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Como garantir uma limpeza e higienização segura para o seu condomínio e em shoppings?

Por Revista Síndico
Última atualização: 03/12/2020

Frequentadores do shopping usam máscaras
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Como garantir uma limpeza segura para o seu condomínio?

Diante da pandemia do novo coronavírus, muitas são as iniciativas para evitar a propagação da doença. Uma delas tem sido a limpeza e desinfecção constantes de áreas comuns de shoppings, condomínios, clubes, academias etc. Mas você sabe qual medida mais eficaz para manter esses locais realmente limpos? E dentro de casa, como manter o ambiente livre do vírus? 

O setor de limpeza tem desempenhado um papel fundamental durante a pandemia, afinal ele é o responsável pelos procedimentos mais importantes no controle da contaminação cruzada, principalmente na fase de flexibilização de algumas atividades. 

Nos condomínios residenciais e comerciais, se antes a preocupação era intensa, agora é redobrada. O governador Ibaneis Rocha (MDB/DF), por exemplo, sancionou uma lei que obriga a limpeza de condomínios do Distrito Federal em intervalo de duas horas. A norma se aplica à limpeza de portas, maçanetas, corrimãos, puxadores, interfones e elevadores de edifícios. Segundo o texto, a desinfecção deve ser feita das 6h às 22h, com álcool 70% ou outro produto capaz de exterminar o novo coronavírus. A lei tem vigência de 6 meses e o descumprimento por parte dos condomínios pode gerar uma multa de R$2 mil. 

Dentro de casa os cuidados com a limpeza são tão importantes quanto fora dela. Ao voltar da rua é importante eliminar qualquer possibilidade de contaminação do vírus. Por esse motivo algumas recomendações são fundamentais, como deixar os sapatos do lado de fora para serem higienizados; lavar bem as mãos com água e sabão assim que chegar em casa; higienizar todos os objetos que foram trazidos da rua e que possam transportar o vírus, como bolsas, sacolas, pacotes, etc.; e lavar toda a roupa usada na rua. 

Você sabe qual o ciclo de vida do Coronavírus nas superfícies?

Mulher loira de blusa estampada
A infectologista Tania Vergara fala sobre a importância da limpeza de áreas comuns com grande circulação de pessoas

Para Tânia Vergara, infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), não há um senso comum de quanto tempo o Sars-CoV-2 permanece vivo fora do corpo humano. “Alguns estudos sobre outros coronavírus, dizem que eles podem sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que sejam devidamente desinfetados. Alguns podem permanecer vivos por até 28 dias em baixas temperaturas”, esclarece.

É de extrema importância que a higienização de ambientes com grande circulação de pessoas como shoppings, condomínios e academias, seja reforçada nesse momento. A limpeza mais frequente e minuciosa nesses locais é imprescindível para evitar a disseminação de microrganismos. 

Para começar, é necessário intensificar a rotina de higienização, principalmente de superfícies bastante tocadas pelas mãos como, maçanetas, interruptores, torneiras, saboneteiras, botoeiras, corrimãos etc. Em seguida, é importante a desinfecção de chãos, pisos e portas.

A limpeza de rotina normal com água e sabão diminuirá a quantidade do vírus nas superfícies e objetos, o que reduz o risco de exposição. O uso de um produto à base de álcool, desde que a concentração dele varie entre 62% a 70% da substância, também é um forte aliado para eliminar a propagação do coronavírus”, complementa Tânia.

As recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) são muito claras em relação à limpeza: “enquanto os desinfetantes aprovados pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) não estiverem disponíveis, desinfetantes alternativos podem ser usados ​​(por exemplo, 1/3 xícara de 5,25% -8,25% de alvejante adicionado a 1 galão de água ou soluções de álcool a 70%). Não misture água sanitária ou outros produtos de limpeza e desinfecção. Isso pode causar vapores que podem ser muito perigosos para respirar. As soluções de alvejante serão eficazes para a desinfecção por até 24 horas”.  

Quem executa a higienização também precisa estar seguro

A eficiência na limpeza é fundamental, mas, sem dúvida, a saúde dos profissionais de limpeza deve estar totalmente assegurada, tanto pelo uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) e produtos adequados, como pelo treinamento, ainda mais em um quadro como o de uma pandemia. 

Há algumas técnicas que orientam os profissionais sobre como atingir uma limpeza mais eficaz e segura. A recomendação é de que comecem a limpar de cima para baixo; do fundo para a porta; do mais limpo para o mais sujo e em um único sentido. 

Funcionária de shopping faz aferição de temperatura
Nos shoppings da Multiplan, todos os frequentadores precisam passar pela aferição da temperatura

A empresa Multiplan, que gerencia vários shoppings centers espalhados pelo país, desenvolveu um rigoroso protocolo de segurança para a assepsia em todas as dependências dos 19 empreendimentos que administra, principalmente das áreas comuns.

“Contamos com a orientação de um infectologista, e adotamos medidas rígidas de proteção visando preservar a saúde e o bem-estar dos nossos clientes, lojistas, colaboradores e parceiros. Intensificamos a limpeza dos pisos e mobiliários com água e sabão nas áreas comuns, como corredores, praça de alimentação, pontos de encontro, escadas, elevadores e banheiros”, esclarece a assessoria de imprensa.

Além disso, dentre as medidas implementadas para intensificar ainda mais a limpeza e higienização dos shoppings, a empresa adotou uma intensa rotina com outras medidas de segurança, como aferição de temperatura nas entradas dos shoppings, uso obrigatório de máscaras para todos, ampliação de pontos com dispensadores de álcool em gel, demarcações no piso para orientar o distanciamento mínimo entre as pessoas e o afastamento das mesas nas praças de alimentação em operação.

A higienização faz parte de um processo crucial que pode interromper o surto em andamento. Uma limpeza segura para todos deve ser feita com bastante atenção, principalmente levando em consideração o tempo em que o local fica aberto ao público e as recomendações dos órgãos responsáveis. Verifique a recomendação específica junto ao site do órgão de saúde da sua região. 

Enquanto isso, preparamos um check list dos locais que mais precisam de atenção na hora da limpeza:

  • Entrada: usar tapete com desinfetante ou disponibilizar borrifador com álcool 70% para as solas dos sapatos;
  • Banheiros: limpar e desinfetar pias, descargas, dispensers, maçanetas e interruptores de luz;
  • Áreas de alimentação: limpar e desinfetar mesas, cadeiras e bancos após o uso;
  • Ar condicionado: manter a manutenção em dia com a troca e limpeza dos filtros;
  • Balcões, caixas, prateleiras, decoração e demais objetos expostos que possam ser tocados por várias pessoas: limpar com frequência e disponibilizar álcool em gel no local;
  • Pisos, portas e paredes: limpar e desinfetar com os produtos indicados.

Por: Juliana Marques

 

 

 

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