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A tecnologia como aliada para construir e conhecer o novo lar

Por Revista Síndico
Última atualização: 24/05/2021

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Cada vez mais a tecnologia vem abrindo possibilidades para que o cliente participe mais ativamente do processo da construção de um imóvel ou simplesmente consiga conhecê-lo de forma mais profunda sem a necessidade de estar presente fisicamente. E com a pandemia do coronavírus o mercado imobiliário precisou avançar ainda mais nesta tendência para não perder negócios. 

E a estratégia parece estar funcionando. De acordo com dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em 2020, foram vendidas mais de 51 mil unidades residenciais, um aumento de 4,5% comparado ao ano de 2019, em que foram registradas pouco mais de 49 mil unidades negociadas.

De acordo com Sylvio Pinheiro, diretor da G+P Soluções, consultoria especializada em práticas e técnicas construtivas e de gestão, muitas dessas tecnologias já estavam à disposição no país há algum tempo, mas havia uma resistência de parte do setor em adotá-las, o que precisou mudar rapidamente com a pandemia.  

Homem sorrindo
“Sem o tour virtual, por exemplo, seriam impossíveis ações de vendas agressivas, dado que a aglomeração e a exposição seriam entraves intransponíveis”, pontua Sylvio Pinheiro

“Sem o tour virtual, por exemplo, seriam impossíveis ações de vendas agressivas, dado que a aglomeração e a exposição seriam entraves intransponíveis. As construtoras se adaptaram ao cenário imposto e investiram muito nestas tecnologias para não perder o cliente. Ao mesmo tempo, o interessado no imóvel não deixou a oportunidade passar, porque encontrou meios seguros de concretizar o negócio. Esse conjunto de fatores permitiu que o mercado imobiliário, mesmo com a crise, conseguisse resultados acima do esperado para um momento crítico”, destaca Pinheiro. 

Na sua opinião, o cenário é um caminho sem volta: “Os apartamentos virtuais são mais racionais, pois não há desperdício de material na desmontagem de enormes estruturas. Então, você tem aí uma economia, já que não é preciso montar unidades decoradas e esse valor pode ser usado, por exemplo, na aplicação de mais tecnologia para o conforto do cliente”, argumenta.

Sediada no Rio de Janeiro, a Avanço Realizações Imobiliárias foi uma das empresas que investiram em tecnologia para driblar as limitações impostas pelo isolamento social. De acordo com o diretor, Sanderson Fernandes, atualmente é oferecido tour virtual pelos empreendimentos, catálogos de opções e plantas online, fotos e vídeos de drone para entendimento da vista e da localização do empreendimento e até mesmo a aprovação e a assinatura virtual de contratos. 

“Com essas adaptações, nossas vendas não pararam. Pelo contrário, mesmo com a pandemia, as negociações continuaram, já que o cliente sentiu a necessidade de trocar de imóvel”, frisa. 

 

Cultura tecnológica ainda precisa ser estabelecida no país

Especializada no desenvolvimento de processos de gestão profissional para incorporadores e loteadores, a VGV S.A é outra empresa que acelerou o processo de transformação digital para atender a clientela à distância. 

De acordo com o CEO, Giuliano Milano, o Brasil não perde em nada para o mercado internacional em termos de inovações já existentes e entrada de novas startups do setor. No entanto, o país está atrasado sim do ponto de vista cultural das empresas em utilizar e disseminar o uso de novas tecnologias. 

“Na minha visão, o nosso mercado ainda tem muito que evoluir no uso de todo o arsenal tecnológico que já está disponível. Isso acontece na maioria das vezes pela própria falta de conhecimento dos empresários ou executivos de tudo que já existe disponível no mercado e falta de cultura de inovação nas empresas”, comenta. 

 

Segmento em expansão

O investimento do mercado imobiliário em tecnologia vem criando novas oportunidades de negócios, o que faz com que empresas surjam especificamente para atender às novas demandas. Uma delas é a InstaCasa, startup criada em 2017 que oferece serviços de realidade aumentada e virtual para criar uma visão ao comprador do lote de como seria a sua casa naquele local. 

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O App InstaCasa, de Maurício Carrer, oferece serviços de realidade aumentada e virtual para criar uma visão ao comprador do lote de como seria a sua casa naquele local.

“Com a plataforma, o comprador consegue ver centenas de opções de projetos criados para o lote que está pensando em comprar. É possível ver as imagens de fachadas, plantas, calcular o custo de construção e até ver em 3D em realidade aumentada na frente do lote desejado através de nosso aplicativo, tudo isso antes mesmo de comprar o terreno através do corretor. Assim, a pessoa consegue entender as possibilidades de casas que poderá construir, já de acordo com a legislação municipal vigente e as dimensões e topografia específicas do lote desejado.”, afirma Maurício Focas Carrer, CEO da InstaCasa.

Homem de braços cruzados
Para Maurício Carrer, do InstaCasa, é importante que o comprador consiga identificar opções de projetos criados para o lote que está pensando em comprar.

Blockchain possibilita total transparência no processo

Outro ponto em que a tecnologia vem se tornando uma grande aliada dos clientes que estão construindo ou comprando imóveis na planta é o Blockchain, por permitir o acesso às informações sobre todos os gastos com itens e materiais da obra e as etapas do processo. 

“O Blockchain é uma tecnologia que serve como se fosse uma planilha de registro pública em que vários participantes da rede apenas inserem novas informações sobre as suas atividades com criptomoedas. Ela não pode ser alterada ou deletada. É como se fosse um livro de registros. Isso dá total transparência para que qualquer pessoa possa auditar”, explica Rocelo Lopes, especialista em blockchain e criptoeconomia.

Segundo ele, na construção civil a tecnologia vem sendo usada para permitir um total controle dos gastos e andamento do projeto: “Como é uma planilha pública imutável, o usuário pode seguir cada etapa do processo e ter total controle sobre ele. É uma maneira transparente de informar cada item do processo, a origem dos produtos e os valores. Na minha opinião, é uma tecnologia perfeita para ser usada não apenas em construções privadas, mas também nas públicas. Seria fantástico, pois toda a população saberia exatamente em que etapa está, de onde veio cada material e quanto foi pago por eles. É uma tecnologia 100% segura”.

 

Pesquisa aponta interesse por reformas na pandemia

Uma pesquisa realizada pela Archademy, plataforma de inteligência para o mercado de arquitetura e design de Interiores sediada em São Paulo, revela que durante o ano de 2020 houve um aumento do interesse do brasileiro por reformar o lar, o que levou também ao aumento do interesse na compra de móveis. 

Intitulado “O impacto comercial da COVID-19 para Arquitetos e Designers de Interiores”, o estudo revela que mais de 85% dos escritórios geraram propostas no período de isolamento social. Pelos dados, 44,3% dos escritórios receberam demandas diferentes das tradicionais, com propostas de adequação de ambientes à nova realidade em consequência dos reflexos da pandemia.

No segmento residencial, 59,5% das propostas pediam reformas no layout geral da casa. Ao todo, 77,5% dos escritórios receberam solicitações de projetos focados no lar. Dos pedidos, 50,5% abrangiam adaptação das casas para home office, enquanto 47,5% envolviam também adequação dos espaços de convivência da família e 21,5% incluíam reformatação do ambiente para crianças. Participaram da pesquisa 650 escritórios de todo o país. 

 

Por: Gabriel Menezes

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