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Primeiro dia do PIX tem mais de 1 milhão de transações

Por Revista Síndico
Última atualização: 17/11/2020

BRAZIL - 2020/10/07: In this photo illustration the Pix powered by Banco Central logo seen displayed on a smartphone. It is an electronic payment system in Brazil. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
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O Banco Central informou que as transações com PIX somaram mais de 1 milhão até as 18 horas desta segunda-feira (16), dia em que o novo sistema de pagamento começou a operar de forma plena.

Em valores, as transferências por meio do PIX somaram R$ 777,3 milhões, com valor médio foi de R$ 773,43. Na estreia, segundo o BC, foram registrados apenas “incidentes pontuais”.

“A avaliação do Banco Central é que o primeiro dia de operação ampla do PIX transcorreu de forma absolutamente normal, com incidentes pontuais esperados para o primeiro dia de operações amplas, e com números expressivos, comprovando a efetividade do novo meio de pagamento e o enorme interesse dos usuários”, informou o órgão por meio de nota.

A tecnologia desenvolvida pelo Banco Central está disponível para clientes de 734 bancos, corretoras e instituições financeiras que operam no país. Já são 73,1 milhões de chaves cadastradas.

O principal objetivo do sistema é aumentar a digitalização das transações financeiras no Brasil. Segundo o BC, a adesão também ajudará a aumentar a competição no mercado financeiro e reduzir o uso de papel moeda.

A expectativa do mercado é que o sistema seja o grande substituto de DOCs e TEDs, por ser um sistema gratuito e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana. Mas também servirá para efetuar compras on e offline. Por ser instantâneo, as trocas devem ocorrer em até 10 segundos.

O efeito mais imediato do PIX é em relação às transferências bancárias. Além de serem facilitadas, pela praticidade de trocar dinheiro apenas com a chave do recebedor em mãos, a velocidade e gratuidade da transação são diferenciais.

DOCs e TEDs só podem ser realizadas em horário comercial, em dias de semana. Podem demorar até o dia útil seguinte para serem concluídas. Já o PIX está disponível a qualquer momento e termina a operação em até 10 segundos.

Mais adiante, será mais comum pagar por compras com o novo sistema. Depois de um período de adaptação, lojistas devem adotar o recurso também pela questão de velocidade da transação, mas em especial pela redução de custos no negócio.

As taxas cobradas de pessoas jurídicas pelo uso do PIX serão menores do que operações com cartões de débito e crédito tradicionais.

De acordo com Breno Lobo, chefe da divisão no departamento de competição do BC, quase 70% das transações financeiras são realizadas com dinheiro vivo no Brasil. Em um horizonte de 10 anos de funcionamento do PIX, a expectativa é que esse número diminua em 10 pontos percentuais.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda que o PIX terá novas funcionalidades pela frente, como cashback e pagamentos programados.

Quem pode usar o PIX?

 

De acordo com o Banco Central, 734 instituições terão o PIX disponível para toda a base de clientes a partir desta segunda-feira (veja aqui a lista de participantes).

Outras 19 não realizaram todos os testes durante o período de operação restrita e, portanto, retornaram à etapa de homologação, não ofertando o PIX nesse momento.

Para as pessoas físicas, antes de usar o serviço é preciso cadastrar uma Chave PIX – uma ‘identificação’ no sistema.

Usando o PIX

O usuário poderá fazer um PIX quando for fazer uma transferência ou pagamento. Só é possível fazer um PIX para outro usuário do sistema.

O uso poderá ser feito das seguintes formas:

  • Pela “chave de endereçamento” – e-mail, números de CPF ou CNPJ, número de celular ou código de números e letras aleatório chamado EVP;
  • Por um link gerado pelo celular ou;
  • Por leitura de QR Code.

O pagador poderá fazer a operação inserindo a chave do recebedor, usando um link gerado pelo celular ou fazendo a leitura de QR Code. No comércio, por exemplo, o vendedor poderá gerar um QR Code, que o comprador vai ‘ler’ e pagar diretamente.

Por enquanto, os pagamentos dependem de internet para serem realizados. Está prevista para 2021 uma forma de pagamento offline. Futuramente também será implementado também o “saque PIX”, em que o recebedor poderá fazer saques em redes varejistas.

Fonte: G1
Imagens: freepik

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