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Mobilidade urbana: Como garantir mais qualidade de vida na correria do dia a dia?

Por Revista Síndico
Última atualização: 30/09/2021

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Em 2019, o tempo médio de deslocamento dos brasileiros de casa para o trabalho (somando-se o trajeto de ida e volta) era de 4,8 horas por semana. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada em maio deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram coletados antes do início da pandemia de COVID-19.

No entanto, a média brasileira esconde uma situação muito diferente entre os estados. O Rio de Janeiro, por exemplo, é o estado com maior perda de tempo no deslocamento (6,7 horas por semana), seguido pelo Distrito Federal (5,8 horas) e por São Paulo (5,6 horas). No outro extremo do país, está o Piauí, onde se gasta 3,1 horas em média. Outros estados com menos tempo de deslocamento são Rondônia (3,2 horas por semana) e Tocantins (3,3 horas). Há diferenças também entre as áreas urbanas (4,9 horas) e rurais (3,5 horas). É preciso lembrar que o dado mostra apenas a média, ou seja, há trabalhadores que gastam muito mais tempo que isso, já que outros ocupam menos tempo nessa jornada. 

Os indicadores mostram a perda de tempo dos trabalhadores com o transporte de uma maneira geral, em consequência, da qualidade de vida. “Existe uma grande diferença entre os estados no que se refere ao tempo de deslocamento. E é importante observar que são as capitais que puxam a média para cima, por serem locais com maior tempo gasto nos trajetos de casa para o trabalho e de volta”, afirma Maíra Bonna Lenzi, analista da Pesquisa Nacional de Saúde.

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Maíra Bonna, analista da Pesquisa Nacional de Saúde, explica que existe uma grande diferença entre os estados no que se refere ao tempo de deslocamento, e as capitais que puxam a média para cima

Mas qual é o real impacto desses números na qualidade de vida da população? Como a perda de tempo pode afetar a vida pessoal e profissional dessas pessoas? Pode até não parecer, mas o tempo gasto no deslocamento de ida e volta ao trabalho pode prejudicar a saúde física e até mental dos trabalhadores. 

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga, Juliana Gebrim, diversos estudos na área de psicologia mostram que as pessoas que passam muito tempo no trânsito, seja em transportes públicos ou no volante, estão mais propensas a ter prejuízos mentais. E isso pode ocasionar problemas a curto, médio e longo prazo. 

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Segundo a psicóloga, Juliana Gebrim, diversos estudos mostram que as pessoas que passam muito tempo no trânsito estão mais propensas a ter prejuízos mentais

“A perda de tempo no deslocamento pode ocasionar um desgaste muito grande na rotina do indivíduo. A longo prazo, as pessoas podem apresentar um acúmulo de cortisol, que é o hormônio do estresse, além disso, podem ter depressão, como consequência da ansiedade excessiva, sintomas de irritabilidade e picos de nervosismo. Esses sintomas afetam diretamente a produtividade no trabalho e a saúde do sono em curto e médio prazos. Por isso, não é raro você ver pessoas com alterações no humor, angustiadas, cansadas e com outras emoções que podem prejudicar suas relações profissionais e pessoais”, finaliza.

Com uma rotina cada vez mais atribulada, sabemos que o tempo é nosso bem mais precioso, por isso, separamos algumas sugestões para você aproveitar esse tempo de forma saudável e segura.

 

Coloque a leitura em dia

Se você utiliza bastante os transportes coletivos ou táxi e uber, o tempo parado no trânsito é perfeito para colocar a leitura e as notícias do dia atualizadas. Mas, se você é o motorista, opte por audiolivros, podcasts e rádios de notícias para manter a atenção em seu trajeto.

 

Estude

O tempo que você passa em um deslocamento pode ser utilizado para reforçar seus estudos. Hoje em dia, temos à disposição bastante conteúdo que pode ser acessado pelo celular. Revise matérias, leia apostilas ou baixe aplicativos de exercícios e simulados para praticar. 

 

Otimize seu tempo

A melhor forma de não perder tempo no trânsito é evitá-lo. É claro que, em algumas situações, é impossível fugir do horário do rush, mas vale a pena tentar negociar um horário alternativo no trabalho, fazer um curso ou ir à academia para escapar do trânsito.

 

Use os serviços de compartilhamento de bicicletas

Além de ser uma boa opção para fugir do caos do trânsito, utilizar a bicicleta durante o seu trajeto (completo ou parcial) pode trazer benefícios para sua saúde, pois pedalar é uma atividade física excelente para emagrecer e tonificar a musculatura.

 

Programe-se com antecedência

Planejamento é a palavra-chave. Acorde um pouco mais cedo, deixe sua roupa e seu material de trabalho ou estudo separado no dia anterior, consulte as condições do trânsito e meteorologia antes de sair de casa. Pequenas atitudes como essas podem fazer a diferença.

 

O corretor financeiro e morador de São Paulo, Leandro Valente, mudou seus hábitos depois de alguns anos de tempo dispensado no deslocamento entre sua casa e o trabalho na capital paulista. “Uso bastante o metrô e lembro que em uma ocasião, devido a problemas no sistema, cheguei a ficar uma hora dentro de uma composição até que tudo voltasse ao normal. A partir desse dia decidi aproveitar melhor esse tempo com boas leituras, assistindo séries e organizando minhas tarefas do dia seguinte através de aplicativos no celular”, finaliza. Dicas de aplicativos: To Do List e Planner Pro. Ambos ajudam você a gerenciar diversos tipos de atividades do dia a dia. Eles permitem que o usuário crie e organize tarefas ou projetos com informações detalhadas, graus de prioridades, status e horários – disponíveis em Android e iOS.

Os recursos tecnológicos podem ser aliados para fugir do trânsito ou até mesmo para aproveitar melhor o tempo que passamos nele, mas na opinião do coach e consultor em desenvolvimento humano, Ricardo Lima, o uso dessas ferramentas deve ser moderado, já que podem causar dependência e prejudicar outras esferas.

“Os celulares, tablets e outros dispositivos são muito usados pelas pessoas durante o deslocamento entre suas casas e trabalho e ajudam a passar o tempo de maneira eficaz quando utilizados moderadamente. Porém, não podemos esquecer que eles são apenas aliados e não podem ocupar mais tempo no seu dia do que a execução real das suas tarefas”, alerta.  

 

Por: Juliana Marques

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