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Robô Delivery: drones atuam em serviços de entrega dentro dos condomínios

Por Revista Síndico
Última atualização: 07/01/2021

CAPA-drone-aereo
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Com o novo Coronavírus, os números do comércio eletrônico e dos serviços delivery cresceram exponencialmente. Sem poder sair de casa para não se expor ao vírus, os brasileiros passaram a comprar mais pela Internet e a receber um volume maior de produtos em sua residência. Entregas de restaurantes, farmácias e mercados se tornaram rotina pesada em condomínios de todo o país. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o crescimento do e-commerce chegou a 56% nos primeiros oito meses de 2020, movimentando cerca de R$ 41 bilhões até agosto do ano passado. Já no campo das entregas, pesquisa da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, constatou um aumento de quase 100% nas vendas por delivery no período de janeiro a maio de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019. 

O cenário acabou propiciando a popularização de uma série de tecnologias, entre elas os drones de entrega. Em alguns condomínios, eles já são os responsáveis por conduzir os produtos da portaria até as unidades. Monitorados à distância por uma central remota via 4G, os veículos automatizam a logística de distribuição de entregas, evitando o contato de condôminos com entregadores. 

Thiago Calvet, da My View, ao lado do drone terrestre D4
Ajuda também os entregadores a faturarem mais, pois eles perdem menos tempo com burocracias nas portarias

“É comodidade para os condôminos que não precisam andar até a portaria para pegar as suas entregas e segurança para o condomínio que não precisa se preocupar com o acesso de estranhos à unidade. Ajuda também os entregadores a faturarem mais, pois eles perdem menos tempo com burocracias nas portarias e ficam liberados para realizar mais entregas”, enumera Thiago Calvet, CEO da MyView, startup que, desde 2016, trabalha com soluções em drones para diversas indústrias. 

Morador recebe aviso por SMS sobre a encomenda

Entre os produtos oferecidos pela MyView, está o D4, um robô terrestre equipado com GPS, câmeras e sensores de navegação que o auxiliam em seu trânsito automatizado. “O trajeto é feito pelas calçadas ou canto das vias, como pedestres. Os pedidos são entregues de forma usual pelos entregadores, nas portarias dos condomínios. Ao recebê-los, o porteiro avisa ao condômino que o robô está a caminho. Em um futuro breve, esse aviso será realizado por SMS. O robô deixa a encomenda na porta da residência ou na recepção do bloco do morador”, comenta Thiago.

A pandemia da COVID-19 levou muitos condomínios a reformularem sua logística de recepção de produtos e entregas. Foi o caso do Duo Prime, com 80 unidades, em Botafogo, zona Sul do Rio de Janeiro. Desde março de 2020, quando se iniciou a quarentena, o aumento considerável no volume de itens recebidos pela portaria foi acompanhado pela mudança de padrão na forma de entrega. Cresceram os pedidos por aplicativos no condomínio. 

D4, drone terrestre da My View
O D4 é um drone terrestre equipado com GPS, câmeras e sensores de navegação

A mudança levou o síndico Luiz Henrique Ribeiro a criar uma bancada de higienização, onde ficam disponíveis máscaras descartáveis, álcool em gel e spray desinfetante para carrinhos de compras e bicicletas de entregadores. Nesse novo sistema, os condôminos são solicitados a comparecer na portaria para retirar pessoalmente os itens.

Síndico Luiz Henrique Ribeiro à frente do Condomínio Duo Prime, em Botafogo (RJ)
Ainda sem contar com os drones, o síndico Luiz Henrique montou uma bancada de higienização exclusivo para receber os entregadores no Condomínio Duo Prime, no Rio de Janeiro

Luiz admite que um drone facilitaria bastante o processo. “São muitas as vantagens. É importante estabelecer as regras de uso em ambientes privados, como os condomínios. Questões como a área de alcance e raio de entrega desses veículos bem como sua performance em situações climáticas adversas, como chuva, por exemplo, devem ser ponderadas e debatidas”, aponta.

Atualmente, os robôs D4 da MyView estão em 17 condomínios. Apesar de estar sediada no Rio de Janeiro, graças à tecnologia em rede, a startup consegue atender outras cidades e já possui clientes também em São Paulo e Minas Gerais. 

Duas opções de robôs: os aéreos e os terrestres

Ao contratar o serviço, o condomínio ganha a implantação, operação, monitoramento e treinamento das portarias, além de manutenção e suporte dos robôs. O valor mensal do contrato pode variar de R$ 2 mil a R$ 8 mil, dependendo das distâncias a serem percorridas e da quantidade média de entregas. 

Por enquanto, apenas os drones terrestres estão em funcionamento, o que limita a prestação do serviço a condomínios horizontais ou verticais com dois ou mais blocos. Nestes últimos, é necessária uma via interna pavimentada com, pelo menos, 100 metros de distância entre a portaria e a entrada de cada torre. 

A tendência, no entanto, é que o serviço se expanda e, futuramente, a empresa passe a oferecer entregas por veículos aéreos também. “Nosso projeto de entregas é dividido em duas fases. A primeira é com os equipamentos terrestres, que já estão sendo aplicados em formato comercial. A fase dois é com os drones aéreos, mas eles ainda dependem de aprovações e evolução da legislação”, destaca Thiago Calvet.

Para o síndico Luiz Henrique, os drones aéreos já são realidade. “Neste momento, estamos cotando o serviço de pintura e reforma da fachada, e uma das empresas já sinalizou que provavelmente fará um vôo de drone para identificar pontos com fissuras e rachaduras. Acho isso muito importante, pois nos permite mapear previamente problemas que fatalmente só seriam percebidos no momento da realização dos serviços com andaimes. O futuro chegou!”, finaliza. 

Confira a simulação de uma entrega feita por drones durante a Black Friday – uma parceria entre a P&G e a Drogaria Venâncio

 

 

Por: Aline Duraes

 

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