco – 215.280
  • Alagoas – 71.080
  • Sergipe – 48.360
  • Bahia – 319.520

Total de doses – 1.200.560

Região Sudeste

  • Minas Gerais – 561.120
  • Espírito Santo – 95.440
  • Rio de Janeiro – 487.520
  • São Paulo – 1.349.200

Total de doses – 2.493.280

Região Sul

  • Paraná – 242.880
  • Santa Catarina – 126.560
  • Rio Grande do Sul – 311.680

Total de doses – 681.120

Região Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul – 61.760
  • Mato Grosso – 65.760
  • Goiás – 182.400
  • Distrito Federal – 105.960

Total de doses – 415.880

Antecipação

Após a cerimônia no galpão, Pazuello visitou, ao lado de alguns governadores, a câmara fria onde estão armazenadas as vacinas.

Em seguida, seguiu para a Base Aérea de São Paulo, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para acompanhar o carregamento do primeiro voo da FAB que vai distribuir a vacina para os estados.

“O cronograma inicial era a logística hoje, amanhã a logística dos estados para os municípios e na quarta-feira o início. Os governadores solicitaram que assim que chegassem nos estados [vacina] eles tivessem a liberdade de iniciar a vacinação. Nós pactuamos isso com os governadores presentes e com a representação do conselho de governadores e nós deveremos iniciar hoje a partir das 17h. Alguns estados podem iniciar um pouco depois, mas aqueles que começam, começam as 17h”, disse o ministro.

Questionado sobre a tropa de farpas com o governador João Doria, ele respondeu. “Ontem é passado, é para historiador. A partir de agora estou discutindo só futuro.”

Governadores

 

O evento desta segunda, que contou com a presença de alguns governadores, não teve a participação do governador João Doria (PSBD). O vice-governador, Rodrigo Garcia, representou o estado de São Paulo.

Em coletivas de imprensa simultâneas, Doria e Pazuello trocaram acusações neste domingo (17). Pazuello disse que o governo de São Paulo fez uma “jogada de marketing” ao iniciar a vacinação simbólica em profissionais da Saúde logo após a aprovação da vacina.

No evento do Ministério da Saúde, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, disse que o estado de São Paulo deve seguir o mesmo calendário do plano nacional de imunização para a vacinação dos próximos grupos prioritários.

“A decisão agora do plano nacional de imunização é tendo disponibilidade de vacinas é ampliar o público alvo. Ainda não há essa disponibilidade e, portanto, não há essa ampliação do público alvo”

“Teremos muita dificuldade de novas doses, existe uma programação definida pelo Butantan e pela AstraZeneca, agora é aguardar outras alternativas de vacina para que a gente alcance um número maior da população brasileira”, disse.

Questionado o motivo da ausência do governador João Doria no evento, Garcia disse que ele já tinha outros compromissos agendados.

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6 plantas ornamentais que são apostas para 2021 https://www.revistasindico.com.br/jardinagem/2021/6-plantas-ornamentais-que-sao-apostas-para-2021/482737 Fri, 15 Jan 2021 08:00:57 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482737 Quer colocar um pouco de natureza em casa? As plantas ajudam a compor a decoração e a criar uma atmosfera com mais leveza e bem-estar com facilidade. “Elas trazem aconchego e também despertam curiosidades. Quando começamos a cuidar de uma [espécie], há o aumento da percepção do ser, crescer e desenvolver”, afirma Íris Miranda, paisagista e diretora da empresa Iris Green Garden.

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As plantas ajudam a dar mais vida à casa e deixam a decoração mais interessante

A paisagista explica que é comum abrirem mão do cantinho verde em casa por causa dos cuidados para mantê-lo. “Mas costumo dizer que existe a planta certa para pessoa e local certo. Com esse ‘casamento’, você pode ter sua casa cheia de vida”, ressalta. Vale apostar no frescor das plantas em qualquer ambiente do seu lar!

No décor, elas imprimem personalidade e causam impacto visual. No entanto, é importante considerar alguns fatores antes de escolher a sua. “O interessante é parar e olhar o espaço. Se tem uma prateleira vazia, fica bonito uma planta pendente misturada com algumas menores. Se há um canto, mesmo a casa sendo mais minimalista, é legal colocar uma planta grandona ali. Se a casa não for minimalista, vale usar uma área “esquecida” e colocar três ou quatro plantas, compondo um cantinho de miniselva”, diz Gabriela Heringer, sócia e diretora criativa do Studio Lily.

Para facilitar a escolha das plantas que vão embelezar o seu lar, Gabriela nos ajudou a montar uma seleção com seis espécies ornamentais que prometem bombar este ano. Confira!

1. Syngonium Rosa

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Adapta à meia-sombra, em ambientes internos, mas também em jardins e canteiros.

Quando jovem, tem folhas simples e claras, com nervuras brancas. Depois, a folhagem fica completamente verde e, então, produz flores de espata rosada. Ela se adapta à meia-sombra, em ambientes internos, mas também em jardins e canteiros. Também gosta de umidade e regas regulares, mas não suporta frio.

2. Monstera borsigiana Variegata

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A costela-de-adão gosta bastante de luz indireta

Essa é a costela-de-adão dos colecionadores, porque é uma mutação mais difícil de ser encontrada. Algumas regiões mutantes não têm clorofila, fazendo com que apareçam manchas brancas. Ela gosta bastante de luz indireta, já que as regiões sem clorofila precisam ser compensadas pelas que possuem, e necessita de rega diária.

3. Begonia Dark Mambo

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Lembra o toque do veludo e tem coloração bem escura.

As folhas têm bordas assimétricas e formato levemente espiralado. A parte superior lembra o toque do veludo e tem coloração bem escura. Já a área inferior, tem um tom mais puxado para o vinho. Ela gosta de viver em meia-sombra e sempre bem úmida.

4. Philodendron Pink Princess

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A coloração muda de acordo com a luz solar que recebe.

Folhas rosadas, avermelhadas e com a mescla desses tons fazem essa espécie ser mais chamativa. A coloração muda de acordo com a luz solar que recebe. Quanto mais sol, mais rosada, quanto menos, mais folhas escuras. Ela gosta de solo úmido, mas não encharcado. Regá-la duas vezes por semana é o suficiente para que continue bonita.

5. Caladium
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No outono as folhas, normalmente, caem, mas retornam na primavera.

Tem folhas grandes com tons de verde, vermelho, rosa e branco. No outono as folhas, normalmente, caem, mas retornam na primavera. Para isso, retire o bulbo – que fica adormecido –, guarde em um local seco e com sombra, e replante depois. Para saber a hora de regar, é preciso observar se a terra está seca. Caso esteja, é só regar a planta sem excessos.

6. Hoya kerri

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O vegetal deve permanecer sob meia-luz e ter poucas regas.

Essa espécie de suculenta chama atenção por ter formato de coração. Se demorar para florescer, não se assuste! É supernormal que ela leve até anos para isso. O vegetal deve permanecer sob meia-luz e ter poucas regas. Se colocar muita água, corre o risco de apodrecer.

 

Fonte: Casa Vogue

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Como ficam os imóveis comerciais com a expansão do home office? https://www.revistasindico.com.br/locacao/2021/como-ficam-os-imoveis-comerciais-com-a-expansao-do-home-office/482724 Thu, 14 Jan 2021 08:00:30 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482724 Assim como diversos setores da economia, o mercado imobiliário vem sendo fortemente impactado pela pandemia do Coronavírus. Uma das consequências adotadas logo no início da crise foi a adoção do sistema de trabalho home office por muitas empresas. Algumas, inclusive, já anunciaram que a medida se tornará permanente, o que deixa um alerta para o segmento de imóveis comerciais. Em São Paulo, coração econômico do país, o setor já tenta analisar o que vem por aí e encontrar soluções.

Mulher segurando uma xícara de café e trabalhando em home office
No momento pós-pandemia, muitas empresas já prevêem a implantação definitiva do home office para diversos setores

De acordo com Adriano Sartori, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Sindicato do Mercado Imobiliário de São Paulo (Secovi-SP) – o maior da América Latina -, o segmento de escritórios foi fortemente afetado na cidade por conta da pandemia. 

“Com a decretação do estado de calamidade provocada pela pandemia do novo Coronavírus, a adoção do home office foi imprescindível para barrar a disseminação da COVID-19. Muitas empresas tiveram que alterar suas estratégias de expansão ou relocalização devido à necessidade de contenção de custos operacionais o que, circunstancialmente, permitiu a alguns inquilinos maior poder de barganha em novas negociações”, comenta Sartori.

Adriano Sartori, do Secovi-SP
Para Adriano Sartori, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, com a retomada da economia é possível que muitas empresas repensem suas estruturas físicas de trabalho

Segundo ele, o cenário tem sido ainda mais desafiador para as pequenas empresas ou aquelas que se enquadram nos setores mais afetados pelo fechamento de comércio e serviços, como o aéreo e de turismo. “Ao longo dos meses, com a retomada consciente das atividades econômicas, as empresas começaram a implantar os protocolos, garantindo o retorno gradual dos colaboradores aos escritórios com a devida segurança. Com os avanços ocorridos em torno da disponibilidade de uma vacina eficaz, é possível visualizar um novo cenário em que muitas empresas retornem à ocupação de seus escritórios, que deverão ser usados como um ponto de incentivo à inovação e à aprendizagem organizacional. Fatores esses que foram muito prejudicados pela adoção do home office”, aponta o vice-presidente. 

Ele acrescenta que, mesmo antes da pandemia, muitas empresas já vinham adaptando os seus escritórios para um modelo híbrido: “Elas já conviviam com o trabalho remoto, transformando o local de trabalho num poderoso hub de inovação, atraindo suas equipes para um ambiente de encontro e disseminação da cultura da empresa. A pandemia acelerou este processo e muitas empresas começaram a repensar o conceito antigo e estático de um escritório convencional para um modelo dinâmico, com ênfase em locais que propiciem encontros e troca de experiências”, explica. 

 

Acompanhamento de perto e possíveis soluções para a crise 

Em São Paulo, o segmento vem discutindo o cenário e as possíveis soluções por meio de reuniões e encontros virtuais durante todo o ano. “No atípico ano de 2020, o Secovi-SP intensificou as ações destinadas a minimizar os impactos da pandemia. Dentre as mais importantes, destaque para a elaboração e a apresentação do protocolo de reabertura dos escritórios com medidas de contingenciamento no ambiente de trabalho, acompanhadas e aperfeiçoadas permanentemente ao longo dos meses”, afirma Adriano Sartori, vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP. 

Ele aponta que não existe uma única saída para lidar com o processo de transformação no setor que acabou acelerado pela pandemia: “No pós-pandemia, acreditamos que haverá uma nova dinâmica do mercado imobiliário, em que situações específicas de edifícios comerciais que tenham sofrido com um período prolongado de desocupação poderão ser adaptados como edifícios residenciais, objetivando uma melhor performance de vendas ou de locação. O que irá determinar se a mudança é válida ou não, será, principalmente, a localização do imóvel em que se privilegiam áreas com boa infraestrutura de transporte e significativa atividade econômica do comércio local para atrair novos inquilinos, além da arquitetura atual do edifício em que se possibilite ou facilite a conversão de comercial para residencial ou misto”, conclui. 

 

Pandemia aprofundou uma crise que já existia no setor 

Além das imobiliárias, as administradoras de imóveis também vêm acompanhando de perto as transformações provocadas pela pandemia no setor. De acordo com Marcelo Borges, diretor de condomínio e locação da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), ainda não é possível definir com exatidão a influência do trabalho em home office na ocupação dos imóveis comerciais. 

Marcelo Borges, da Abadi
Marcelo Borges, da Abadi, não vê a possibilidade da criação de novas torres corporativas nas cidades até que haja o equilíbrio na taxa de vacância

“Hoje, temos uma elevada taxa de vacância, mas que se justifica por outros fatores como uma crise econômica ainda não estancada e o esvaziamento de algumas regiões. Por certo, algumas empresas diminuirão para sempre a metragem de ocupação por conta da experiência do teletrabalho, mas ainda é cedo para a definição de um percentual exato quando estivermos totalmente livres desse período pandêmico”, afirma. 

Segundo ele, se confirmando a tendência da continuidade do home office em algumas empresas, a recuperação do setor será mais lenta: “Se isso ocorrer, o preço dessas locações ficará modulado ao cenário de oferta e procura até que possamos atingir um equilíbrio. Precisamos vencer esse período de pandemia para que tenhamos possibilidade de encorajar o empreendedor. Ainda vislumbramos dificuldades na rápida ocupação dos imóveis comerciais atualmente vazios, razão pela qual cremos que não haverá construção de novas torres corporativas nos próximos anos, até que tenhamos um equilíbrio na taxa de vacância. Para os próximos meses enfrentaremos um período de negociações, mas acreditamos que com o crescimento da economia podemos vislumbrar um horizonte otimista”, destaca o diretor da Abadi. 

 

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Como será o avanço da tecnologia bancária em 2021? https://www.revistasindico.com.br/economia/2021/como-sera-o-avanco-da-tecnologia-bancaria-em-2021/482730 Wed, 13 Jan 2021 13:50:09 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482730 A transformação digital chegou com força no mercado financeiro. Nos últimos anos os bancos digitais e fintechs ganharam espaço no setor com ajuda regulatória do Banco Central, e, em 2020, o Pix, meio de pagamento instantâneo altamente tecnológico, começou a funcionar. Com um consumidor cada vez mais digital, foram movimentados R$ 83,4 bilhões no primeiro mês de funcionamento pleno da ferramenta.

Para acompanhar o avanço e garantir uma boa experiência para os clientes, os bancos brasileiros estão cada vez mais investindo em infraestrutura, tecnologia e segurança. Em 2021, a manutenção dos investimentos expressivos em tecnologia bancária de ponta, como inteligência artificial, analytics e cibersegurança, devem trazer mais produtos e soluções inovadoras.

Homem faz pagamento online
No final de novembro, o Banco Central já registrava o cadastramento de mais de 83 milhões de chaves, o número que o usuário precisa cadastrar em seu banco para usar o Pix.

“O setor bancário brasileiro investe anualmente cerca de R$ 24,6 bilhões em tecnologia para fazer frente às inovações e manter de pé uma estrutura que atenda a milhares de brasileiros. Iremos continuar ajudando o cliente na inclusão digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Confira quais são os principais destaques da agenda tecnológica bancária para este ano.

Novas funcionalidades do Pix

A facilidade de transferir e receber dinheiro em alguns segundos, todos os dias da semana, a qualquer horário e sem pagar taxas por isso foi muito bem aceita pelos brasileiros. E em 2021 o Pix ganhará outras funcionalidades. O Pix Cobrança, que começa a funcionar em março, deve impulsionar as transações entre pessoas e empresas ao permitir que lojistas, varejistas e prestadores de serviço criem QR Codes impressos para receberem pagamentos. Será permitido fazer cobrança com vencimentos em datas futuras, incluir cálculos de juros, multas e descontos em pagamentos.

Outra novidade, prevista para o segundo trimestre, é o Saque Pix. Com ele será possível fazer uma transferência pelo sistema de pagamento para estabelecimentos cadastrados e sacar a quantia em dinheiro neles. O Pix Garantido, que permitirá fazer transações como se fossem compras parceladas, também está nos planos.

Implementação do Open Banking

As quatros fases de implementação do Open Banking, sistema que cria novos modelos de negócios com o uso de APIs (interfaces de programação de aplicações), estão marcadas para 2021. Com isso, o cliente será dono de seus dados financeiros, podendo compartilhá-los com terceiros para obter produtos ou serviços financeiros.

“O Open Banking trará maior conveniência e uma melhor experiência do cliente. Também tende a intensificar as ofertas de valor para os clientes, com novos produtos e serviços”, afirma Leonardo Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN.

IA e Analytics

Inteligência Artificial tem aproximado os bancos dos clientes ao permitir que o atendimento fique cada vez mais personalizado e rápido. Investimentos em chatbots e assistentes virtuais devem ser os principais nesse sentido. Esses robôs, ao cruzar dados, são capazes de tirar dúvidas e até sugerir investimentos.

A tecnologia também se faz importa em áreas de backoffice no reconhecimento de imagens, assinaturas em cheques e modelos de risco de crédito, e em áreas jurídica e de RH. Ao combiná-la com o analytics, é possível interpretar informações e gerar KPIs robustos. Não à toa o investimento é pesado.

Segurança da informação

Com o aumento da conectividade, mais golpes cibernéticos passaram a ser registrados. Quando se trata de serviços financeiros, todo cuidado é pouco. Os bancos brasileiros investem anualmente cerca de R$ 2 bilhões em sistemas TI voltados para segurança, afinal, ter a confiança do cliente é um ponto muito importante.

A atenção para desenvolvimento e implementação de novas soluções e tecnologias seguras, além da manutenção de equipes que identificam situações divergentes do comportamento habitual do cliente estarão no foco do setor.

+ Os próximos passos dos meios de pagamento digitais

Mulher realizando pagamentos online
A entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020, trouxe um novo ar de modernidade para os meios de pagamento utilizados no Brasil.

A adoção de meios de pagamento digitais foi impulsionada pela pandemia e pela chegada do PIX; papel moeda perde força

A entrada em funcionamento do Pix, em novembro de 2020, trouxe um novo ar de modernidade para os meios de pagamento utilizados no Brasil.

Criado pelo Banco Central, o sistema de pagamentos instantâneos tornou mais rápidas e seguras as operações de transferência e pagamento, permitindo que o usuário possa movimentar valores 24 horas por dia, todos os dias do ano, até mesmo nos finais de semana e feriados.

O Pix também pode ser usado para pagamentos de impostos e contas de água e luz e possibilita que compras feitas em lojas, restaurantes e todos os tipos de estabelecimentos comerciais sejam pagas através de um QR Code.

Por que a chegada do Pix é tão importante?

Para as empresas, a capacidade de fazer transferências com toda segurança e os custos menores das transações trazem agilidade e alavancam a competitividade e eficiência no mercado.

Já para o consumidor, além da facilidade, o uso do Pix é gratuito e permite que mesmo pessoas sem um conta bancária realizem operações financeiras. Ou seja, ele promove inclusão e coloca mais gente pronta para consumir no mercado.

O brasileiro adotou a tecnologia rapidamente. No final de novembro, o Banco Central já registrava o cadastramento de mais de 83 milhões de chaves, o número que o usuário precisa cadastrar em seu banco para usar o Pix.

O que deve vir depois? Que outros meios de pagamento digitais podemos esperar para o futuro?

Pandemia impulsiona o uso da tecnologia

O uso de papel moeda vem caindo ano a ano no Brasil. O mais antigo método de pagamento ainda em uso pelo homem perde espaço para os cartões de débito e crédito no país. Pelos números do Banco Central, existem mais de 225 milhões de cartões ativos, somadas as duas funções.

Por outro lado, ainda vivemos no país do cheque pré-datado e do carnê de prestações e o uso desses meios de pagamento varia de acordo com as regiões e o nível econômico da população.

A pandemia de Covid-19 impulsionou o uso da tecnologia para o pagamento de compras e serviços. Fechada em casa, não restou alternativa à população a não ser fazer compras online em sites e aplicativos.

De acordo com dados do Instituto Locomotiva, divulgados pela Agência Brasil, as compras feitas por aplicativos cresceram 30% no país durante a crise provocada pelo coronavírus. O mesmo levantamento aponta que 49% dos entrevistados pretendem ampliar o uso dos aplicativos para pagar as compras mesmo após o fim da pandemia.

Novos meios de pagamento digitais

Hoje, além dos métodos tradicionais, de totens e autoatendimento e do Pix, outros meios de pagamento ganham espaço no mercado e conquistam a confiança dos consumidores.

O pagamento contactless (ou por aproximação), no qual a pessoa aproxima o cartão ou uma carteira digital de um sensor, é um modelo que tende a crescer na medida em que os bancos e empresas substituam os cartões antigos por outros com a nova tecnologia – que também é segura do ponto de vista da saúde, uma vez que evita o contato físico.

O mesmo acontece com o QR Code. Aos poucos o mercado está disponibilizando o método, que não é novo, mas precisava ser incorporado à cultura do consumidor. Hoje, muitos estabelecimentos comerciais colocam próximo ao caixa uma plaquinha com o código para que o cliente faça a leitura com o seu smartphone na hora de pagar.

As contas digitais também facilitaram o processo de pagamento. Mesmo disponibilizando cartões físicos, bancos como o Nubank ou o Inter, entre outros, oferecem versões digitais dos mesmos com as mesmas funções e que ainda podem ser colocadas em carteiras virtuais nos smartphones.

Em breve, o WhatsApp Pay, método de transferência de valores do aplicativo, deve entrar em uso no país. A empresa, que pertence ao Facebook, solicitou autorização do Banco Central em junho de 2020, mas até o final do ano não havia obtido a licença para colocar o serviço em funcionamento.

Em novembro, durante uma entrevista sobre o Pix, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto afirmou que o WhatsApp Pay começaria com transações entre pessoas – P2P (person to person), para depois chegar os P2M (person to merchan), entre consumidores e empresas.

O aplicativo permitirá tanto transferências quanto pagamentos e será um grande impulsionador de pequenos negócios, uma vez que o WhatsApp é muito utilizado por vendedores autônomos em todo Brasil.

O que vem por aí?

Olhar mercados mais evoluídos da Europa, Ásia e América do Norte sempre nos oferece a chance de vislumbrar como pode ser nosso futuro próximo.

A China, o país que inventou o papel moeda, foi o primeiro a reduzir drasticamente o seu uso e – diferente do Ocidente – não adotou os cartões de crédito, mas deu um salto direto para o digital. Hoje no país asiático o smartphone faz a função de carteira e a leitura de QR codes é corriqueira até para a compra de peixes na feira.

Talvez por uma questão cultural, o Brasil seguiu o modelo norte-americano de uso de cartões e é provável que adote também o uso de serviços como o Apple Pay ou Google Pay que estão em alta por lá, principalmente após o início da pandemia. O cliente vincula um cartão de crédito à plataforma e pode realizar pagamentos sem nenhum contato físico. Outras empresas, como a Samsung e o Walmart, também criaram serviços similares.

Enquanto isso na Europa, a moda são os wearables, dispositivos “vestíveis” como relógios, anéis e pulseiras, entre outros, que possuem chips e podem ser usados para efetuar as transações por aproximação. Dos dez países do mundo que mais utilizam esse tipo de sistema, nove estão no continente.

O aumento do uso de pulseiras inteligentes e smartwatchs no mundo todo, inclusive por aqui, pode estimular essa modalidade, mas é bem possível, em um país de grandes dimensões e diferenças sociais como o Brasil, que vários meios de pagamento sejam adotados e ofereçam ao consumidor cada vez mais comodidade e segurança.

Fonte: Consumidor Moderno
Por: LARISSA SANT’ANA
Por: EDITOR CM
Fotos: Freepik

 

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Como garantir a segurança nos condomínios durante o período de férias? https://www.revistasindico.com.br/seguranca-3/2021/como-garantir-a-seguranca-nos-condominios-durante-o-periodo-de-ferias/482719 Tue, 12 Jan 2021 13:47:17 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482719 As férias são ocasiões esperadas por muitas pessoas, mas podem significar uma preocupação a mais para o síndico e todos os demais que dividem o ambiente condominial, já que este período exige cuidados redobrados no quesito da segurança.

Nesta época, alguns condomínios podem virar alvo de invasores e, por isso, atitudes simples podem afastar esse tipo de problema. A segurança preventiva está diretamente ligada à mudança de hábitos e descumprir as normas estabelecidas é colocar em risco a segurança das pessoas que habitam e trabalham nesses locais. O síndico deve levar o assunto à Assembleia sempre que possível, para que os moradores também possam contribuir para o bem-estar e a proteção de todos. 

No condomínio Frei Cassiano, no Rio de Janeiro, o síndico Ulisses Ferreira cumpre à risca todas as medidas de segurança estabelecidas no Regimento Interno. “Durante o período das férias escolares e confraternizações, notamos uma maior circulação de pessoas, por isso a administração está sempre criando estratégias para tornar o ambiente mais seguro para todos. Uma delas é reforçar as orientações de vigilância aos funcionários, principalmente na entrada e saída de visitantes. É importante se manter em permanente estado de alerta”, afirma o síndico.

O SecoviRio, Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro, orienta moradores, síndicos e administradores sobre como reforçar a segurança no período das férias. Dentre as medidas, “é recomendável deixar as chaves e o telefone de contato com algum parente ou amigo próximo, de preferência alguém que não more no mesmo local, e avisar um vizinho de confiança sobre a ausência, pois ele poderá ficar atento a qualquer movimentação estranha”.

Lembre-se: Não é seguro fornecer muitos detalhes sobre datas de viagens e períodos longos de ausência a pessoas estranhas. Cancelar a entrega de jornais e revistas durante este período também é uma ótima medida de segurança, já que o acúmulo deste tipo de correspondência pode delatar uma residência vazia.

Para aqueles que ficam em casa, a garagem necessita de atenção extra, por ser um dos pontos mais vulneráveis do condomínio. Pesquisas revelam que, nos últimos anos, 90% das invasões ocorreram pela garagem ou porta da frente. Por isso, ao chegar com o carro, o condômino deve acender a luz interna do veículo ou abaixar os vidros. Desta maneira, os funcionários da portaria podem ter certeza de que o motorista é o morador do prédio, e não algum invasor que tomou posse do controle remoto da garagem.

Segurança física das instalações + capacitação dos funcionários + conscientização dos moradores é o segredo da segurança condominial

Os condomínios fechados ainda são considerados uma opção mais segura para moradia. Porém, a chance de tudo dar certo é muito maior quando todos os envolvidos unem suas forças e agem com rigor e responsabilidade. Para o Tenente-Coronel da Polícia Militar/SP e especialista em segurança em condomínios, José Elias de Godoy, cabe ao síndico planejar, administrar e promover a execução das medidas de proteção de cada prédio. 

Tenente-coronel José Elias de Godoy segurando um exemplar do seu livro Técnicas de Segurança em Condomínios
José Elias de Godoy, especialista em segurança condominial, é autor de livro sobre o assunto

“É interessante que haja uma comissão de segurança para que se avalie a necessidade da elaboração de procedimentos claros e objetivos, além de verificar a viabilidade de instalação e atualização dos equipamentos de segurança já existentes. É muito importante treinar a equipe e orientar os moradores”, explica ele, que também é autor do livro Técnicas de Segurança em Condomínios compre aqui. Diante disso, a conscientização de todos sobre os seus respectivos papéis na manutenção da segurança é essencial.

Fragilidades e vulnerabilidades nos sistemas de segurança, distrações, ingenuidade e despreparo são as falhas mais comuns observadas quando algum incidente envolvendo a falta de segurança acontece. Embora as ocorrências policiais durante o período da pandemia tenham diminuído, os assaltos continuam ocorrendo. Por isso, todo cuidado é pouco, ainda mais nesta época em que muitos imóveis ficam vazios. 

Câmera de segurança instalada em poste em condomínio
Equipamentos de segurança, como câmeras, devem ser revisados com regularidade para contribuir no monitoramento interno

“Acredito que a proteção do condomínio está ligada a três bases principais que são: segurança física das instalações, investimento em funcionários e conscientização dos condôminos”, finaliza José Elias.

Cenários como o recebimento constante de encomendas, a grande circulação de visitantes e os moradores que viajam, precisam estar bem planejados e monitorados, a fim de garantir todo o processo de segurança condominial. 

Alguns procedimentos simples envolvendo tecnologia, porteiros, zeladores e os próprios moradores podem ser realizados para promover maior segurança ao condomínio. Assim, a época mais aguardada do ano não será motivo de dor de cabeça para ninguém.

Moradores e a segurança condominial 

Os moradores têm um papel fundamental na manutenção da segurança no condomínio, não apenas nesta época, mas durante todo o ano. Diante disso, o síndico deve fazer um trabalho de orientação a respeito das normas e procedimentos de segurança a serem seguidos. 

Veja abaixo algumas dicas de segurança para os moradores – os que estarão ausentes ou presentes em suas casas – durante este período:

– Tranque todas as portas antes de sair;

– Não deixe a sua chave na portaria;

– Não esconda a chave embaixo do capacho ou em um vaso próximo da sua porta;

– Evite avisar a todos sobre o período em que estiver fora. Quanto menos pessoas souberem sobre as datas de ida e volta, mais segura a sua residência estará;

– Deixe autorizado o acesso da empregada doméstica, caso a mesma venha durante sua viagem;

– Caso vá algum parente cuidar do seu animal de estimação ou molhar as plantas, deixe avisado com antecedência no condomínio.

 

Por: Juliana Almeida

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5 dicas para organizar as finanças e alugar um imóvel https://www.revistasindico.com.br/locacao/2021/482715/482715 Mon, 11 Jan 2021 13:09:18 +0000 https://www.revistasindico.com.br/?p=482715 Ao contrário do antigo “sonho da casa própria”, as novas gerações estão optando cada vez mais por viver em imóveis alugados. Conforme uma pesquisa realizada pela agência Today, 80% das pessoas entre 25 e 39 anos preferem alugar uma casa ou um apartamento, ao invés de comprá-los. A decisão está relacionada a uma série de fatores, inclusive ao desejo de obter a liberdade financeira sem ter que congelar uma parte da renda para o financiamento de uma propriedade. No entanto, sem o planejamento financeiro adequado, o aluguel também pode se tornar um pesadelo ao orçamento.

Organização, planejamento e pesquisa são os fatores principais para evitar complicações, seja na hora de comprar ou de alugar um imóvel. Pensando nisso, ouvimos dois especialistas e reunimos cinco dicas para te ajudar a se planejar financeiramente antes de assinar um contrato de aluguel. Confira!

1. Coloque na ponta do lápis

Antes de assinar um contrato para alugar um imóvel, é fundamental entender se o preço do aluguel é compatível com o mercado e se cabe no orçamento familiar. De acordo com a professora de finanças da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e assessora de investimentos da XP Investimentos, Virginia Prestes, os custos com aluguel não devem ultrapassar 30% da renda familiar.

Além disso, nesta hora é importante considerar ainda as contas fixas, como água, luz, internet e gás, por exemplo. Afinal, estes fatores podem impulsionar os custos mensais e contribuir para o endividamento do inquilino. Em relação ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que é uma destas despesas, uma dica é solicitar pagamento à vista para tentar conseguir um bom desconto, de acordo com o CEO da CredPago, Jardel Cardoso.

2. Considere os custos com a mudança

Outro custo que também deve ser levado em conta antes de alugar um imóvel são os gastos com a mudança. Apesar de não ser um custo fixo, o montante pode ser bastante alto. Assim, de acordo com Cardoso, é essencial pesquisar os valores cobrados pelas transportadoras. “Pegue referências do serviço com amigos, familiares, veja qual é a melhor opção custo-benefício e lance na sua planilha de gastos”, recomenda o executivo.

3. Esteja atento na visita

Antes de assinar o contrato, é importante checar também se o imóvel necessita de algum tipo de reforma ou reparo para evitar maiores gastos no futuro. “Caso precise de algum reparo, fale com a imobiliária para negociar se as despesas serão reembolsáveis e como serão pagas”, recomenda Cardoso.

4. Faça uma reserva de emergência

dicas-para-se-organizar-financeiramente-antes-de-alugar-um-imovel
Dicas para se organizar financeiramente antes de alugar um imóvel

Colocar os custos na ponta do lápis pode parecer suficiente para evitar surpresas no futuro. No entanto, crises econômicas, desemprego ou imprevistos podem acontecer e colocar em risco o pagamento do aluguel. Por conta disso, segundo Prestes, é importante ter uma reserva de emergência. Basicamente, como o nome sugere, este termo representa uma quantia de dinheiro que devemos guardar para situações atípicas.

De acordo com a economista, é aconselhado que a reserva de emergência consiga cobrir ao menos quatro meses dos custos familiares. “É fundamental para que, se houver falta de emprego ou algum problema nas finanças familiares, a pessoa não se torne inadimplente”, explica.

5. Fique atento aos reajustes

Se atentar aos reajustes do aluguel também é essencial para conseguir se organizar financeiramente. No último ano, por exemplo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), principal indicador utilizado como referência para os contratos de locação, registrou a maior variação positiva dos últimos 18 anos. Entre janeiro e dezembro de 2020, o índice avançou 23,14%, o que fez com que o valor do aluguel ficasse acima do orçamento de muitas famílias.

Neste caso, uma dica é buscar contratos que utilizam outros indicadores. “É importante a pessoa ver qual índice tem mais a ver com a capacidade de pagamento dela”, explica a economista. Segundo ela, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) ou o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) são opções menos voláteis que também são utilizadas em contratos de locação e que podem ser boas opções para escapar das fortes altas do IGP-M.

Nos casos em que não for possível utilizar um novo contrato baseado em outro índice de inflação, é importante que o inquilino saiba renegociar o valor do aluguel. No link, confira o passo a passo para chegar ao melhor acordo com o proprietário na hora de renegociar.

Fonte: Casa Vogue

Foto:  Getty Images

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