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A prioridade é a segurança

Por Revista Síndico
Última atualização: 17/02/2022

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Com o aumento de roubos a residências nas capitais brasileiras, confira novidades e dicas de especialistas para manter a segurança em condomínios.

A segurança nos condomínios sempre foi uma das principais preocupações do síndico e, claro, de todos os moradores. Se no início da pandemia, os dados de criminalidade caíram, acompanhando a quarentena, as últimas estatísticas não são animadoras e mostram um aumento de roubos a residências nas principais capitais do país. 

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública, no Rio de Janeiro, de janeiro a abril de 2021, foram 100 casos a mais em comparação ao mesmo período de 2020. Em São Paulo, o acompanhamento mensal da Secretaria de Segurança Pública mostra que, nos três primeiros meses de 2021, o percentual de ocorrências de roubo a residência ficou em 2,1%, 1,9% e 2,0% se comparados aos demais. No mesmo período do ano anterior, o percentual foi de 1,9%, 1,6% e 1,7%.

E para que não restem dúvidas sobre o assunto, a gente conversou com especialistas em segurança condominial para levantar novidades e dicas para quem quer se prevenir. Confira:

 

QUEM É O RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA? – Se você acha que o síndico e os moradores são os únicos responsáveis pela segurança dos condomínios, está enganado. “A primeira coisa que eu sempre falo na área de condomínios é que equipamentos não fazem segurança. Quem faz realmente a segurança são as pessoas que trabalham e moram nos condomínios”, diz o diretor de Condomínios do Secovi-SP e especialista em segurança, Sérgio Meira de Castro Neto.

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Segundo o diretor de Condomínios do Secovi-SP e especialista em segurança, Sérgio Meira de Castro Neto, “quem faz realmente a segurança são as pessoas que trabalham e moram nos condomínios”

Sérgio lembra ainda que, na maioria dos casos, são os próprios moradores ou funcionários que são ludibriados diante de uma tentativa de acessar o condomínio.

 

MANUAL DE PROCEDIMENTOS – Uma dica do especialista é que o condomínio crie – e siga – um manual de procedimentos de segurança. “Assim como nós temos a convenção e o regimento interno (RI), defendo que os condomínios tenham o manual de procedimentos de segurança, apartado do RI, com as regras do que pode e o que não pode no prédio. Algumas são padronizadas, mas muitas são específicas para cada condomínio. Este manual tem que ser de conhecimento de todos. Assim, a gente conscientiza funcionários e condôminos”, afirma Sérgio.

 

MANUTENÇÃO – O especialista ressalta ainda que, muitas vezes, os condomínios são assaltados pela falta de manutenção nos equipamentos. Imagine esta situação: um alarme do condomínio está disparando direto e os moradores decidem desligar. Assim, o sistema fica vulnerável. O mesmo acontece quando decidem desligar as câmeras de monitoramento por algum motivo ou por defeitos que não foram corrigidos. 

“Tem alguns prédios que assinam contrato de manutenção preventiva e outros que estão fazendo manutenção corretiva. Já faz parte do contrato consertar e apenas são cobradas as peças que precisam ser trocadas, isso facilita para que esses casos não aconteçam”, diz.

 

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO – Existem diversos tipos de equipamentos de proteção no mercado, como, por exemplo, as cercas. “A cerca perimetral mais ostensiva é feia, mas faz o trabalho que se propõe. Cercas perimetrais, eletrificadas, concertinas, industriais com arames mais grossos, hoje em dia, são importantes. IVAs e Infravermelhos também precisam estar sempre ativos e são muito úteis”, diz Sérgio. Câmeras e plaquinhas como as famosas “Você está sendo filmado” também ajudam a impedir e coibir ações de assalto. 

 

NOVIDADES QUE VIERAM COM A PANDEMIA – A pandemia trouxe diversas mudanças de hábito para os condomínios. O aumento de entregas e o crescimento do reconhecimento facial e da biometria, por exemplo, estão ligados à segurança. Segundo dados divulgados pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), em decorrência do elevado número de assaltos, o setor de segurança eletrônica cresceu 13% no Brasil em 2020. De acordo com o estudo, houve investimento alto em empresas de segurança, pois a procura por dispositivos inteligentes aumentou significativamente.

“Soluções como armários inteligentes facilitam o armazenamento de mercadorias e são homologados pelos Correios, auxiliando moradores de condomínios a retirarem suas entregas no momento em que for possível”, cita Leandro S. Martins, CEO da Peter Graber, empresa de segurança privada.

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Leandro Martins, da Peter Graber, cita soluções que contribuem para reduzir o acesso de pessoas estranhas ao condomínio, como a referente aos armários inteligentes

Equipamentos com leitores faciais também se tornaram tendência, segundo Leandro, pois em segundos liberam o acesso dos moradores/condôminos sem a necessidade de que se toque em equipamentos. “Isso traz mais conforto e agilidade na entrada e saída do condomínio”, completa.

 

CONTROLE DE ACESSO – Um assunto à parte em se tratando de segurança é o controle do acesso de moradores, serviços e visitantes. “Prédios novos vêm separando a entrada de serviço da entrada de condôminos e algumas portarias já possuem portão duplo (clausura) e hiper travamento, o que garante mais segurança”, explica Sérgio Meira de Castro Neto, que completa: “E agora, estamos vendo uma queda no preço dessas tecnologias. Por um pouco mais de dinheiro, muitos prédios estão optando por isso, porque de fato garante mais segurança do que dispositivos como chave de liberação de porta”.

 

PORTARIA REMOTA – Uma das novidades do mercado de segurança eletrônica é a portaria remota, virtual e autônoma, um sistema que substitui a mão de obra física. Funciona com diversos equipamentos e uma central com operadores treinados para lidar com diversas situações que colocam o condomínio em risco. Ambos os especialistas entrevistados concordam que o sistema pode, de fato, tornar o acesso mais seguro. 

“Existem diferentes tipos de públicos e perfis de condomínios. Ainda há pessoas que preferem ter um funcionário que os auxilie em pequenos reparos. Mas há aquelas que preferem a tecnologia e sim, a portaria remota é muito mais segura que a portaria física, pois 90% dos assaltos ocorrem pela porta da frente em condomínios. E a maneira mais fácil disto ocorrer é com a rendição do porteiro, o que não acontece com a portaria remota, pois são utilizados equipamentos modernos, estrategicamente pensados para que auxiliem a central de operações na tomada rápida de decisões. No serviço de portaria remota também não há o risco de rendições, pois independente das ameaças, a central de operações jamais abrirá o portão”, explica Leandro S. Martins, CEO da Peter Graber.

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O treinamento de funcionários e a conscientização dos moradores é uma excelente fórmula para zelar pela segurança condominial

Para Sérgio Meira de Castro Neto, o sistema realmente veio para ficar. “Está aumentando muito e as grandes empresas de segurança estão percebendo esse nicho de mercado. Essa vai ser a solução de muitos condomínios num futuro próximo. Entendo que, muitas vezes, pode ser mais seguro do que o sistema antigo do porteiro. O monitoramento remoto tem um protocolo e se ele é seguido à risca, ele é seguro”, afirma.

Apesar da tecnologia ser relativamente nova no mercado, a busca pelo serviço cresceu cerca de 20% em 2020, segundo a Abese.

 

TREINAMENTOS E CONSCIENTIZAÇÃO DOS MORADORES – Já sabemos que grande parte dos assaltos é pela porta da frente. Assim, nada substitui o bom treinamento, aliado à conscientização de moradores, bem como a divulgação de episódios de insegurança em murais e entre os condôminos.

“A conscientização dos moradores e treinamento dos funcionários é uma excelente fórmula. É necessária também uma reciclagem recorrente deste treinamento. Funcionários mudam e a toda hora os bandidos inventam um novo modus operandi. Em São Paulo, uma chuva de prédios vêm sendo invadidos por jovens agora, por exemplo”, diz Sérgio. 

 

MONITORAMENTO – Os atuais sistemas de monitoramento e de CFTV estão cada vez mais tecnológicos, com maior qualidade, câmeras fullHD, muitas delas têm IP com dados de voz facilitando a instalação e a manutenção. “Os sistemas têm melhorado muito. Dá para gravar e deixar armazenado por um bom tempo… Aqui em São Paulo também está surgindo a gravação na nuvem”, conta Sérgio.

O especialista lembra que ainda existem as empresas de monitoramento de alarmes. “Elas executam diversos procedimentos, caso o alarme toque. Na hora que isso acontece, aparece uma tela na central com as câmeras escolhidas pelo próprio condomínio previamente. Assim, as empresas conseguem tomar procedimentos muito rápidos e seguros”, diz.

 

Fonte: Mario Camelo

 

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