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Vai começar o período da dedetização dentro dos condomínios

Por Revista Síndico
Última atualização: 18/10/2021

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Quando a temperatura começa a subir o aparecimento e a proliferação de insetos são mais comuns porque as condições climáticas favorecem a sua reprodução. Além disso, com o aumento da umidade do ar e o crescimento da vegetação com as chuvas cria-se um cenário ideal para que cupins, baratas, mosquitos, formigas, ratos e outras pragas se instalem em locais que não haja um serviço de dedetização constante. E é justamente por isso que há a indicação de realizar esse tipo de manutenção nos meses que antecedem o verão… 

Nos condomínios residenciais, o cuidado com o controle das pragas deve acontecer o ano inteiro. E a responsabilidade de zelar pelas áreas comuns do condomínio é do síndico, ou seja, caso haja algum tipo de infestação, e se isso implicar em prejuízos para o condomínio devido à ausência de cuidados, caberá a ele indenizar o próprio condomínio que administra. De acordo com a lei 1353/88, do Rio de Janeiro: “ficam obrigados a desinsetizar e desratizar suas instalações, de acordo com as exigências técnicas da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA), do órgão fiscalizador profissional competente e da Secretaria Municipal de Saúde, condomínios de edifícios comerciais e residenciais. ” 

A recomendação é que a dedetização seja feita com frequência em áreas comuns, como salão de festas, churrasqueiras, garagens, corredores e principalmente nas lixeiras, local bastante estratégico. E que o serviço seja contratado com regularidade, pois desta forma o local estará sempre protegido em casos de infestações sazonais, por exemplo. A periodicidade também irá depender das características de cada condomínio, como extensão de área verde, tamanho de área comum, proximidade com córregos etc.

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No Condomínio Icaraí Towers, a síndica Dulce Garcia conta que a dedetização começa a ser feita antes do verão começar e há um cuidado especial para as áreas verdes

Nas áreas livres do condomínio Icaraí Towers, em Niterói/RJ, há uma grande quantidade de plantas e pequenas árvores que facilitam o surgimento de mosquitos, especialmente no verão. A síndica, Dulce Garcia, conta que a dedetização começa a ser feita antes do verão começar e a manutenção ocorre mensalmente durante a estação. “A área verde daqui é muito extensa e ainda temos um solarium com muitas plantas e vasos de flores. Como a manutenção da jardinagem é feita semanalmente percebemos o surgimento de formigas, mosquitos e outros pequenos insetos principalmente quando está muito calor. A dedetização nesta época do ano é fundamental para minimizarmos o problema”, comenta.

Para impedir a infestação dessas pragas de forma segura e eficiente, é recomendada a contratação de uma empresa especializada. Assim, o condomínio garante que está contratando um serviço seguro e que respeita as normas ambientais adequadas para o uso de inseticidas. Após escolher o prestador do serviço é importante que a empresa faça uma visita ao condomínio para fazer um diagnóstico de qual melhor estratégia a ser utilizada. Essa avaliação também ajuda a escolher o produto mais indicado e de que maneira poderá ser aplicado no local. 

Na opinião de Lucianna Izidio, da área comercial da empresa Insetvip, é com base na necessidade de cada condomínio que o síndico deve decidir se vai investir em uma dedetização avulsa, semestral ou mensal. “Ha condomínios cuja necessidade é realmente uma ou duas vezes por ano, no máximo. Por outro lado, se houver muita demanda, fica caro para o síndico chamar a empresa de forma ‘avulsa’. Nesses casos, vale mais a pena fechar um plano mais frequente de manutenção”.

É importante também que os moradores sejam avisados com, pelo menos, 48 horas de antecedência sobre o serviço a ser realizado, justamente para que possam aguardar e não circular em áreas que acabaram de sofrer pulverização. É necessário verificar junto à empresa se há necessidade de retirar crianças ou animais domésticos durante a aplicação do produto, bem como a restrição de sua circulação no período posterior. Geralmente, enquanto os técnicos aplicam os produtos químicos, a orientação é que os moradores fiquem dentro dos apartamentos, pois o veneno pode incomodar os mais sensíveis.

De acordo com Telles Grillo, gerente da empresa Insetisan, especialista em controle de pragas, os serviços mais demandados nessa época do ano são os tratamentos para controle de baratas e formigas, pois são as pragas que têm maior proliferação durante o verão e estão mais presentes na maioria das residências. “Esses serviços são realizados com aplicação de inseticidas na forma líquida nos ralos, em pó nas caixas de gorduras e esgotos, e com aplicação de iscas em gel em locais estratégicos como corredor, lixeiras e interior de armários”, explica.

Além do cuidado recorrente é preciso também estar atento à manutenção do serviço de dedetização, pois é a melhor forma de garantir o controle de pragas e a qualidade de vida dos moradores. Um pacote de cuidados ao longo do ano, por exemplo, pode custar até 30% mais em conta do que pagar pelos mesmos serviços de maneira avulsa. 

“Após o término do serviço, orientamos síndicos e moradores a manterem sempre uma boa higiene do local, separar o lixo adequadamente, evitar frestas e fendas nas estruturas e fazer uma separação dos alimentos antes de guardá-los, para evitar trazer insetos da rua. Assim, o serviço se mantém resguardado até a próxima aplicação do produto”, alerta Telles.

A maioria dos condomínios só procura o serviço de controle de pragas quando a proliferação já está instalada, mas a síndica do Icaraí Towers acredita que a melhor maneira de realizar um controle efetivo, principalmente nesta época do ano, é investir em prevenção. Por isso, ela conta com a ajuda dos funcionários e moradores nesta missão: “fazemos campanhas com regularidade para conscientizar os moradores a descartarem o lixo de maneira correta e a não deixarem que a água fique acumulada em vasos de plantas. Os funcionários também são orientados a fiscalizar as áreas comuns e conscientizar os visitantes, tudo para evitarmos a presença desses insetos tão indesejados”, finaliza Dulce.

 

 

Por: Juliana Almeida

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