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Um charme a mais

Por Revista Síndico
Última atualização: 02/04/2019
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materia 08
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Aline Durães

“O sucesso está nos detalhes”. A frase do empreendedor John Willard Marriott, dono
de uma das maiores cadeias hoteleiras do mundo, a Marriott, não vale apenas para o
mundo dos negócios. Ela é especialmente verdadeira quando falamos de decoração
de ambientes. No design de interiores, são os detalhes que ajudam a contar a história,
a revelar a identidade e a marcar a personalidade dos diferentes espaços. No
condomínio, não é diferente. Halls, corredores, churrasqueiras, portarias e plays
ganham outra vida quando bem decorados.

O problema é que, diante de tantas responsabilidades e atribuições aparentemente
mais urgentes, o síndico pode acabar relegando a segundo plano as questões de
decoração e estética das áreas comuns. Mas cuidar desses espaços é essencial para
manter a harmonia e o bem-estar dos moradores e a boa impressão causada a
visitantes. “A decoração em áreas comuns de condomínios contribui não só para o
bem-estar de todos como também para a valorização dos imóveis. Essa valorização
pode ser na negociação do valor final do imóvel ou até na facilitação da venda, uma
vez que o produto fica mais atrativo”, destaca a arquiteta Luize Matera, especializada
em projetos de design de interiores para residências.

Elevadores, halls e salas
De todos os elementos que compõem o design de interiores, um em especial chama a
atenção: a mobília. Poltronas, mesas, cadeiras, aparadores e estantes, se bem
escolhidos, combinados e conservados, podem dar novos ares a corredores, halls de
entrada, portaria e outros espaços de convivência. É o que os especialistas chamam
de mobília coletiva, ou seja, o conjunto de móveis que compõe os ambientes externos
da unidade. “O mobiliário humaniza os espaços e os tornam nobres e confortáveis.

Ambientes bem decorados encantam e tornam os espaços mais atrativos”, continua
Luize. “Temos um planejamento de gestão que contempla, periodicamente, a análise
dos móveis externos e de áreas comuns. Sem dúvida, a mobília contribui para a
harmonia estética do condomínio, influenciando o valor de seus imóveis”, saliente
Fábio Teixeira, síndico do Tebas, com cinco unidades, na Urca.

Mas como escolher os melhores móveis para o uso em áreas comuns? Quais os
materiais mais adequados a cada situação? Como conservá-los para ampliar sua vida
útil? Para quem não entende ou se interessa pouco pelo assunto, um primeiro passo
importante é buscar ajuda profissional. Um bom arquiteto ou designer de interiores
poderá fazer uma análise do status atual da mobília, indicando melhorias e
revitalizações necessárias. É importante ter em mente também que, embora cada
ambiente inspire mobílias próprias, elas devem sempre respeitar e seguir o padrão
estético do condomínio. “O mobiliário deve seguir a tendência contemporânea ao seu
lançamento. Ao mesmo tempo, tem de ser o mais impessoal possível de forma a
agradar ao maior número de pessoas. Por isso, é importante optar por cores mais
neutras e texturas mais suaves. As peças mais clássicas também são muito bem-
vindas, pois são atemporais”, ressalta a arquiteta Luize Matera.

Em um condomínio, o hall de entrada costuma funcionar como um cartão de visitas. É
por ele que convidados, fornecedores e potenciais proprietários passam antes de ir a
outras áreas comuns. Segundo os especialistas, o ideal é que seja respeitada a área
de circulação e o espaço tenha poucos móveis. Mesas de centro, por exemplo, são
completamente dispensáveis: além de atrapalharem a mobilidade, têm pouca
funcionalidade no ambiente. Uma boa opção são pequenos aparadores e poltronas
com tecidos mais resistentes. “Em espaços pequenos, uma boa dica é utilizar pouco
mobiliário, apenas o essencial, e fazer bom uso de revestimentos de paredes, como
por exemplo: papeis de parede, espelhos, mosaicos, painéis artísticos. A iluminação é
também é uma aliada, assim como os nichos embutidos na parede”, argumenta Luize.

Salão de festas e churrasqueira
Por serem áreas de circulação de um volume grande de pessoas, o salão de festas e
a churrasqueira demandam atenção especial na hora de serem mobiliados. Os móveis
devem propiciar conforto e segurança aos visitantes sem interferir em sua
movimentação. Uma mesa — desde os modelos mais simples até as mais robustas —
é sempre uma alternativa indicada, pois acaba sendo um móvel convidativo à

interação entre as pessoas, em torno da qual os convidados se reúnem e os bons
momentos acontecem.

Na churrasqueira, o foco é a praticidade. Na hora de escolher mesas e cadeiras, opte
por modelos que sejam empilháveis ou dobráveis. São mais fáceis de guardar, não
ocupam tanto espaço e podem ser reaproveitadas em outros ambientes, se for o caso.
“O desgaste natural provocado pelo tempo é a principal causa de dano em nossos
móveis. E ele é especialmente danoso no mobiliário que fica em áreas externas”,
alerta o síndico Fábio Teixeira.

Piscina e sauna
A mobília presente nas áreas de piscina e sauna é a mais propícia às intempéries do
clima. Chuvas, sereno, calor, sol de verão. Por isso, há aqui a necessidade de optar
por móveis de material mais resistente e durável, protegido especialmente contra a
umidade. “Deve-se ter muita atenção também para produtos especificados para áreas
de permanência de crianças. Neste caso, a segurança é fundamental. Deve-se levar
em consideração as dimensões de todos os produtos para evitar acidentes: avaliar
fixação de peças e certificar-se que todos os materiais são atóxicos para os pequenos,
especialmente pinturas de marcenaria e mobiliários”, sugere a arquiteta Luize.

Diferentes tipos de materiais
Quando falamos de mobiliário, a primeira palavra que vem à cabeça é madeira, certo?
Mas o fato é que, atualmente, existe uma série de materiais possíveis para compor a
mobília de um condomínio. Mármore, granito, alumínio, corda, plástico, ferro. A
madeira é apenas mais um deles. Escolher o tipo correto traz não só economia
considerável ao projeto como um todo como mais durabilidade e conforto no uso do
dia a dia.
Os móveis de alumínio, por exemplo, são mais baratos e não perdem a cor, sendo
indicados especialmente para áreas externas. Os de resina e plástico também têm
custos de manutenção baixos, o que pode se configurar numa opção interessante para
o condomínio com limitações financeiras.

Se a preferência condominial for pela madeira, a mais indicada é a madeira teca, mais
resistente a climas úmidos e baixas temperaturas. “Eu sempre prefiro a madeira por
conta da resistência. A ideia é escolher os melhores materiais para aumentar a
durabilidade do móvel”, pontua Fábio Teixeira.

Há ainda o MDF e o MDP. São materiais criados a partir da aglutinação de fibras de
madeira, resina e outros aditivos e têm sido utilizados em larga escala na fabricação
de móveis residenciais e comerciais nos últimos anos. Enquanto o MDF tem maior
maleabilidade e mais facilidade de acabamento, o MDP suporta maior acúmulo de
peso.
Merece atenção também o tipo de tecido que reveste alguns móveis. O mais indicado
é o vinil ou couro náutico, por serem impermeáveis. Eles devem ser usados com anti-
fungo ou mofo. Assim, a possibilidade de absorverem líquidos, mofarem ou terem mau
cheiro é menor.

“De uma maneira geral é fundamental que se opte por produtos de boa qualidade, fácil
manutenção e com garantias concedidas pelo fabricante”, alerta Luize. A arquiteta dá
ainda uma última dica importante. Não basta escolher bem os móveis ou combiná-los
com perfeição. O ideal é que eles sejam bem utilizados no dia a dia pelos condôminos.
Na opinião de Luize Matera, o condomínio deve contemplar um regulamento de uso da
mobília coletiva. “O uso coletivo precisa de regras, fiscalização e penalidade. O
investimento para aquisição de mobiliário é considerável e, por isso, é importante que
todos tenham zelo”.

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