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Como montar a sua própria horta em 5 passos

Por Revista Síndico
Última atualização: 14/12/2021
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capas para site SINDICO
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Com a necessidade de ficar mais dentro de casa por conta das medidas protetivas contra a Covid-19, muita gente redescobriu as suas moradias nos últimos meses. Houve quem investiu em pequenas obras, comprou aquele eletrodoméstico dos sonhos e até mesmo quem decidiu encarar a missão de virar pai ou mãe de plantas. O objetivo era criar um lar ainda mais acolhedor para amenizar os efeitos do isolamento necessário. 

A busca de um contato maior com a natureza também era uma meta de muita gente. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Brasília, a prática de atividades em ambientes naturais é capaz de trazer inúmeros benefícios à saúde, além de contribuir para aquela sensação de bem-estar e felicidade. Assim, quem já tinha em casa um espaço que possibilitasse esse ganho, usou mais, e quem não tinha, tratou de criar alternativas.  

Uma prática que tem se tornado cada vez mais comum nos centros urbanos é a criação de  pequenas hortas. No melhor estilo DIY, ou melhor, sigla em inglês para “do it yourself”, muitas pessoas colocaram a mão na terra, literalmente, e viraram especialistas na escolha de sementes, plantio de temperos e hortaliças. Fosse em pequenos vasos instalados na varanda, jardineiras ou canteiros verticais, a atividade foi ganhando cada vez mais adeptos da produção caseira dos seus próprios alimentos. 

Carlos Alberto Tavares é síndico há quatro anos de um condomínio na Tijuca, zona Norte do Rio de Janeiro, e hoje tem o maior orgulho da pequena horta que ajudou a criar. A ideia, segundo ele, foi sugerida por uma moradora, e não demorou muito para que ele topasse essa iniciativa. “Utilizamos um espaço que já existia na área comum do condomínio. Pedi ao pedreiro para construir um canteiro e a partir daí fomos montando a nossa horta, por pura intuição e sugestões”, conta. 

homem de óculos
Carlos Alberto reuniu os moradores e criou uma horta orgânica dentro do condomínio

Na horta comunitária de Carlos todo mundo pode participar, inclusive as crianças. “Elas foram convidadas para fazer o plantio com sementes e agora estão acompanhando da germinação até o crescimento. Minha neta também participou e todos os dias vai na horta ver o que plantou”, declara ele, empolgado. 

De fato, para os pequenos moradores, os benefícios de um maior contato com esse tipo de ação são inúmeros. Além de ensinar na prática a origem dos alimentos, as introduz no estudo da ciência, da sustentabilidade e ainda incentiva a adoção de uma alimentação mais saudável. 

vegetais
Parte da produção da horta orgânica criada no condomínio do síndico Carlos Alberto, no Rio de Janeiro

Hoje, o próprio Carlos, sua esposa e o zelador são os responsáveis oficiais pela manutenção da horta, mas se depender dele a ideia deu tão certo que a expectativa é de ampliação. “Nossa produção ainda é pequena e toda a colheita é distribuída entre os moradores, mas já tenho planos de utilizar uma parede de treliça para pendurar garrafas pet e plantar hortaliças. Já estou juntando todo o material que será necessário”, adianta. 

horta
O síndico Carlos utilizou um espaço no condomínio para construir um canteiro para a nova horta

Se você se interessou na criação de sua própria horta, mas não sabe como começar, a gente preparou aqui 5 passos para você criar uma do zero: 

 

  • Onde plantar

Definitivamente, espaço não é problema para quem tem disposição e um pouco de criatividade, mesmo que você more em apartamento. Dá para usar vasos diversos e realizar o plantio em recipientes individuais e espalhar pela casa ou em uma bancada comum na varanda, por exemplo. 

O uso de jardineiras mais estilosas de chão ou prateleiras instaladas na cozinha ou área de serviço podem dar um charme a mais, contribuir com a decoração e trazer o frescor do verde para dentro de casa. 

Outra opção muito utilizada atualmente são os jardins verticais, instalados em bases de madeira, cimento ou ferro, e o uso de latinhas como vasos, cachepots ou mesmo garrafas pet, como a ideia do síndico Carlos. 

Se você pensa em expandir para todos os moradores do condomínio participarem, escolha um local de acesso comum e monte os canteiros em um espaço permeável. Mas não se esqueça: o lugar precisa te garantir pelo menos seis horas diárias de incidência solar. 

 

  • O que plantar

As opções são variadas e vai depender do espaço que você tem disponível e dos seus interesses com a produção. Leve sempre em consideração a profundidade do solo e a época do ano também. 

Em dezembro, cenoura, pepino e repolho são indicados, enquanto para janeiro é o mês do alface, espinafre, rúcula, agrião e couve. No blog Plantei, há um calendário detalhado para te ajudar a escolher as espécies mais adequadas em cada mês. 

Mas se você é um iniciante neste universo das hortas orgânicas, que tal começar com temperos e ervas aromáticas? Manjericão, cebolinha, alecrim, salsinha, hortelã, pimentas, dill e orégano são ótimas opções. 

Uma dica especial é sempre preferir as sementes e mudas orgânicas, ou seja, que não recebem nenhuma interferência química e são selecionadas por formas naturais e com a menor intervenção humana possível.

 

  • O que você vai precisar

Antes de iniciar o plantio você vai precisar preparar a terra. Tudo começa com uma boa limpeza – caso o espaço seja em um canteiro do condomínio, seguida de uma adubação adequada. Neste caso, outra solução que pode ser incorporada à sua horta é a criação de uma composteira. Assim, você garante o adubo orgânico que precisa através do reaproveitamento de resíduos sólidos que iriam para o lixo – sem custo e tudo natural!

Se o local, no entanto, não tiver uma área permeável, ou seja, com terra disponível, construa canteiros com tijolos, manta impermeabilizante e, por fim, terra. 

Para delimitar e proteger o espaço da sua horta, utilize fios, linhas e estacas, ou mesmo considere a possibilidade de instalar cercas vivas. De ferramentas, você não vai precisar de nada muito complexo: tesoura para jardim, luvas e uma pequena pá já são suficientes para encarar esse desafio. 

 

  • Dicas de manutenção

Regularmente, é importante responsabilizar-se pela rega da horta, bem como a limpeza e checagem de possíveis ervas daninhas ou pragas. Se a sua horta for comunitária, convém colocar um dos funcionários do condomínio como a pessoa responsável pela manutenção, mas nada impede que seja criado um grupo de voluntários com tarefas para serem desenvolvidas através de uma escala de trabalho. 

É importante também bastante atenção ao nível de umidade do solo e controle através da instalação de uma cobertura seca composta por substrato, areia, húmus ou matéria orgânica. 

Se a sua horta segue a linha orgânica, saiba que há técnicas simples e sustentáveis também para o controle de pragas. Você sabia, por exemplo, que as joaninhas podem ajudar a cuidar das suas plantas de forma natural, pois comem pulgões, moscas brancas e outros insetos que podem ser prejudiciais? Para atraí-las, cultive flores como tulipas e lírios (que possuem formato de sino), mas também erva-doce, angélica ou cominho. 

Outros produtos, como sabão de coco, alho, cebola, pimenta e folha de tomate também são bastante utilizados como inseticidas naturais. 

 

  • Colheita 

Quando for pesquisar as espécies mais adequadas ao espaço que você tem disponível, não se esqueça também de conferir o tempo médio de colheita e as técnicas específicas para cada tipo de alimento. A forma incorreta poderá causar danos às plantinhas, alguns até irreversíveis. 

Se a sua horta é comunitária, aproveite o momento da colheita para organizar alguma ação com os moradores e promover a integração entre eles. Este momento pode se tornar algo festivo e até educativo para as crianças. Todo mundo se envolve e você ganha mais parceiros nesta iniciativa. 

Vídeo para ajudar a criar sua horta: 

 

 

Por: Cintia Laport

 

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