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Reciclagem de tampinhas e lacres nos condomínios

Por Revista Síndico
Última atualização: 08/09/2021

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A coleta seletiva de resíduos já é uma realidade em muitos condomínios do país, mas o que muita gente não sabe é que grande parte deles direciona esses materiais para projetos sociais. Você sabia que pode ajudar uma causa social separando os recicláveis e incentivando outras pessoas a fazer o mesmo?

Alguns projetos coletam tampas plásticas, vendem o material a empresas recicladoras e doam o dinheiro a entidades assistenciais que usam os recursos para ajudar crianças, idosos e até animais abandonados. Essa parceria beneficia ambos os lados, já que os condomínios conseguem descartar seus resíduos de maneira correta e segura, e, ao mesmo tempo, ajudam projetos que precisam desses itens para reciclagem. 

Dois projetos sociais desenvolvidos para ajudar animais em situação de rua ou de abandono estão conquistando cada vez mais adeptos. Em comum, eles conseguem preservar a natureza e ainda promover a solidariedade. Um deles é o Ecopet, em Santa Catarina, que recolhe tampinhas descartáveis e que ao invés de irem para o lixo, são recicladas e geram recursos para castração de cães e gatos. 

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Equipe do Projeto Ecopet, em Santa Catarina, que recolhe tampinhas descartáveis para reciclagem e geração de recursos para castração de cães e gatos

“Encontrar um animal na rua abandonado, além de muito triste, é uma questão de saúde pública. E o plástico é o maior problema ambiental que enfrentamos atualmente. A ideia foi unir os dois problemas”, conta Natália Nardi, uma das idealizadoras do Ecopet.

O condomínio Residencial Central Park, que fica em Saco Grande (Florianópolis), mobilizou os moradores para aderir ao Projeto Ecopet através de grupos de WhatsApp. Desde o início do ano, o dinheiro arrecadado pela venda das tampinhas, já possibilitou auxiliar 70 animais, custeando consultas veterinárias, internações, remédios e castrações. 

Outro projeto chamado Tampets fica em Sorocaba (SP) e a renda gerada através da coleta e venda das tampinhas também é totalmente revertida à causa animal da região. A idealizadora do projeto, Lia Marcos, conta que encontrou na arrecadação desses materiais um meio de ajudar animais em necessidade, tanto da comunidade carente quanto os resgatados por ONGs da cidade. “Queria fazer algo pela necessidade que via das pessoas que precisavam de uma consulta veterinária, de tratamento e de castração, principalmente. Fui observando alguns projetos no Brasil e peguei ideias que se adequassem a minha realidade e possibilidade de ajudar”, conta Lia.

mulher segurando caixa amarela
Lia Marcos é a idealizadora do Projeto Tampets, em Sorocaba (SP), que usa a coleta e venda das tampinhas para reverter os ganhos à causa animal da região

A responsável pelo projeto conta que começou a divulgação com a distribuição de panfletos para as pessoas nas ruas e em lojas. Com a divulgação boca a boca e pelas redes sociais, o Tampets foi ganhando apoiadores. Hoje, são mais de 60 pontos de coleta de tampinhas espalhados por todas as regiões de Sorocaba, além de escolas e condomínios residenciais. 

Esses e outros projetos ganham cada vez mais força quando atravessam os muros dos condomínios, isso porque a facilidade de recolher os materiais é maior e mais centralizada, além de atingir um número grande de pessoas ao mesmo tempo. 

No Rio de Janeiro, o Projeto Rodando Com Tampinhas já é conhecido entre os moradores da zona sul. Márcia Dabul, moradora do condomínio Conde de Caiçaras, no Humaitá, levou para os vizinhos a ideia de transformar tampinhas de plástico em recursos para a compra de cadeiras de rodas. O projeto ganhou tanta força que hoje conta com um ponto de coleta central dentro da Paróquia São José da Lagoa, local de grande movimento principalmente nos dias de celebrações religiosas. 

mulheres com tampinhas coloridas
Márcia Dabul, moradora do Rio de Janeiro, levou para os vizinhos a ideia de transformar tampinhas de plástico em recursos para a compra de cadeiras de rodas

Nosso projeto recebe tampas plásticas, vende o material e usa o dinheiro obtido na compra de cadeiras de rodas para os pacientes da ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação). Aceitamos tampinhas de garrafas pet, de água, de leite, de água de coco, de mate, de shampoo, condicionador, material de limpeza etc.”, explica Márcia.

Em um ano e dois meses de operação, o Rodando Com Tampinhas já recolheu 70 toneladas de tampas que foram revertidas em 188 cadeiras de rodas, reduzindo a fila de espera por uma doação na entidade que atende a 92 cidades do Rio de Janeiro. 

 

Como doar?

Os condomínios interessados em fazer parte dessa corrente do bem podem estimular os moradores por meio de comunicados internos, avisos em elevadores e grupos de whatsapp a guardar as tampas de produtos de higiene, sucos, leite, garrafas pet e até de margarina e sorvete. Depois, basta disponibilizar um ponto de coleta em local comum e destinar o material arrecadado a alguma instituição que faça a reciclagem. Conheça abaixo mais alguns projetos que separam as tampinhas plásticas para fazer o bem, é só escolher!

 

Tampinha Legal

Criado em Porto Alegre (RS), o programa incentiva as pessoas a recolher todo o tipo de tampa plástica e depois doa o dinheiro obtido com a venda do material a diversas entidades assistenciais, como ONGs e Apaes. Hoje tem mais de 2 mil pontos de coleta espalhados pelo Brasil e arrecadou mais de R$700 mil entre 2016 e 2020. Recolhendo mais de 222 milhões de tampinhas plásticas.

 

Tampatas 

Atuando em duas cidades goianas (Aparecida e Goiânia), o projeto recebe doações de tampinhas de garrafas de refrigerante, suco e muitas outras para vender às empresas recicladoras. A renda obtida é revertida na castração de cães e gatos abandonados nas ruas. Entre janeiro e fevereiro de 2020, o Tampatas coletou 3.900kg de material, o equivalente a quase dois milhões de tampinhas. 

 

Tampinha Solidária

Esse projeto espalhou pontos de coleta em cidades do Paraná e Santa Catarina para receber tampinhas plásticas de todo tipo. Com a renda obtida na venda do material, os voluntários compram fraldas geriátricas para lares de idosos carentes nos dois estados. Em dezembro de 2019, a campanha arrecadou 2.780kg de tampas plásticas, que geraram renda suficiente para comprar e doar 4.050 fraldas.

 

Tampa Amiga 

Os voluntários recebem tampas plásticas e lacres de alumínio. A renda obtida com a venda desse material às empresas recicladoras é doada para ajudar entidades beneficentes de Santos (SP). Em seu primeiro ano de atuação, o Tampa Amiga recolheu 8.500kg de tampinhas, que viraram mais de 1.000kg de alimentos doados.

 

Por:    Juliana Marques

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