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Quarto gamer: objeto de desejo para públicos de diferentes idades

Por Cidades e Serviços
Última atualização: 24/08/2022

Quarto Gamer - Odyssey da housi
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Foi-se o tempo em que existia a ideia de que videogame é algo exclusivamente voltado ao público infantil e adolescente. Nos últimos anos, o segmento se tornou uma indústria poderosa de entretenimento e até mesmo de esporte, atraindo pessoas de todas as idades. E nada mais natural que os apaixonados por jogos queiram ter um espaço dentro de casa voltado especificamente para a atividade. 

A arquiteta Cristiane Schiavoni conta que os pedidos por um quarto gamer nos projetos de um imóvel são cada vez mais frequentes: “Muitos adultos, de uma geração que está aí com os seus quarenta, quarenta e poucos anos, até mesmo cinquenta, pedem muito. Nestes casos, normalmente são espaços multifuncionais. Os adultos não conseguem muito ter um local destinado apenas aos games. O home office acaba virando também um espaço gamer”, explica.

A profissional diz que além da temática dos jogos, a decoração pode contar com funkos (bonecos colecionáveis), quadros com pôsteres de filmes e séries. Para ter conforto, as cadeiras gamer são bem apropriadas. São cadeiras altas, que podem ser reclinadas e cheias de ajustes. A pessoa geralmente fica muitas horas jogando, então o conforto é essencial. No mercado, podem ser encontrados modelos com preços que variam de R$ 500 a R$ 2.500.

“Outra coisa bem importante é a iluminação. Primeiro, para criar aquele clima tecnológico. Os jogadores geralmente gostam muito de LED do tipo RGB (com capacidade de exibir uma grande quantidade de cores), o que torna o clima mais interessante. Mas também é importante que você tenha essa iluminação para garantir a qualidade do ambiente e preservar a sua saúde. Não é legal que você fique horas e horas olhando para um monitor que tem uma emissão de luz bem grande, com nenhuma outra fonte de iluminação no ambiente”. 

A decoradora e especialista em móveis planejados, Priscila Prieto, comenta que é importante, também, aproveitar bem o uso do espaço. Ela diz que é preciso ter cuidado para não exagerar no acúmulo de mobiliário para se ter uma boa circulação no ambiente. Uma mesa espaçosa para colocar uma ou duas telas e estante de metalon são boas alternativas. “Também recomendo o uso de parede de cimento queimado, tijolinho, cinza, grafite ou azul”

A empresária Jenniffer Martins, de Uberlândia, realizou o sonho do quarto gamer há cerca de um ano. Ela conta que sempre gostou de videogames desde criança, mas, demorou a ter condições para ter um. “Era algo muito fora da realidade da minha família. Quando eu cresci, comecei a comprar alguns consoles. Alguns funcionam e outros são só decorativos. Antes, eles ficavam espalhados pela casa”, conta. 

No ambiente, ela tem bonecos e outros itens decorativos, incluindo uma das primeiras edições do Atari, videogame clássico. “É um espaço que é meu, totalmente isolado, com fechadura eletrônica. Eu tenho seis gatos, e gatos são muito desastrados. E alguns dos meus itens são bem delicados e sei que não vou achar para reposição. Por isso, faço questão de ficar responsável por toda a manutenção por conta própria”, conclui.

 

Segmento ganha espaço no mercado de locação 

O universo dos games se tornou um negócio tão atraente que algumas empresas apostam no tema para conquistar os seus clientes. É o que tem feito, por exemplo, a Housi, plataforma de locação de imóveis por períodos flexíveis. Ela já criou dois projetos no mercado voltado para o segmento. 

De acordo com o CEO da plataforma, Alexandre Frankel, os projetos são uma aposta neste mercado que cresceu ainda mais durante a pandemia, com o isolamento social, e que atrai tanto homens quanto mulheres.

Um deles é um apartamento gamer em São Paulo montado em parceria com a Overclock, empresa especializada em suplementos para gamers. O local é escuro com fitas em LED para proporcionar uma iluminação adequada. O morador tem a sua disposição um PlayStation com os jogos mais recentes e também os tradicionais. 

O outro projeto da empresa nesta área é o Quarto Gamer Odyssey, na Housi Faria Lima, no bairro Itaim Bibi, em São Paulo, feito em parceria com a Samsung. 

 

Um negócio bilionário

A estimativa é que o setor de games movimente cerca de US$ 200 bilhões no mundo até 2023. Aqui no Brasil, 70% da população adulta é adepta dos videogames – um público 7% maior do que o registrado em 2019 –, conforme aponta a Pesquisa Game Brasil 2020, que apresentou dados relevantes sobre o perfil dos consumidores de jogos digitais e o comportamento nas principais plataformas como console, computador e smartphone.

A principal faixa etária que está inserida neste aspecto são as pessoas com 25 a 34 anos (33,6%), seguida pela faixa etária de 16 a 24 anos (32,5%). Além disso, a maioria do público consumidor de games é formado por mulheres, com 53,8% do total desse público.  O relatório mostra, ainda, que 86% dos brasileiros preferem jogar pelo celular, enquanto 43% priorizam o videogame e 40% o computador.

Por: Gabriel Menezes

 

 

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