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Férias nos condomínios

Por Revista Síndico
Última atualização: 18/11/2021

Cheerful children playing waterguns, rejoicing, jumping, swimming in pool. Copy space
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Alerta maior para os dispositivos de segurança e reforço no treinamento dos funcionários

A época das férias pode representar descanso para alguns, mas também alerta para outros. Isso porque durante este período há uma movimentação maior de pessoas pelos condomínios e cenários como o recebimento constante de encomendas, circulação de visitantes, imóveis vazios e festas de confraternizações, que precisam estar bem planejados e monitorados, a fim de garantir todo o processo de segurança condominial. 

Alguns procedimentos simples, envolvendo tecnologia, treinamento de porteiros e zeladores, e a conscientização dos próprios moradores podem ajudar a oferecer uma maior segurança ao condomínio. Assim, a época mais aguardada do ano não será motivo de preocupação para ninguém!

O Secovi Rio – Sindicato da Habitação orienta moradores, síndicos e administradores sobre como reforçar a segurança no período das férias, principalmente para os moradores que viajam. Dentre as medidas, “é recomendável deixar as chaves e o telefone de contato com algum parente ou amigos próximos, de preferência alguém que não more no mesmo local, e avisar um vizinho de confiança sobre a ausência, pois ele poderá ficar atento a qualquer movimentação estranha”.

Para aqueles que ficam em casa, a garagem necessita de atenção extra, por ser um dos pontos mais vulneráveis do condomínio. Pesquisas revelam que, nos últimos anos, 90% das invasões ocorreram pela garagem ou porta da frente. Por isso, ao chegar com o carro, o condômino deve acender a luz interna do veículo ou abaixar os vidros. Desta maneira, os funcionários da portaria podem ter certeza de que o motorista é o morador do prédio, e não algum invasor que tomou posse do controle remoto da garagem ou do próprio veículo.

De fato, nesta época, alguns condomínios viram alvos fáceis de invasores e, por isso, atitudes simples podem afastar esse tipo de problema. A segurança preventiva dos condomínios está diretamente ligada à mudança de hábitos e descumprir as normas estabelecidas é colocar em risco a segurança das pessoas que neles habitam e trabalham. O síndico deve levar o assunto em assembleia sempre que possível, para que os moradores também possam contribuir para o bem-estar e a proteção de todos. 

O consultor em segurança e diretor da empresa Migdal Consulting, Nilton Migdal, acredita que o papel dos síndicos e porteiros na questão da segurança é fundamental em qualquer situação. Mas para ele, os moradores também são responsáveis pela segurança interna do condomínio. “Os moradores devem se inteirar sobre todas as normas e procedimentos de segurança, segui-las e ajudar com pequenas atitudes em relação às entregas de encomendas, visitas e a execução de serviços em suas unidades”, diz. 

homem com óculos
Segundo o consultor Nilton Migdal, o papel dos síndicos e porteiros na questão da segurança é fundamental

Recentes pesquisas apontaram que cerca de 65% dos assaltos a edifícios teve como fator principal a desatenção do porteiro, aliado à falta de treinamento e orientação. “O síndico deve deixar as normas de segurança registradas e bem claras, tanto para os porteiros, como para os seguranças e controladores de acesso, e tem que dar o devido respaldo aos funcionários quando eles agirem corretamente, mesmo que isso cause algum tipo de desconforto ao morador”, opina Nilton.

O porteiro deve se conscientizar de que ele é, no tocante à segurança, a pessoa mais importante do condomínio, pois tudo passa primeiramente por ele e o sucesso ou fracasso de uma investida criminosa, depende muito da sua atuação. O consultor lembra ainda que as falhas na segurança só acontecem quando não existem normas e procedimentos bem definidos, e quando não são executados de maneira correta. 

Apesar dos condomínios fechados ainda serem considerados uma opção mais segura para se morar e um dos principais motivos que levam as pessoas a procurarem esse tipo de empreendimento seja uma maior sensação de segurança, a chance de tudo dar certo é bem maior quando todos os envolvidos unem suas forças e agem com rigor e responsabilidade. Na opinião de muitos especialistas, cabe ao síndico planejar, administrar e promover a execução das medidas de proteção de cada prédio. Mas se o síndico estiver ausente por algum motivo, o assunto pode ser tratado com o subsíndico ou até com algum membro do conselho.

No condomínio Queen Victória, localizado na zona Oeste do Rio de Janeiro, o síndico Nelson Gomes Barreto está sempre atento às questões de segurança e garante que durante o período das férias a preocupação é ainda maior. “Nos meses de dezembro e janeiro o condomínio recebe muitos visitantes, principalmente nas áreas de lazer, piscina e salão de jogos, por isso, com a proximidade desse período, reforçamos nossos treinamentos de segurança e verificamos todo o circuito interno de TV e de alarmes, tudo para garantir a tranquilidade de todos os moradores”, explica.

Fragilidades e vulnerabilidades nos sistemas de segurança, distrações, ingenuidade, despreparo, e até a ousadia dos ladrões são as falhas mais comuns observadas quando algum incidente envolvendo a falta de segurança acontece. Por isso, todo cuidado é pouco e é importante se manter em permanente estado de alerta! “Acho que a segurança é um dos pontos que merecem mais atenção na administração de qualquer condomínio, afinal, precisamos zelar pelo bem-estar físico e material de muitas famílias. A responsabilidade é grande, mas com investimento, educação e treinamento adequados, conseguimos garantir a proteção de todos”, afirma o síndico.

 

Como os moradores podem ajudar? 

Os moradores têm um papel fundamental na manutenção da segurança do condomínio, não apenas nesta época, mas durante todo o ano. Diante disso, a conscientização dos condôminos, síndicos e funcionários sobre os seus respectivos papéis torna-se essencial. Uma sugestão é a criação de uma comissão de segurança para que se avalie a necessidade da elaboração de procedimentos claros e objetivos, além da verificação sobre a instalação e atualização dos equipamentos de segurança já existentes.  

homem com camisa branca
Para o especialista em segurança, Carlos Eduardo Caires, é muito importante treinar a equipe e orientar os moradores sobre os riscos

Na opinião do especialista em segurança condominial, Carlos Eduardo Caires, “todo tipo de procedimento humano ou técnico que venha trazer benefícios para a segurança dos moradores deve ser adotado pelos condomínios. Entre eles estão alguns exemplos como: instalação de botão de pânico entre os prédios de condomínios vizinhos; o acompanhamento do porteiro em toda operação de carga e descarga; a fiscalização durante a realização de festas e eventos com lista de convidados entregue na portaria com antecedência; o impedimento da entrada de pessoas estranhas e sem autorização de um morador; entre outros. É muito importante treinar a equipe e orientar os moradores frequentemente sobre todos esses pontos”, defende Carlos Eduardo.

Todo síndico deve fazer um trabalho de orientação a respeito das normas e procedimentos de segurança a serem seguidos. Apesar de ser um período de descanso, as férias, sejam no inverno ou verão pedem por atenção especial com a segurança, pois não importa se a ausência será curta ou prolongada, alguns cuidados são essenciais para que o retorno seja tão agradável quanto o período de descanso. 

Por: Juliana Marques

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