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Contratação e desligamento de funcionários

Por Revista Síndico
Última atualização: 02/05/2022

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Uma das tarefas de maior responsabilidade na administração de um condomínio é a contratação de funcionários. Além de ajudar em questões práticas do dia a dia, é muito importante dispor de profissionais que ajudem na resolução de pendências administrativas, burocráticas e legais. Poder contar com uma equipe qualificada e experiente faz toda a diferença em qualquer administração e para que o trabalho do síndico seja desenvolvido com efetividade

De acordo com o artigo V, n° 1.348, do Código Civil, uma das atribuições do síndico é “diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores”, ou seja, a contratação de profissionais e a supervisão do trabalho que está sendo prestado ao condomínio é papel de quem faz a administração do mesmo, ou seja, do síndico.

Quando o síndico precisa contratar ou substituir um funcionário, é comum que alguns profissionais sejam analisados, no entanto, você já parou para pensar na importância de verificar bem um currículo e a pessoa que irá preencher a vaga? Esse indivíduo saberá a rotina dos moradores, dos funcionários, assim como os aspectos de segurança do local. Por isso, é importante ter todas as informações necessárias sobre o profissional antes de firmar qualquer tipo de contratação.

A psicóloga e consultora de recursos humanos, Malba Pereira, diz que a gestão de um condomínio pode ser comparada a de uma empresa, já que muitas atividades e processos são executados da mesma forma. Ela comenta que o síndico pode contar com o apoio de empresas especializadas na contratação de profissionais ou utilizar outros métodos de seleção.

mulher com óculos
Malba Pereira trabalha com Recursos Humanos e conta que há várias formas de buscar profissionais através de sites de emprego, redes sociais e até mesmo boas indicações

Hoje temos várias formas de buscar profissionais através de sites de emprego, redes sociais e até mesmo boas indicações, mas devemos nos atentar para as qualificações exigidas e fazer uma boa triagem com entrevistas técnicas e psicológicas. Lembrando que devemos sempre buscar um profissional com ética e boa conduta, além de estar atento às leis trabalhistas, garantindo que todos os aspectos sejam atendidos”, alerta a profissional de RH. 

Há oito anos à frente do condomínio Moradas do Engenho, em Niterói/RJ, o síndico Bruno Gorni Bernardi conta que não teve dificuldades quando precisou selecionar os últimos profissionais para o condomínio. “Contratamos um auxiliar de manutenção e um auxiliar de limpeza com a ajuda de indicações e a pesquisa de bons antecedentes. Sempre buscamos boas referências, experiência no ramo, moradia próxima, e principalmente, perfil de dedicação e motivação profissional”, comenta. 

 

Contratos temporários e substituições

A contratação de funcionários temporários para a substituição de férias e/ou licenças é bastante comum e também exige atenção, pois normalmente o prazo para esse tipo de contratação é menor e questões importantes, principalmente aquelas relacionadas à busca por boas referências não podem ser deixadas de lado. 

Contratar um profissional ético, com experiência, e com boas recomendações faz com que se tenha sucesso no ambiente de trabalho e consequentemente traga benefícios para o condomínio. Uma indicação de confiança é sempre muito válida, principalmente quando o profissional já conhece o condomínio e os moradores que ali moram (geralmente empregados de prédios vizinhos e/ou prestadores de serviço) mas não deve impedir que todas as checagens sejam cumpridas.

Vale destacar que, durante a contratação, o síndico deve ter clareza do perfil profissional que está buscando, quais são as verdadeiras atribuições e conhecimentos prévios necessários para ocupar a vaga. Contratar funcionários com pressa pode acarretar em um futuro arrependimento, por isso busque um perfil adequado ao condomínio e aos moradores, e seja cauteloso na seleção. 

Bruno Bernardi preferiu contar com a ajuda dos conselheiros e dos próprios moradores para indicar e decidir sobre os profissionais mais adequados, mas mesmo assim confessa ter tido problemas com contratações anteriores: “em minha antiga gestão como síndico, o candidato foi indicado por um outro funcionário para ocupar o cargo, possuía qualificação, mas, infelizmente no dia a dia não demonstrou atividade laboral compatível com a função exercida”, lamenta o síndico.

É importante que o síndico esteja atento a todas essas questões, especialmente aquelas relacionadas à segurança dos moradores. Como esse tipo de contratação é temporária, os novos funcionários acabam tendo acesso à rotina do condomínio e a todos os ambientes internos em pouco tempo. O ideal é que os moradores também sejam formalmente comunicados, por meio de avisos em áreas comuns ou cartas às unidades sobre a demissão ou contratação de um novo funcionário. Isso se reflete em mais segurança para o condomínio, além de estabelecer uma gestão mais cordial da equipe.

Observando esses cuidados é possível realizar um processo de contratação produtivo e eficaz, proporcionando qualidade nos serviços oferecidos dentro do condomínio e a segurança que os moradores merecem.  

 

Desligamentos sem problemas

Outro ponto importante na gestão de um condomínio é a demissão de um funcionário e todos os aspectos que envolvem esse processo. Para demitir um profissional com segurança é importante atentar-se ao que diz os direitos trabalhistas e observar os requisitos legais para cada modalidade de demissão. Ao tomar a decisão de demitir um funcionário, muitas variáveis entram em cena, pois, consequências econômicas e funcionais estão diretamente ligadas à demissão. 

Primeiramente é importante verificar se o condomínio tem condições de arcar com os valores da rescisão contratual, se a questão foi levada para discussão em assembleia, se um novo profissional pode ser contratado, entre outros detalhes. 

Para a analista de recursos humanos, Adriana Maia, a demissão deve ser conduzida de maneira responsável e cautelosa. “O processo de demissão deve considerar todas as consequências humanas e trabalhistas, além do impacto que poderá causar às contas do condomínio. Todo o processo de desligamento traz despesas que precisam ser analisadas”, alerta.

Adriana Maia recomenda que a demissão deve ser conduzida de maneira responsável e cautelosa

Para evitar possíveis ações trabalhistas, é necessário o cumprimento da legislação, tanto trabalhista quanto previdenciária. Para isso, é preciso conhecê-las, e isso inclui, além da CLT, as outras leis que regulamentam as profissões, decretos importantes na área, portarias, normas reguladoras e todos os acordos e convenções coletivas de trabalho relativo às profissões que fazem parte do quadro de funcionários. Como a legislação trabalhista é complexa, tanto em termos de leis quanto de documentos exigidos, é conveniente contratar uma empresa especializada ou profissional para cuidar destas questões dentro do condomínio.

 

Por: Juliana Marques

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