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Cresce o interesse por motorhomes no país: como aderir a esse estilo de vida?

Por Revista Síndico
Última atualização: 09/03/2021

Cresce o interesse por motorhomes no país
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Ícone dos anos 70, quando surgiu nos Estados Unidos, o motorhome voltou a ganhar destaque nos últimos tempos por conta da pandemia. Com a implantação do home office em muitas empresas pelo país, profissionais das mais variadas áreas ganharam flexibilidade para cumprir as suas jornadas de trabalho de qualquer lugar e, com isso, decidiram investir no segmento para ter mais liberdade. Empresas do ramo de diversas partes do país sentiram esse maior interesse.

 

Sediada no município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, a Vettura Motor Homes foi uma delas. “A empresa é fabricante de veículos especiais, mas também tem disponível em seu portfólio motorhomes usados para atender aquele público que tem necessidade de adquirir num prazo mais curto, já que a montagem hoje de um novo varia entre seis meses a um ano para ficar pronta. Desde o início da pandemia, tivemos um aumento considerável na fabricação de novos, mas, principalmente no segundo semestre do ano passado, houve uma procura ainda maior por usados”, destaca Sandra Simone Pasa, representante da empresa.

 

Outra empresa que sentiu o maior interesse do consumidor foi a Estrella-Mobil Motorhomes, sediada no município paulista de Santa Branca. “As pessoas começaram a perceber que conseguem trabalhar mesmo sem estar em casa. Elas podem viajar, levar sua casa no carro e ela ainda terá todo conforto. Então sim, o home office tem ajudado na utilização e procura pelo motorhome. Quem ainda é ativo no trabalho, vê que a possibilidade de viajar de motorhome não é só aos finais de semana ou feriados, mas de se manter na estrada”, afirma Julio Lemos, proprietário da empresa.

 

Em Minas Gerais, a Globe Customs motorhomes, sediada em Uberlândia, também viu o negócio aquecer nos últimos meses: “O segmento está em total crescimento, inclusive com aumento de campings e pontos de apoio”, comenta Walquiria Virgílio, representante da empresa.

 

Antes de adquirir um motorhome, é preciso entender as suas necessidades

Ao pensar em adquirir um motorhome, a pessoa deve levar em consideração uma série de fatores para descobrir qual é o modelo mais adequado para as suas necessidades. “O mais importante é saber qual o uso que a pessoa vai querer ter: ir apenas para regiões próximas e passar longos períodos ou fazer vários roteiros e passar por diversas cidades em tempo curto? Além disso, outras perguntas são fundamentais, como: quantas pessoas irão viajar? O que a pessoa precisa: praticidade ou mobilidade? Depois disso, é possível montar o projeto personalizado de acordo com cada cliente”, diz Julio Lemos, proprietário da Estrella-Mobil Motorhomes.

 

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Segundo a equipe da empresa Estrella-Mobi, de São Paulo, o home office tem ajudado na utilização e procura pelo motorhome

 

Segundo ele, no Brasil, os modelos mais comuns são feitos com base em vans e furgões: “Na nossa empresa, o modelo que mais tem saído é o Rigel (mais compacto), por conta da praticidade, mobilidade e tamanho menor, o que facilita na hora de se locomover até em cidades pequenas. Há uma outra opção também: a peça de furgão (só cabine e chassi). Neste modelo, é possível ter um espaço interno maior, levar mais pessoas e ter mais equipamentos. Hoje, temos versões a partir de R$180 mil, contando o veículo novo e a montagem interna do motorhome”, frisa o empresário.

 

E, com o passar dos anos, ele comenta que os avanços tecnológicos no segmento foram enormes: “Comparando com os motorhomes da década de 70 até o começo dos anos 2000, mudou muito a qualidade interna. Hoje no Brasil temos diversos equipamentos específicos para motorhomes, desde aquecimento de água, ar-condicionado e janelas especiais. Aqui, nós brincamos: temos modelos compactos, com preços mais acessíveis, mas quanto pode custar? O céu é o limite! É igual a uma casa: o custo total vai depender do que você vai colocar lá dentro: equipamentos, acabamentos, qual carro será utilizado etc. Dependendo, pode passar de R$1 milhão”, conclui Lemos.

 

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Segundo a equipe da empresa Estrella-Mobi, de São Paulo, o home office tem ajudado na utilização e procura pelo motorhome

 

Praticidade e liberdade, mas sem deixar de lado a atenção e os cuidados

O aposentado José Carlos de Souza, de São Paulo, entrou para o universo dos motorhomes há três anos, quando ele e a esposa decidiram conhecer o país. Ele, então, encomendou um modelo da Estrella-Mobil Motorhomes e mudou completamente o seu estilo de vida: “É muito prático. Podemos nos deslocar e fazer um turismo não convencional, sem reservas em hotéis, sem arrumar malas ou fazer check-in… Em nossas viagens, podemos mudar o destino a qualquer momento. Se gostamos de um lugar, ficamos mais tempo. Se não gostamos, vamos embora. Em setembro de 2020, fomos para Fortaleza (CE) ficar 20 dias e não precisamos ficar em hotel. Ficamos passeando e conhecendo a região. Na volta, passamos por Piauí, Bahia, Minas Gerais e finalmente São Paulo. O Motorhome é a nossa casa móvel, ou, como dizem os chilenos, nossa casa rodante”, diz.

 

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Na Vettura, do Rio Grande do Sul, houve maior busca por unidades usadas, já que um motorhome novo leva cerca de 6 meses para ser concluído

 

Outro adepto do segmento é o aposentado Julio Sakai, também de São Paulo. Para ele, os iniciantes no assunto devem ter alguns cuidados: “Como é um investimento relativamente caro, aconselho sempre escolher um veículo bom, para que depois não haja problemas. Escolher uma boa fábrica para montar, buscar referências e acompanhar a montagem. Ter sempre em mente que é uma casa unida com um carro. Por isso, um pode interferir no desempenho e capacidade do outro.

 

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Na Vettura, do Rio Grande do Sul, houve maior busca por unidades usadas, já que um motorhome novo leva cerca de 6 meses para ser concluído

 

Além disso, ele destaca que é preciso ter muita atenção na direção: “Não dá para dirigir como se fosse um carro normal. O peso extra pode afetar a dirigibilidade e, sem cuidados, acabar danificando algo na casa. Ao pernoitar, por estarmos em um país que infelizmente ainda não temos total segurança, é preciso analisar se o lugar é confiável. Eu tenho acompanhado youtubers e aplicativos que indicam os lugares mais seguros para parar”, aconselha.

 

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Por: Gabriel Menezes

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